O novo jornalismo de Tom Wolfe

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Um dos principais jornalistas norte-americanos morreu em 14 de maio de 2018. Conheça algumas de suas obras!

Criador do movimento “new journalism” (novo jornalismo ou também conhecido como jornalismo literário), Tom Wolfe foi um dos principais jornalistas norte-americanos do século 20. Ele nasceu em 2 de março de 1930, na cidade de Richmond, nos Estados Unidos, e se destacou na carreira pelos seus textos irônicos e olhar diferenciado sobre o cotidiano.

Formou-se pela Universidade de Washington, em 1951, e, logo em seguida, matriculou-se em um curso de doutorado da Universidade de Yale, com uma tese relacionada à literatura norte-americana. Após trabalhar como repórter no jornal Springfield Union, passou também por algumas das principais redações do mundo, como na do The Washington Post e New York Herald Tribune.

Jornalismo literário

O novo movimento jornalístico, criado em 1960, atraiu diversos profissionais renomados, tanto nos Estados Unidos, como Gay Talese e Truman Capote, quanto no Brasil, como Eliane Brum e Joel Silveira. O grupo foi revolucionário ao escrever longas e detalhadas reportagens, aproximando-se das técnicas e dos recursos da literatura.

Além da ironia, os textos de Wolfe mesclavam a irreverência, a escrita erudita e a linguagem oral. O jornalista morreu em 14 de maio de 2018. Quer conhecer mais os livros do autor? Selecionamos suas sete principais obras, como Radical chique e o novo jornalismo e A fogueira das vaidades. Veja a lista completa e boa leitura!


A fogueira das vaidades

O que existe de semelhante entre um morador da ilha de Manhattan e um habitante de um conjunto habitacional no Bronx? Quase nada. É o que descobre o operador de obrigações da Bolsa de Nova York, Sherman McCoy, protagonista do primeiro romance de Tom Wolfe. Ao voltar com a namorada do Aeroporto Kennedy, McCoy se perde na auto-estrada, passa da entrada para Manhattan e acaba atropelando um rapaz negro a quem toma por um assaltante, debaixo de um viaduto no noturno Bronx. Tom Wolfe segue a trajetória trágica de Sherman McCoy, jovem executivo de 38 anos, para mostrar o avesso do sucesso.


Sangue nas veias

Nestor Camacho é um homem que está um pouco perdido e várias vezes se pergunta “Eu existo?”. Depois de toda confusão que gerou, ele realmente não sabe o que fazer, acredita que a sua vida não tem mais sentido, já que nem mesmo a sua família se mostra estar ao seu lado. Mas isso muda com o desenrolar da história.


Radical chique e o novo jornalismo

Radical Chique e o Novo Jornalismo reúne alguns dos principais artigos e reportagens que Tom Wolfe publicou nas décadas de 1960 e 1970. São textos marcados pelo estilo fulgurante e corrosivo de um dos principais cronistas da vida americana dos últimos 40 anos. Na primeira parte, Wolfe narra as origens e o impacto da chegada de sua geração às redações americanas, que passou a empregar técnicas de ficção para fazer reportagens mais completas, intensas e envolventes. Em seguida, três textos clássicos desse novo gênero, rigoroso como o melhor jornalismo e saboroso como a melhor literatura.


Ficar ou não ficar

Com que frequência meninos e meninas, que tanto “ficam” por aí, descobrem os nomes uns dos outros? Esta foi a dúvida de Tom Wolfe ao pesquisar os diálogos das meninas, uma das fontes de repórter exibidas em Ficar ou não ficar. Wolfe perambula os Estados Unidos, cobrindo com suas crônicas os costumes e tabus sexuais dos adolescentes, as mudanças fundamentais na visão que os seres humanos passaram a ter de si mesmos, graças aos novos campos da genética e da neurociência e as razões pelas quais ninguém anda comemorando o segundo Século Americano.


O reino da fala

Em O reino da fala, Tom Wolfe se debruça justamente sobre sua principal ferramenta de trabalho: a linguagem. Com sua prosa irreverente e humor mordaz, o autor examina os repetidos esforços da ciência na tentativa de explicar o dom humano da fala, segundo ele a verdadeira responsável pelas complexas sociedades e conquistas da humanidade.


Um homem por inteiro

Este livro retrata a sociedade americana contemporânea através da história de Charlie Croker. Um milionário de 60 anos que fez sua fortuna no ramo imobiliário, foi astro do futebol americano na faculdade e tem uma belíssima esposa-troféu de 28 anos. No entanto, chega o dia em que seu ego astronômico desmorona e ele tem de sair em busca do que realmente faz de um homem um homem por inteiro.


Eu sou Charlotte Simmons

Esta obra é um retrato brutal da solidão e da frivolidade da juventude neste início de século, traçado com precisão e com ironia por aquele que é considerado o maior cronista da sociedade americana atual. Charlotte Simmons é uma caloura brilhante e deslumbrada da fictícia Universidade de Dupont. Vinda de uma pequena cidade na zona rural da Carolina do Norte, ela ganha uma bolsa de estudos para cursar a tradicional e conceituada faculdade. Porém, descobre, para sua crescente consternação, que, para os alunos ricos da Dupont, o sexo, a aparência e o álcool são bem mais importantes que as ambições acadêmicas.


Qual seu livro favorito da lista? Comente e participe!


Gabriela Mattos

Redatora em Estante Virtual
Gabriela é jornalista, editora do Estante Blog e foi repórter em um jornal carioca. Viciada em comprar livros, é apaixonada por literatura contemporânea e jornalismo literário.
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Gabriela Mattos

Gabriela é jornalista, editora do Estante Blog e foi repórter em um jornal carioca. Viciada em comprar livros, é apaixonada por literatura contemporânea e jornalismo literário.

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