Para além de ‘Lolita’: Veja 8 livros de Vladimir Nabokov

(5 Estrelas - 1 Votos)

Nascido em 22 de abril de 1899, autor russo é um dos principais nomes da literatura mundial. Confira a lista completa e boa leitura!

O escritor russo Vladimir Nabokov consagrou-se na literatura mundial com o polêmico livro Lolita, que narra a história de um intelectual de meia-idade obsessivo por uma menina de 12 anos. Irônica e intensa, esta obra é considerada um dos principais romances do século 20. Mas que tal conhecer os trabalhos do autor para além de Lolita?

Nascido em 22 de abril de 1899, em São Petersburgo, na Rússia, Nabokov integrava uma família rica e da nobreza russa: seu pai era advogado liberal, sua mãe era herdeira de um milionário de minas de ouro e seu avô foi Ministro da Justiça durante o reinado de Alexandre II. Um de seus irmãos, Sergey foi morto em um campo de concentração nazista após denunciar o governo de Adolf Hitler.

Nossa existência não é mais que um curto circuito de luz entre duas eternidades de escuridão.”

Nabokov formou-se em estudou Literatura Francesa e Russa no Trinity College, em Cambridge, e, logo em seguida, morou em Berlim e Paris. Na Rússia, lançou apenas seus nove primeiros livros, já que depois mudou-se para os Estados Unidos, na década de 1940. No novo país, publicou obras em inglês, como o próprio Lolita. Ainda neste período, trabalhou como entomologista – especialista que estuda os insetos sob todos seus aspectos em relação ao homem – no Museu Americano de História Natural.

O escritor morreu em 1977, na Suíça. Para homenagear Vladimir Nabokov, selecionamos oito de seus livros de destaque. Conheça as obras do autor e boa leitura!


Fogo pálido

Este livro é considerado o mais engenhoso e complexo de Vladimir Nabokov. Publicado depois de Lolita, quando o autor já era conhecido mundialmente, o romance tem estrutura de trama policial. Seu tema, porém, contrapõe-se ao tom detetivesco da narrativa – trata-se da análise de Fogo pálido, um poema de 999 linhas escrito pelo personagem John Francis Shade pouco antes de morrer. O poema, traduzido em rima e métrica, é a primeira parte do romance. A segunda transforma poesia em ficção.


A verdadeira vida de Sebastian Knight

Criador de obras intricadas e originais, este escritor viveu seus últimos anos recluso, atormentado pelo amor não correspondido por uma misteriosa amante russa. Após sua morte, o narrador, denominado apenas ‘V.’, decide relatar, em livro, a verdadeira história do meio-irmão. Entrevista conhecidos e, como um detetive, segue indícios que podem revelar um pouco mais de sua trajetória.


O original de Laura

Internado num hospital na Suíça, em 1977, Vladimir Nabokov deixou instruções a seus herdeiros para que destruíssem as fichas catalográficas que formavam o manuscrito de O original de Laura. Mas sua mulher, Vera, não conseguia pensar na ideia de destruir seu último trabalho. E o destino das fichas foi posteriormente passado a seu filho. A decisão de publicar as fichas catalográficas foi tomada, e o texto final de Nabokov, preservado.


Gargalhada na escuridão

Neste romance, que você só encontra na Estante Virtual, Nabokov trata o amor como crueldade. Admirador das artes, bem-nascido e dono de uma vida confortável, casado com Elizabeth, moça de boa família, e pai de Irma, uma menina de oito anos, Albinus se vê subitamente desafiado por uma inquietação íntima que ele identifica como ânsia sensual. No escuro do cinema, esse vazio ganha silhueta, rosto e um nome: Margot Peters.


Lições de literatura russa

Durante as décadas de 1940 e 1950, Nabokov realizou em universidades americanas uma série de cursos sobre alguns dos pilares da literatura de seu país; Gógol, Turguêniev, Dostoiévski, Tolstói, Tchekhov e Górki. Apenas em 1981 as aulas foram reunidas em livro nos Estados Unidos. Nabokov apresenta e analisa os principais livros e temas dos expoentes da literatura russa do século XIX e início do século XX, bem como seus métodos de criação.


O olho vigilante

Este é o quarto romance de um dos mais importantes autores do século XX. Publicado originalmente em 1930, quando Nabokov vivia em Berlim e ainda escrevia em russo, foi traduzido por ele e pelo filho, Dmitri, e relançado nos EUA em 1965. Nabokov cria uma narrativa inovadora ao se colocar na pele de um jovem imigrante russo na Alemanha às voltas com amores desastrados ou ilusórios – e algumas certezas sobre si mesmo que não correspondem à realidade. Smurov é um jovem triste e solitário que tenta sobreviver com parcos recursos na Berlim dos anos 20. Para equilibrar as finanças, trabalha como tutor de dois meninos de uma família russa de alto padrão. Entre um e outro caso amoroso, Smurov se envolve com Matilda, uma mulher casada.


Fala, memória

A invocação de Nabokov traz à tona uma série de lembranças sutis, e tornam este livro uma das autobiografias mais originais e marcantes da literatura contemporânea. Por meio das lentes de Nabokov – que reforçam a cor de cada uma de suas lembranças e distorcem a passagem do tempo – vemos o despertar de uma criança para o mundo, e acompanhamos uma viagem ao cerne de sua vida interior. 


O dom

Este é um livro sobre memória, amor e literatura. Considerado por Vladimir Nabokov sua melhor obra escrita em russo, O dom capta, com riqueza de detalhes, a difícil vida dos emigrados no país que lhes é hostil. Com ironia, reconstrói os círculos literários da época, onde todos, por menor que fosse o grupo de escritores, se tratavam com gentileza para depois se criticarem mutuamente pelas costas. Sem dinheiro, com aspirações a se tornar um grande escritor, o poeta iniciante e sonhador Fyodor navega por esse mundo vago e sombrio.


Qual livro da lista você já leu?


Gabriela Mattos

Redatora em Estante Virtual
Gabriela é jornalista, editora do Estante Blog e foi repórter em um jornal carioca. Viciada em comprar livros, é apaixonada por literatura contemporânea e jornalismo literário.
Gabriela Mattos
Comentários

Gabriela Mattos

Gabriela é jornalista, editora do Estante Blog e foi repórter em um jornal carioca. Viciada em comprar livros, é apaixonada por literatura contemporânea e jornalismo literário.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *