Émile Zola e outros autores naturalistas

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Nascido em 2 de abril de 1840, escritor francês foi o idealizador do movimento naturalista. Veja a lista completa!

Principal representante da escola literária naturalista, o escritor Émile Zola nasceu em 2 de abril de 1840, em Paris, na França, e deixou um extenso legado para a literatura mundial. Ao lado da família, cresceu na comuna Ais de Provença e retornou à cidade-natal aos 18 anos. Após a morte do pai, Zola começou a trabalhar em escritórios e, em seguida, atuou como colunista em jornais franceses.

Enquanto jornalista, ficou conhecido por sua forte atuação política na França. Em uma carta publicada na primeira página do jornal L’Aurore, em janeiro de 1898, Zola acusou o governo do país de antissemitismo, por condenar sem provas um capitão judeu do Exército. Por causa disso, ele foi perseguido e se refugiou na Inglaterra.

Naturalismo

Idealizador do Naturalismo, Zola teve grande destaque na literatura mundial. Apesar de ser marcado por fatos realistas, o movimento não pode ser confundido com o Realismo – enquanto neste o homem interage com seu meio social, no Naturalismo ele é produto de forças “naturais” e é descrito de forma animalesca. Os autores desta escola literária utilizam ainda método científico e a teoria do Darwinismo.

O sofrimento é o melhor remédio para acordar o espírito.”

O escritor publicou seu primeiro romance, La confession de Claude, em 1865, mas ficou reconhecido mundialmente apenas 20 anos depois, com Germinal. Com características naturalistas, esta obra narra, com detalhes, as más condições de vida dos trabalhadores de uma mina de carvão na França.

Para homenagear Émile Zola, selecionamos alguns de seus principais livros e ainda obras de outros escritores naturalistas. No Brasil, podemos citar Aluísio Azevedo, considerado como o precursor do Naturalismo na literatura brasileira, após a publicação de O mulato. Outro destaque é o escritor Raul Pompeia, que produziu trabalhos que transitam entre o Realismo e o Naturalismo.

Confira a lista completa e boa leitura!


Germinal, de Émile Zola

Um dos grandes romances do século XIX, expressão máxima do naturalismo literário, Germinal baseia-se em acontecimentos verídicos. Para escrevê-lo, Émile Zola trabalhou como mineiro numa mina de carvão, onde ocorreu uma greve sangrenta que durou dois meses. Atuando como repórter, adotando uma linguagem rápida e crua, Zola pintou a vida política e social da época como nenhum outro escritor. Mostrou, como jamais havia sido feito, que o ambiente social exerce efeitos diretos sobre os laços de família, sobre os vínculos de amizade, sobre as relações entre os apaixonados.


Naná, de Émile Zola

Naná é um dos romances mais conhecidos de Émile Zola. A personagem-título é a primeira “periguete” dos palcos, que alcança o maior sucesso na ribalta social, apesar de ser desprovida de qualquer talento artístico. Filha de pai alcoólatra e de uma lavadeira, Naná é uma atriz de teatro medíocre, mas com um corpo de Vênus e uma sexualidade à flor da pele.


A besta humana, de Émile Zola

Atormentado pelo desejo de matar as mulheres por quem se sente atraído, o maquinista Jacques Lantier se refugia no comando de sua Lison, a possante locomotiva a vapor com que periodicamente cruza a linha Paris-Le Havre. Os trilhos sobre os quais rodas fazem com que seu destino se cruze com o da bela e cruel Séverine, e determinam as vidas dos tocantes personagens desse livro.


Como se casa como se morre, de Émile Zola

Estes textos formam um estudo da aristocracia, burguesia e proletariado na França do final do século XIX, a partir de duas “fatias da vida”: o casamento e a morte. É um dos principais livros de Émile Zola.


O cortiço, de Aluísio Azevedo

Crítico impiedoso da sociedade brasileira e de suas instituições, o romancista Aluísio de Azevedo abandonou as tendências românticas em que se formara tornar-se, influenciado por Eça de Queiroz, o criador do naturalismo no Brasil. O Cortiço é considerado a sua obra-prima. O romance narra, em linguagem vigorosa a vida miserável dos moradores de duas habitações coletivas.


O mulato, de Aluísio Azevedo

Este livro mostra o empenho de Raimundo em descobrir o mistério de sua origem (a qual acaba se revelando espantosamente trágica), o tratamento cruel e racista que lhe dispensam outros personagens, os obstáculos ao seu projeto amoroso e o desfecho impactante.


Casa de pensão, de Aluísio Azevedo

Esta obra focaliza em problemas como preconceitos de classe, de raças, a miséria e as injustiças sociais. Descreve a vida nas pensões chamadas familiares, onde se hospedavam jovens que vinham do interior para estudar na capital.


O ateneu, de Raul Pompeia

O romance, que mistura ficção e autobiografia, narra as experiências de Sérgio, um tímido pré-adolescente de 11 anos como aluno interno no Colégio Ateneu, conhecido como a melhor instituição de ensino do Império. Os cenários do colégio e sua memorável galeria de alunos, professores e funcionários são um autêntico microcosmo da vida social da época.


Canções sem metro, de Raul Pompeia

Canções sem metro é um dos principais destaques de Raul Pompeia, já que a obra inicia o poema escrito em forma de prosa no Brasil.


Você já leu algum livro da lista? Comente e participe! 🙂


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Gabriela Mattos

Redatora em Estante Virtual
Gabriela é jornalista, editora do Estante Blog e foi repórter em um jornal carioca. Viciada em comprar livros, é apaixonada por literatura contemporânea e jornalismo literário.
Gabriela Mattos

Gabriela Mattos

Gabriela é jornalista, editora do Estante Blog e foi repórter em um jornal carioca. Viciada em comprar livros, é apaixonada por literatura contemporânea e jornalismo literário.

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