Literatura francesa em foco

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Para homenagear o meio literário da França, selecionamos sete livros clássicos de autores consagrados. Veja a nossa lista completa!

Com grandes autores consagrados, o meio literário francês é um das mais influentes do mundo. A literatura no país começou ainda na Idade Média, com poemas que enalteciam ações heroicas de pessoas que lutavam pela religião, e passou por diversas fases nos séculos seguintes.

Entre as principais estão o Renascimento, que trouxe o novo conceito de humanismo; o Iluminismo, marcado por destacar a razão nas obras, e o Romantismo, que rejeita a falta de subjetividade nos textos. Os movimentos não só incluíam a literatura, mas também toda uma visão de mundo e de estilo de cada época.

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Independentemente da fase, cada um desses livros marcou seu período de uma forma diferente. Publicado inicialmente em 1862, um dos destaques é Os miseráveis, de Victor Hugo, que recebeu dezenas de edições ao longo dos anos. Nossa seleção inclui ainda Madame Bovary, de Gustave Flaubert, que conquista uma legião de leitores até hoje.

Que tal conhecer alguns dos principais clássicos da França? Confira a nossa lista completa e boa leitura!


Os miseráveis, de Victor Hugo

Em Os miseráveis, o romancista francês Victor Hugo narra a história emocionante de um homem que, por ter roubado um pão, é condenado a 19 anos de prisão. É uma obra inquietantemente religiosa e política, que conquistou ainda mais o público após ser adaptada em nova versão para o cinema em 2012. Social, o romance é marcado por uma vasta análise de costumes da sociedade francesa do século XIX.


O segundo sexo, de Simone de Beauvoir

Publicado originalmente em 1949, O Segundo Sexo é obra pioneira dos estudos sobre as mulheres. Traduzido para mais de 30 idiomas e publicado em diversos países, este livro de Simone de Beauvoir se tornou referência para os movimentos feministas dos anos 1970.


Madame Bovary, de Gustave Flaubert

Madame Bovary é, sem dúvida, a obra prima do escritor francês Gustave Flaubert. Por meio de uma imersão dentro da mente da personagem principal, o romance mostra a desesperança e o desespero de Emma Bovary, que se vê presa em um casamento sem graça e com um marido de personalidade fraca. Publicado originalmente em capítulos de jornal, em 1856, o livro retrata o crescente declínio da vida dessa mulher.


O muro, de Jean-Paul Sartre

O muro reúne cinco contos escritos por Jean-Paul Sartre às vésperas da Segunda Guerra Mundial. Em todas as histórias, o pensador discute questões relacionadas à consciência política e filosófica. O apelo é feito a causas como valores burgueses, preconceitos sexuais e raciais. A obra é indicada a todos os humanos inconformados com a forma que a realidade do mundo é imposta.


Os três mosqueteiros, de Alexandre Dumas

Na França do século XVII, os mosqueteiros eram valentes que pertenciam à guarda pessoal do rei e da rainha. Nesta aventura, eles enfrentam inimigos poderosos numa trama que visa à desmoralização da rainha. “Um por todos e todos por um” é o lema que uniu e imortalizou os mosqueteiros.


As flores do mal, de Charles Baudelaire

O poeta e crítico e francês Charles Boudelaire marcou as últimas décadas XlX, influenciando a poesia internacional de tendência simbolista. De sua maneira de ser, originaram-se na França os poetas “malditos”. As Flores do Mal é sua obra-prima, cujos poemas datam de 1841. Julgado imoral em sua época, o livro levantou polêmica e despertou hostilidade na imprensa. Baudelaire e seu editor foram processados e, além de pagar multa, tiveram de reimprimir a obra excluindo poemas da primeira edição.


Cândido ou o otimismo, de Voltaire

Até ser expulso de um lindo castelo na Westfália, o jovem Cândido convivia com sua amada, a bela Cunegunda, e tinha a felicidade de ouvir diariamente os ensinamentos de mestre Pangloss, para quem “todos os acontecimentos estão encadeados no melhor dos mundos possíveis”. Apesar da crença absoluta na doutrina panglossiana, do primeiro ao último capítulo, Cândido sofre um sem-fim de desgraças – é expulso do castelo; perde seu amor; é torturado por búlgaros; sobrevive a um naufrágio para em seguida quase perecer em um terremoto; vê seu querido mestre ser enforcado em um auto da fé; é roubado e enganado sucessivas vezes.


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Gabriela Mattos
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Gabriela Mattos

Gabriela é jornalista, editora do Estante Blog e foi repórter em um jornal carioca. Viciada em comprar livros, é apaixonada por literatura contemporânea e jornalismo literário.

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