90 anos de Milan Kundera

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Autor de A insustentável leveza do ser nasceu em 1 de abril de 1929, na República Tcheca. Confira alguns de seus principais livros!

Nascido em 1 de abril de 1929, na cidade de Brno, na República Tcheca, o escritor Milan Kundera é um dos principais autores do pós-guerra e ficou conhecido na literatura mundial pelo livro A insustentável leveza do ser. Sua relação com as artes começou ainda na infância, quando aprendeu a tocar piano com o pai, um renomado musicólogo e pianista

No início da década de 1950, estudou literatura e estética na Universidade Carolina de Praga, mas depois mudou para o curso de cinema. Kundera teve participação ativa na política do país, principalmente no período da Guerra Fria. Integrou o Partido Comunista Tcheco, mas foi expulso duas vezes.

São precisamente as perguntas para as quais não existem respostas que marcam os limites das possibilidades humanas e traçam as fronteiras da nossa existência.”

Em 1968, o escritor participou da Primavera de Praga ao lado de outros artistas. Liderado por intelectuais, o movimento tinha o objetivo de promover grandes mudanças na estrutura política e social da então Tchecoslováquia.

Kundera na literatura

Um dos principais escritores do mundo, Kundera publicou o primeiro romance, A brincadeira, em 1967, como uma sátira ao totalitarismo do regime comunista. Por isso, chegou a ser banido do país e se mudou para a França. Além de A insustentável leveza do ser, o escritor publicou no novo país outras de suas principais obras, como O livro do riso e do esquecimento.

Para comemorar os 90 anos de Milan Kundera, nada melhor do que conhecer seus livros. Por isso, fizemos uma lista especial em homenagem ao autor. Confira!


A insustentável leveza do ser

Este é um livro em que o desenvolvimento dos enredos erótico-amorosos conjuga-se com extrema felicidade à descrição de um tempo histórico politicamente opressivo e à reflexão sobre a existência humana como um enigma que resiste à decifração — o que lhe dá um interesse sempre renovado. Quatro personagens protagonizam essa história: Tereza e Tomas,Sabina e Franz. Por força de suas escolhas ou por interferência do acaso, cada um deles experimenta, à sua maneira, o peso insustentável que baliza a vida.


A brincadeira

Um estudante envia um cartão-postal ironizando o dogmatismo comunista. Punido com anos de trabalho braçal, ele tentará se vingar, mas não sem enfrentar uma série de perguntas: qual a relação entre desejo sexual e ódio? Seria a juventude a “estúpida idade lírica”? O que é a vingança? Pode-se praticá-la quando a História anda tão rápido que um homem já não é hoje o que era ontem? Por que a revolução julga com tanta severidade as brincadeiras? No centro dessa narrativa, contudo, não está a História nem a política, mas sim os enigmas da existência humana.


O livro do riso e do esquecimento

O livro do riso e do esquecimento é uma narrativa entrecortada de erotismo e imagens oníricas. Em sete partes aparentemente autônomas, o autor lança um olhar agudo e amargo sobre o cotidiano da República Tcheca após a invasão russa de 1968: as desilusões da juventude, a desorientação dos intelectuais, a prepotência dos líderes políticos, tudo converge para o esquecimento, imposto ou voluntário, individual ou coletivo. Kundera articula de forma admirável, muitas vezes invisível, o destino individual dos personagens e o destino coletivo de um povo.


A valsa dos adeuses

Em um pequeno balneário decadente, oito personagens se ligam de maneiras improváveis. Esterilidade, amor não correspondido, adultério, depressão, aborto: Kundera reúne neste romance todos os elementos que podem perturbar o amor. Pares se encontram e desencontram como se rodopiassem ao som de uma valsa. A música dá partida para o tema inicial do livro: a gravidez indesejada de uma jovem em contrapartida ao desejo de ser mãe que leva as mulheres até a estação de águas. Aos poucos, Milan Kundera nos apresenta a outros pares, a outros temas.


A vida está em outro lugar

Jaromil cresce na Tchecoslováquia ocupada pelos nazistas. Para o júbilo de sua mãe, manifesta já na infância o dom de criar rimas. O menino pouco conhecerá o pai, que é preso pela Gestapo e morre num campo de concentração. Assim, é a mãe quem vai cuidar para que seja um grande poeta. O jovem, porém, se entusiasma com a revolução e põe sua arte a serviço da sociedade socialista. Para o desespero da mãe, ele não faz mais versos rimados. Agora redige palavras de ordem.


A festa da insignificância

Na forma de uma fuga com variações sobre um mesmo tema, Kundera transita com naturalidade entre a Paris de hoje em dia e a União Soviética de ontem, propondo um paralelo entre essas duas épocas. Assim o romance tematiza o pior da civilização e lança luz sobre os problemas mais sérios com muito bom humor e ironia.


A arte do romance

Primeiro livro de não ficção do autor, A arte do romance é a confissão nascida da experiência prática do romancista. Nesta obra, são discutidas em profundidade a evolução do romance e seus aspectos centrais (de Cervantes a Proust, passando por Hermann Broch e Kafka), pelo olhar subjetivo de um artíficie que vê ameaçada a continuidade de seu trabalho.


Qual seu livro favorito de Milan Kundera? Comente e participe! 🙂


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Gabriela Mattos

Analista de comunicação em Estante Virtual
Gabriela é jornalista, editora do Estante Blog e foi repórter em um jornal carioca. Viciada em comprar livros, é apaixonada por literatura contemporânea e jornalismo literário.
Gabriela Mattos

Gabriela Mattos

Gabriela é jornalista, editora do Estante Blog e foi repórter em um jornal carioca. Viciada em comprar livros, é apaixonada por literatura contemporânea e jornalismo literário.

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