Leitores indicam os melhores livros de poesia

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Em 21 de março, comemora-se o Dia Internacional da Poesia. Veja a lista completa e boa leitura!

Marcada pela sensibilidade, a poesia é uma arte que se desenvolve por meio de versos, traz reflexões e um alento para a alma. Ao contrário do que o senso comum dizia, esse gênero literário cresce cada vez mais ao longo dos anos no Brasil e no mundo: as vendas de livros de poesia aumentaram 130% entre janeiro e abril de 2018 em relação ao mesmo período do ano anterior.

Além dos autores clássicos renomados, como Carlos Drummond de Andrade e Cecília Meireles, os poetas contemporâneos também conquistam o público, como Rupi Kaur e Bráulio Bessa.

Dia Internacional da Poesia

O 21 de março é especial para os fãs de poemas, pois é o Dia Internacional da Poesia. A data foi criada em novembro de 1999 durante a Conferência Geral da Unesco. Vale destacar que, em 2015, uma lei brasileira determinou a criação do Dia Nacional da Poesia, em 31 de outubro, em homenagem ao poeta Carlos Drummond de Andrade.

É fã de poesia? Então, confira a lista especial que criamos para celebrar a data. Com sugestões dos nossos leitores, selecionamos autores clássicos e contemporâneos, que agradam a todos os tipos de público. Boa leitura!


Sentimento do mundo, de Carlos Drummond de Andrade

Sentimento do mundo mostra o poeta Carlos Drummond de Andrade atento aos acontecimentos políticos de sua época. Esse autor humanista lamenta que as pessoas mantenham olhos cerrados para o mundo, a ponto de permitir a violência — a Segunda Guerra Mundial e a ditadura getulista — e de trocar a compaixão pelo egoísmo de quem vive fechado em si mesmo ou em um “terraço mediocremente confortável”.


A teus pés, de Ana Cristina Cesar

A obra revela o olhar de uma escritora que se colocou na vanguarda de seu tempo e marcou definitivamente a moderna poesia brasileira. Textos curtos, poemas fragmentados, cartas, páginas de diário criam um jogo com o qual a poeta brinca e celebra a vida. Ana Cristina Cesar quebra regras, ousa além da frase, mistura sombra e luz, e recria a seu modo imagens que sensibilizam o leitor.

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Poemas completos de Alberto Caeiro, de Fernando Pessoa

Nos Poemas Completos de Alberto Caeiro, em versos simples e de um tom de parábolas, tudo se tece em torno da natureza contemplada. Alberto Caeiro é o heterônimo-“mestre” de todos os heterônimos de Fernando Pessoa. Seu processo criativo é espontâneo e de completa naturalidade. Seus poemas são sua própria biografia.


O que o sol faz com as flores, de Rupi Kaur

O que o sol faz com as flores é uma coletânea de poemas arrebatadores sobre crescimento e cura, ancestralidade e honrar as raízes. Organizado em cinco partes e ilustrado por Rupi Kaur, o livro percorre uma extraordinária jornada dividida em murchar, cair, enraizar, crescer, florescer. É uma celebração do amor em todas as suas formas.


Poesia com rapadura, de Bráulio Bessa

Este livro é uma compilação de poemas nacionalmente conhecidos pelo público por meio da TV, e tantos outros inéditos e guardados no coração do poeta Bráulio Bessa. Um apanhado de afetos que versam do Nordeste, do amor, da fé, de tudo que há de belo na vida ou como bem diz o autor: “uma ruma de sentimentos e pensamentos de um fazedor de poesias”.


Cânticos, de Cecília Meireles

Cânticos reúne 26 poemas inéditos de Cecília Meireles, todos eles de caráter intimista e introspectivo, alguns com mote vinculado à eternidade e à autodescoberta. A obra permite ao leitor observar os manuscritos da autora, oferecendo a rara oportunidade de compartilhar alguns de seus processos de produção poética.


Vida, de Paulo Leminski

Reunidas em volume único, quatro biografias arrebatadoras, originais e cheias de estilo, escritas ao longo da década de 1980 pelo mais pop dos poetas brasileiros, Paulo Leminski.


Poemas concebidos sem pecado, de Manoel de Barros

Em seus mais de 70 anos de ofício, Manoel de Barros redesenhou os limites da linguagem poética, tornando-se referência não só no campo literário, uma vez que seus poemas inspiraram peças teatrais, músicas e filmes. Em seus dois livros de estreia — reunidos agora num só volume — já se encontram as características que o tornaram um escritor tão singular. Poemas concebidos sem pecado, de 1937, apresenta o poeta já pronto, capaz de reaclimatar o legado modernista de 1920 com originalidade e maestria.


Qual livro você incluiria na lista? Comente e participe! 🙂


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Gabriela Mattos

Gabriela Mattos

Redatora em Estante Virtual
Gabriela é jornalista e foi repórter em um jornal carioca. Viciada em comprar livros, é apaixonada por literatura contemporânea brasileira e jornalismo literário.
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Gabriela é jornalista e foi repórter em um jornal carioca. Viciada em comprar livros, é apaixonada por literatura contemporânea brasileira e jornalismo literário.

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