Dia do Jornalista: Conheça 8 livros para entender a nossa sociedade

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Para celebrar a data, selecionamos obras que ajudam a compreender o nosso tempo. Lista inclui desde livros-reportagem até distopias. Confira!

Uma das principais profissões de uma democracia, o jornalista tem a função de apurar, entrevistar, escrever e divulgar os acontecimentos da sociedade, desde notícias locais e do mundo até aquelas de cultura e de esportes. É por meio dos veículos de comunicação (sites, jornais, emissoras de televisão e de rádio) que eles expõem as reportagens e desmentem qualquer tipo de boato.

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No entanto, ser jornalista vai muito além das redações da grande imprensa. No mercado de trabalho, o profissional encontra uma rede mais ampla de atuação, como em comunicação interna de empresas, produção de eventos, assessoria de imprensa e em departamentos de marketing.

Dia do Jornalista

Você sabia que 7 de abril é o Dia do Jornalista? Criada pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI), a data homenageia o jornalista e médico Giovanni Battista Líbero Badaró, que fazia oposição a Dom Pedro I, no século 19. O dono do jornal Observador constitucional foi morto a tiros por inimigos políticos, em 22 de novembro de 1830.

Para celebrar a data, fizemos uma lista com oito obras que ajudam a entender o nosso tempo. A seleção inclui livros-reportagem, títulos de história, biografia de pessoas que marcaram o mundo e distopias. Boa leitura!


Presos que menstruam, de Nana Queiroz

Presos que menstruam é uma grande reportagem sobre o cotidiano das prisões femininas no Brasil, um tabu neste país. Neste livro, Nana Queiroz alcança o que é esperado do futuro do jornalismo: ao ouvir e dar voz às presas (e às famílias delas), desde os episódios que as levaram à cadeia até o cotidiano no cárcere, a autora costura e ilumina o mais completo e ambicioso panorama da vida de uma presidiária brasileira.


Você foi enganado, de Chico Otávio e Cristina Tardáguila

Este livro faz um breve inventário de diversas mentiras contadas pelos políticos brasileiros. Ao longo da história do Brasil, candidatos à Presidência da República, vice-presidentes e presidentes eleitos faltaram com a verdade na hora de se dirigir à população. Independentemente de partido, se não mentiram, muitas vezes optaram por omitir dados ou induzir os cidadãos a conclusões equivocadas sobre o cenário político. Os jornalistas Cristina Tardáguila e Chico Otavio apresentam uma seleção de casos que marcaram nossa história, desde 1920 até os dias atuais.


Como as democracias morrem, de Steven Levitsky e Daniel Ziblatt

Democracias tradicionais entram em colapso? Essa é a questão que Steven Levitsky e Daniel Ziblatt respondem ao discutir o modo como a eleição de Donald Trump se tornou possível. Para isso comparam o caso de Trump com exemplos históricos de rompimento da democracia nos últimos cem anos: da ascensão de Hitler e Mussolini nos anos 1930 à atual onda populista de extrema-direita na Europa, passando pelas ditaduras militares da América Latina dos anos 1970.


Raízes do Brasil, de Sérgio Buarque de Holanda

A lista também não poderia deixar de fora os clássicos.Raízes do Brasil é uma das principais obras fundadoras da moderna historiografia do país. Tanto no método de análise quanto no estilo da escrita, Sérgio Buarque de Hollanda consagra-se como o historiador da cultura e ensaísta crítico com talentos evidentes de grande escritor. A incapacidade secular de separarmos vida pública e vida privada, entre outros temas desta obra, ajuda a entender muito de seu atual interesse.


Olga, de Fernando Morais

Este livro conta a história de Olga Benario, judia e comunista, companheira de Luís Carlos Prestes. Grávida, foi entregue pelo governo de Getúlio Vargas à polícia secreta alemã e acabou assassinada nos campos de concentração nazistas.

Minha breve história, de Stephen Hawking

Minha breve história conta a trajetória de Stephen Hawking, desde a infância na Londres do pós-guerra até o reconhecimento científico internacional. Com fotos pessoais, raramente publicadas, este relato apresenta o leitor a um Hawking quase nunca vislumbrado nos livros anteriores – o estudante curioso que foi apelidado de Einstein; o brincalhão que já apostou com um colega sobre a existência de um buraco negro; e o jovem marido e pai lutando para alcançar prestígio no mundo da física e da cosmologia.


Maus – A história de um sobrevivente, de Art Spiegelman

Maus (“rato”, em alemão) é a história de Vladek Spiegelman, judeu polonês que sobreviveu ao campo de concentração de Auschwitz, narrada por ele próprio ao filho Art. O livro é considerado um clássico contemporâneo das histórias em quadrinhos. Nas tiras, os judeus são desenhados como ratos e os nazistas ganham feições de gatos; poloneses não-judeus são porcos e americanos, cachorros. Esse recurso, aliado à ausência de cor dos quadrinhos, reflete o espírito do livro: trata-se de um relato incisivo e perturbador, que evidencia a brutalidade da catástrofe do Holocausto.


Fahrenheit 451, de Ray Bradbury

Escrito após o término da Segunda Guerra Mundial, em 1953, Fahrenheit 451, de Ray Bradbury, é um texto que condena não só a opressão anti-intelectual nazista, mas principalmente o cenário dos anos 1950, revelando sua apreensão numa sociedade opressiva e comandada pelo autoritarismo do mundo pós-guerra. O livro se propõe a descrever um governo totalitário, num futuro incerto, mas próximo, que proíbe qualquer livro ou tipo de leitura, prevendo que o povo possa ficar instruído e se rebelar contra o status quo.


Qual livro você incluiria na lista? Comente e participe!


Gabriela Mattos

Redatora em Estante Virtual
Gabriela é jornalista, editora do Estante Blog e foi repórter em um jornal carioca. Viciada em comprar livros, é apaixonada por literatura contemporânea e jornalismo literário.
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Gabriela Mattos

Gabriela é jornalista, editora do Estante Blog e foi repórter em um jornal carioca. Viciada em comprar livros, é apaixonada por literatura contemporânea e jornalismo literário.

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