A ironia de Marcelo Rubens Paiva

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Escritor nasceu em 1º de maio de 1959, em São Paulo, e ficou conhecido por expor suas memórias nos livros. Veja algumas obras!

Conhecido por retratar suas memórias de forma irônica nos livros, o escritor Marcelo Rubens Paiva completa 60 anos em 2019. Nascido em 1º de maio de 1959, na cidade de São Paulo, mudou-se com a família para o Rio de Janeiro ainda na infância, após seu pai, Rubens Paiva, precisar se exilar durante a ditadura militar. Seis anos depois, Paiva acabou sendo perseguido, torturado e morto. No entanto, seu corpo nunca foi encontrado.

Marcelo e a família retornaram à cidade-natal, onde ele começou a carreira na literatura. Escreveu para o jornal do Colégio Santa Cruz, onde estudava, e depois fez os cursos de Engenharia Agrícola e de Teoria Literária na Unicamp. A vida do escritor ficou marcada, principalmente, aos 20 anos, quando sofreu um acidente em um lago, batendo a cervical em uma pedra, o que o deixou paraplégico.

Meu futuro é uma quantidade infinita de incertezas.”

Em 1982, o escritor começou o curso de Rádio e TV da Escola de Comunicações e Arte na Universidade de São Paulo (USP) e a escrever em revistas literárias. Foi neste mesmo ano que ele publicou o primeiro livro Feliz ano velho. Sucesso no meio literário, esta obra foi uma das mais vendidas do Brasil na década de 1980.

Que tal conhecer mais os livros de Marcelo Rubens Paiva? Confira a nossa lista completa e boa leitura!


Feliz ano velho

Este livro é um relato do acidente que deixou Marcelo Ruben Paiva tetraplégico, poucos dias antes do Natal de 1979. Jovem paulista de classe média alta, vida boa, muitas namoradas, ele vê sua vida se transformar num pesadelo em questão de segundos. Durante um passeio com um grupo de amigos, Marcelo resolve dar um mergulho no lago. Meio metro de profundidade. Uma vértebra quebrada. O corpo não responde. Apesar do tema trágico, Feliz Ano Velho tem momentos de humor, ternura e erotismo.


Ainda estou aqui

Eunice Paiva é uma mulher de muitas vidas. Casada com o deputado Rubens Paiva, esteve ao seu lado quando foi cassado e exilado, em 1964. Mãe de cinco filhos, passou a criá-los sozinha quando, em 1971, o marido foi preso por agentes da ditadura, a seguir torturado e morto. Em meio à dor, ela se reinventou. Voltou a estudar, tornou-se advogada, defensora dos direitos indígenas. Nunca chorou na frente das câmeras. Ao falar de Eunice, e de sua última luta, desta vez contra o Alzheimer, Marcelo Rubens Paiva fala também da memória, da infância e do filho.


O homem ridículo

Com humor suficiente para enxergar o quanto os homens podem ser ridículos na relação com as mulheres, o escritor Marcelo Rubens Paiva traça neste livro um retrato dos afetos contemporâneos. Traições, pequenas mentiras sinceras, grandes verdades que não são ditas – os contos e crônicas deste livro contam histórias que ele viveu e reinventou, ouviu dos amigos, acompanhou de perto.


Malu de bicicleta

Neste livro que marca sua volta à literatura, Marcelo Rubens Paiva mescla erotismo e lirismo, construindo uma engenhosa história de amor. Luiz é o protagonista deste romance, que nos conduz por sua trama lasciva – ele que amava as mulheres, cultivando o prazer sem qualquer culpa. Um hedonista incorrigível que seduz e atrai os mais diversos tipos de amantes, consegue transas inesquecíveis sem, no entanto, criar vínculos ou compromissos. Mas Luiz acaba caindo de amores pela bela e misteriosa Malu que ele conhece durante uma viagem ao Rio de Janeiro.


As verdades que ela não diz

Em As verdades que ela não diz, Marcelo Rubens Paiva faz uma divertida e afetuosa abordagem do singular universo feminino. Ele escreve agora acerca das paixões, das traições, dos conflitos conjugais, das loucuras que cometemos e dos obstáculos que enfrentamos em nome ou em busca do amor. As ruas, os bares, as festas, os motéis, o escritório e a academia são alguns dos cenários por onde circulam os personagens desse livro.


Blecaute

Três amigos universitários fazem uma expedição às cavernas do Vale da Ribeira. Ao explorarem o interior de uma gruta, são pegos de surpresa por uma enchente e ficam presos por três dias. Quando finalmente retornam a São Paulo, descobrem que as pessoas se transformaram em estátuas. A cidade, na verdade, o mundo, foi atingido por algo inexplicável.


O orangotango marxista

Este livro lança um olhar irônico sobre nossa própria sociedade e aborda uma questão fundamental: o que nos torna humanos. O personagem desta história não é humano, mas é próximo de nós. Ele é um orangotango, mas não um orangotango qualquer. Capturado numa selva no Bornéu, separado da mãe ainda criança, foi enviado a um laboratório no interior de São Paulo, onde teve seus comportamentos estudados por uma bióloga. Arendeu os princípios da linguagem de sinais e, depois, a ler, à noite, sem que seus vizinhos de cela se dessem conta disso. Tomou conhecimento dos grandes filósofos.


Você já leu algum dos livros de Marcelo Rubens Paiva?


Gabriela Mattos

Gabriela Mattos

Redatora em Estante Virtual
Gabriela é jornalista e foi repórter em um jornal carioca. Viciada em comprar livros, é apaixonada por literatura contemporânea brasileira e jornalismo literário.
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Gabriela Mattos

Gabriela é jornalista e foi repórter em um jornal carioca. Viciada em comprar livros, é apaixonada por literatura contemporânea brasileira e jornalismo literário.

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