Fique por dentro da literatura da Nigéria

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Autores nigerianos têm conquistado cada vez mais o público no Brasil e no mundo. Confira a nossa lista e mergulhe no meio literário do país

Nos últimos anos, a literatura contemporânea da Nigéria conquistou maior visibilidade no mundo. Assim como ocorre em outros países do continente africano, as narrativas nigerianas costumam ter como pano de fundo os conflitos e os rituais místicos da região. Entre os principais nomes do meio literário do país estão Chimamanda Ngozi Adichie e Ayòbámi Adébáyó, uma das convidadas da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip 2019).

Situação histórica e política da Nigéria

A origem do estado moderno da Nigéria é marcada pela colonização britânica no fim do século XIX. O país tornou-se independente a partir da década de 1960, mas foi atingido por uma guerra civil durante anos. Até 2011, passou por ditaduras militares e governos eleitos de forma democrática.

Considerada “o gigante da África”, a Nigéria tem mais de 150 milhões de habitantes e uma das maiores reservas de minério fóssil do mundo, com quase um milhão de metros quadrados. O local reúne mais de 500 grupos étnicos, com os igbos e os iorubás, e é dividido entre cristãos e muçulmanos.

Apesar de reunir uma grande quantidade de recursos naturais, a região sofre com históricas mazelas sociais e políticas. A população, sobretudo da cidade de Lagos, uma das maiores do país, tem problemas básicos de infraestrutura, como alimentação, moradia, saúde e educação.

Filmes da Nigéria

Além da literatura, a Nigéria também tem se destacado nos filmes. Conhecida como Nollywood, a indústria de cinema do país é a terceira maior produtora de filmes do mundo, ficando atrás apenas de Hollywood e Bollywood. Estudos mostram que o mercado cinematográfico nigeriano é quase totalmente homevideo, quando as pessoas alugam os vídeos e assistem em casa, já que quase não existem salas de cinema na região.

Confira a nossa lista de livros e mergulhe no meio literário da Nigéria!


Americanah, de Chimamanda Ngozi Adichie

A lista não poderia começar de outra forma: Chimamanda Ngozi Adichie é um dos principais nomes da literatura contemporânea da Nigéria e do mundo. Neste livro, a escritora conta a história de Ifemelu e Obinze. Enquanto vivem o idílio do primeiro amor, a Nigéria enfrenta tempos sombrios sob um governo militar, nos anos 1990. Em busca de alternativas às universidades nacionais, paralisadas por sucessivas greves, a jovem Ifemelu muda-se para os Estados Unidos. Ao mesmo tempo que se destaca no meio acadêmico, ela se depara pela primeira vez com a questão racial e com as agruras da vida de imigrante, mulher e negra.


Fique comigo, de Ayòbámi Adébáyò

Ambientado na Nigéria, este romance dá voz a marido e esposa enquanto eles contam a história de seu casamento — e as forças que ameaçam destruí-lo. Yejide e Akin se apaixonaram na faculdade e logo se casaram. Apesar de muitos terem esperado que Akin tivesse várias esposas, ele e Yejide sempre concordaram que o marido não seria poligâmico. Porém, após quatro anos de casamento, Yejide não consegue engravidar. Ela está certa de que ainda há tempo, mas então a família do marido aparece na sua casa com jovem moça que eles apresentam como a segunda esposa de Akin.


O leão e a joia, de Wole Soyinka

No pequeno povoado de Ilujinle, Baroka, o sexagenário chefe da aldeia, conhecido como “o Leão”, e Lakunle, o jovem professor de ideias avançadas e ocidentais, disputam o amor de Sidi, a Joia do vilarejo. Pequena obra-prima do Prêmio Nobel de Literatura de 1986, O Leão e a Joia é uma fábula divertida e irreverente sobre os conflitos entre valores africanos e costumes europeus, entre o desejo das mulheres de serem livres e o seu apego a tradições que as desvalorizam, entre o progresso e o conservadorismo.


As alegrias da maternidade, de Buchi Emecheta

As alegrias da maternidade conta a história de Nnu Ego, filha de um grande líder africano, enviada como esposa para um homem na capital da Nigéria. Determinada a realizar o sonho de ser mãe e, assim, tornar-se uma “mulher completa”, submete-se a condições de vida precárias e enfrenta praticamente sozinha a tarefa de educar e sustentar os filhos.


Tudo de bom vai acontecer, de Sefi Atta

Enitan Taiwo e Sheri Bakare tornaram-se amigas em meio à guerra civil nigeriana. As duas meninas de 11 anos crescem enfrentando o terror da repressão política e a ferida da misoginia, além da reprovação da mãe de Enitan, uma fervorosa religiosa, à amizade das jovens. Ao longo dos anos, as vidas das amigas se afastam e se cruzam novamente, apenas para descobrirem novamente que a busca pela felicidade é uma batalha constante em um país escravizado por seu passado.


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Gabriela Mattos

Redatora em Estante Virtual
Gabriela é jornalista, editora do Estante Blog e foi repórter em um jornal carioca. Viciada em comprar livros, é apaixonada por literatura contemporânea e jornalismo literário.
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Gabriela Mattos

Gabriela é jornalista, editora do Estante Blog e foi repórter em um jornal carioca. Viciada em comprar livros, é apaixonada por literatura contemporânea e jornalismo literário.

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