Os 9 melhores romances estrangeiros do século 21

(3 Estrelas - 2 Votos)

Com base em lista da Revista Bula, selecionamos alguns dos principais livros publicados no período. Boa leitura!

Independentemente do gênero literário, cada leitura nos conquista de uma forma diferente. É quase impossível citar todos os nossos livros favoritos, né? Por isso, a Revista Bula perguntou aos leitores quais são os melhores romances estrangeiros do século 21, por meio de uma pesquisa entre colaboradores, assinantes e internautas.

LEIA MAIS: Conheça os melhores romances do século 21

Na pesquisa, os leitores deviam dizer apenas uma obra por autor, desde que publicada a partir de janeiro de 2001. Com base na seleção, que incluiu os livros mais votados, fizemos uma lista com nove deles. Entre os títulos escolhidos estão Meio sol amarelo, da escritora Chimamanda Ngozi Adichie, e 1Q84, de Haruki Murakami. Boa leitura!


Meio sol amarelo, de Chimamanda Ngozi Adichie

Filha de uma família rica e importante da Nigéria, Olanna rejeita participar do jogo do poder que seu pai lhe reservara em Lagos. Parte, então, para Nsukka, a fim de lecionar na universidade local e viver perto do amante, o revolucionário nacionalista Odenigbo. Sua irmã Kainene de certo modo encampa seu destino. Com seu jeito altivo e pragmático, ela circula pela alta roda flertando com militares e fechando contratos milionários. Gêmeas não idênticas, elas representam os dois lados de uma nação dividida, mas presa a indissolúveis laços germanos.


A vegetariana, de Han Kang

A vegetariana tem sido apontado como um dos livros mais importantes da ficção contemporânea. “… Eu tive um sonho”, diz Yeonghye, e desse sonho de sangue e escuros bosques nasce uma recusa vista como radical: deixar de comer, cozinhar e servir carne. É o primeiro estágio de um desapego em três atos, um caminho muito particular de transcendência destrutiva que parece infectar todos aqueles que estão próximos da protagonista. A obra conta a história dessa mulher comum que, pela simples decisão de não comer mais carne, transforma uma vida aparentemente sem maiores atrativos em um pesadelo perturbador e transgressivo.


Não me abandone jamais, de Kazuo Ishiguro

Kathy H. tem 31 anos e está prestes a encerrar sua carreira de “cuidadora”. Enquanto isso, ela relembra o tempo que passou em Hailsham, um internato inglês que dá grande ênfase às atividades artísticas e conta, entre várias outras amenidades, com bosques, um lago povoado de marrecos, uma horta e gramados impecavelmente aparados. No entanto esse internato idílico esconde uma terrível verdade: todos os “alunos” de Hailsham são clones, produzidos com a única finalidade de servir de peças de reposição. Assim que atingirem a idade adulta, e depois de cumprido um período como cuidadores, todos terão o mesmo destino – doar seus órgãos até “concluir”.


A amiga genial, de Elena Ferrante

Primeiro livro da tetralogia Napolitana, A amiga genial é narrado pela personagem Elena Greco e cobre da infância aos 16 anos. As meninas se conhecem em uma vizinhança pobre de Nápoles, na década de 1950. Elena, a menina mais inteligente da turma, tem sua vida transformada quando a família do sapateiro Cerullo chega ao bairro e Raffaella, uma criança magra, mal comportada e selvagem, se torna o centro das atenções. Essa menina, tão diferente de Elena, exerce uma atração irresistível sobre ela. As duas se unem, competem, brigam, fazem planos.


1Q84, de Haruki Murakami

1Q84 é o livro mais ambicioso de Haruki Murakami, fenômeno da literatura contemporânea. Assumidamente inspirado na obra-prima de George Orwell, o título se situa no ano de 1984. No primeiro volume, Murakami apresenta Aomame, uma mulher que esconde a profissão de assassina. Em uma tarde no início de abril, ela está parada num táxi, em meio ao trânsito de uma via expressa de Tóquio. Temendo não chegar a tempo de resolver uma pendência no bairro de Shibuya, ela se vê diante de uma opção inusitada proposta pelo motorista: descer do veículo e seguir por uma escada de emergência em plena avenida.


Complô contra a América, de Philip Roth

Philip é um menino como tantos outros, apaixonado por sua coleção de selos. O pai é corretor de seguros, a mãe é dona de casa e o irmão mais velho tem dotes precoces de desenhista. Como toda a população do bairro em que vive, a família Roth é judia, e em 1940 parece não haver melhor lugar no mundo para ser judeu do que os Estados Unidos. Porém Franklin D. Roosevelt, ao tentar reeleger-se para um terceiro mandato, é derrotado pelo candidato republicano Charles Lindbergh. O famoso aviador, que se tornou herói nacional ao empreender o primeiro vôo solitário da América à Europa, é um ardoroso defensor da Alemanha nazista. A vida da família Roth – e, potencialmente, o mundo – nunca mais será como antes.


2666, de Roberto Bolaño

Lançado um ano após a morte de Roberto Bolaño, 2666 é considerado o principal romance do escritor chileno. Com os temas sobre violência e literatura, o livro é composto de cinco romances, interligados por dois dramas centrais: a busca por um autor recluso e uma série de assassinatos na fronteira entre o México e os Estados Unidos. 


Reparação, de Ian McEwan

Por não entender o mundo adulto da paixão e da sexualidade, Briony Tallis, uma menina inocente que sonha ser escritora, acusa injustamente seu irmão de criação. Neste livro, Ian McEwan constrói um drama psicológico que tem como pano de fundo a Segunda Guerra Mundial e as tensões de classe da sociedade britânica.


A visita cruel do tempo, de Jennifer Egan

Bennie Salazar é um executivo da indústria fonográfica. Sasha é sua assistente cleptomaníaca. É a partir da história desses dois personagens que Jennifer Egan retrata, em uma narrativa caleidoscópica, a passagem do tempo e a transformação das relações. Da São Francisco dos anos 1970 até a Nova York de um futuro próximo, a autora cria um romance de estilo ímpar sobre continuidade e rupturas, memória e expectativas.


O que achou da lista? Comente e participe!


Gabriela Mattos

Redatora em Estante Virtual
Gabriela é jornalista, editora do Estante Blog e foi repórter em um jornal carioca. Viciada em comprar livros, é apaixonada por literatura contemporânea e jornalismo literário.
Gabriela Mattos
Comentários

Gabriela Mattos

Gabriela é jornalista, editora do Estante Blog e foi repórter em um jornal carioca. Viciada em comprar livros, é apaixonada por literatura contemporânea e jornalismo literário.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *