Veja as autoras participantes da Flip 2019

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Com homenagem a Euclides da Cunha, principal festa literária do Brasil será realizada entre os dias 10 e 14 de julho

Todos prontos para o maior festival de literatura do país? A menos de dois meses para o evento, a organização da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip 2019) já divulgou alguns participantes da programação oficial. Realizada entre os dias 10 e 14 de julho, a 17ª edição da feira homenageará o escritor Euclides da Cunha, consagrado pelo livro Os sertões.

Um dos principais destaques é a cordelista cearense Jarid Arraes, que lançará seu primeiro livro de contos, Redemoinho em dia quente, no mês que vem. Filha e neta de cordelistas, ela teve contato com a cultura nordestina tradicional desde a infância. Em 2012, a escritora começou sua carreira na literatura e é autora Heroínas negras brasileiras: em 15 cordéis e Um buraco com meu nome.

Já entre os participantes internacionais, vale enfatizar a presença da nigeriana Ayobami Adebayo, do livro Fique comigo. Com 30 anos, ela já acumula grandes momentos em sua carreira: além de ter sido aluna da também nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie e da canadense Margaret Atwood, a autora teve seu romance de estreia citado como um dos melhores livros de 2017, nos jornais New York Times e The Guardian.

Que tal conhecer as autoras que vão marcar presença na Flip 2019? Veja a lista completa e boa leitura!


Um buraco com meu nome, de Jarid Arraes

Em seu livro de estreia na poesia, a escritora e cordelista Jarid Arraes dedica seus poemas àqueles que não encontram matilha. Àqueles que procuram um buraco para chamar de seu – talvez toca, talvez a cova íntima que nem sempre encontramos quando precisamos de abrigo. Revira lembranças de sua infância no Cariri, cercada da intolerância e do machismo, mas também cercada da poesia dos homens que inspiraram seu pai e seu avô, ambos cordelistas, e a despertaram para o universo literário.


Maternidade, de Sheila Heti

Um romance provocador e corajoso sobre o desejo e o dever de procriar, escrito pela brilhante escritora canadense Sheila Heti. Em Maternidade, a autora reflete sobre os ganhos e as perdas para uma mulher que decide se tornar mãe, tratando a decisão que mais traz consequências na vida adulta com a franqueza, a originalidade e o humor que lhe renderam reconhecimento internacional. Ao se aproximar dos 40 anos, numa fase em que todas as suas amigas se perguntam quando irão ter filhos, a narradora do romance intimista e urgente de Heti — no limiar entre a ficção e autorreflexão — questiona se aquela é uma experiência que ela quer ter.


As mulheres de Tijucopapo, de Marilene Felinto

Romance de estreia da escritora Marilene Felinto, As mulheres de Tijucopapo foi vencedor dos prêmios da União Brasileira dos Escritores, em 1981, e Jabuti, em 1982. O livro narra a viagem de retorno de Rísia à terra onde sua mãe nasceu, a lendária Tijucopapo. Durante o percurso, ela relembra sua infância no Recife e a adolescência em São Paulo.


Uma noite, Markovitch, de Ayelet Gundar-Goshen

Às vésperas da Segunda Guerra, um grupo de jovens parte da Palestina para a Europa. Do outro lado do mar, um de judias que nunca conheceram os esperam. O objetivo: casamentos fictícios com os quais as meninas poderão escapar da Europa sob Hitler e alcançar a futura pátria judaica, então sob o domínio britânico. Dois dos jovens são amigos íntimos, mas muito diferentes um do outro. Zeev Feinberg, um sujeito ousado, alto e musculoso, está acostumado a ter mulheres caídas a seus pés. O outro, Iaakov Markovitch, é um cara indescritível e monótono sem qualquer tipo de caris. No entanto, é Markovitch quem fica com a mulher mais bonita, a deslumbrante Bella Zeigerman.


Fique comigo, de Ayòbámi Adébáyò

Ambientado na Nigéria, este romance dá voz a marido e esposa enquanto eles contam a história de seu casamento — e as forças que ameaçam destruí-lo. Yejide e Akin se apaixonaram na faculdade e logo se casaram. Apesar de muitos terem esperado que Akin tivesse várias esposas, ele e Yejide sempre concordaram que o marido não seria poligâmico. Porém, após quatro anos de casamento — e de se consultar com médicos especialistas em fertilidade e curandeiros, tomar chás estranhos e buscar outras curas improváveis —, Yejide não consegue engravidar. Ela está certa de que ainda há tempo, mas então a família do marido aparece na sua casa com uma jovem moça que eles apresentam como a segunda esposa de Akin.


O corpo dela e outras farras, de Carmem Maria Machado

Uma esposa se recusa a remover a fita verde de seu pescoço mesmo após súplicas de seu marido. Uma mulher relata seus encontros sexuais lentamente, como uma praga que consome a humanidade. Uma vendedora descobre algo terrível dentro das costuras dos vestidos de festa de uma loja. Uma cirurgia de redução de peso resulta em um hospedeiro indesejado. Ao mesmo tempo antiquado e sexy, estranho e mordaz, cômico e extremamente sério, O corpo dela e outras farras alterna uma violência brutal e o sentimento mais rebuscado. Em sua originalidade explosiva, essas histórias extrapolam as possibilidades da ficção contemporânea.


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Gabriela Mattos

Gabriela Mattos

Redatora em Estante Virtual
Gabriela é jornalista e foi repórter em um jornal carioca. Viciada em comprar livros, é apaixonada por literatura contemporânea brasileira e jornalismo literário.
Gabriela Mattos
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Gabriela Mattos

Gabriela é jornalista e foi repórter em um jornal carioca. Viciada em comprar livros, é apaixonada por literatura contemporânea brasileira e jornalismo literário.

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