Flip 2018: Leitores indicam livros durante o festival

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Sugestões do público incluem obras para todos os gostos: dos clássicos aos contemporâneos. Confira!

Entre uma programação na Tenda dos Autores e outra nas casas paralelas, o público aproveita o tempo livre para colocar a leitura em dia durante a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip 2018). Na Praça da Matriz, na fila de algum restaurante ou até mesmo no degrau da calçada, é possível esbarrar em algum leitor ávido para ler o novo livro.

A estudante Maria Luiza Saldanha, de 15 anos, enfrentou 12 horas de viagem do Maranhão até Paraty por amor à literatura. Para fugir do forte calor, ela sentou-se embaixo de uma sombra, no meio-fio da Praça da Matriz. Além de curtir as programações, a adolescente decidiu comprar Moby Dick, do escritor americano Herman Melville.

“Fiquei interessada no livro porque quero conhecer mais as obras clássicas. Essa é a minha primeira vez na Flip e estou adorando. Desde criança, gosto de ler bastante”, contou Maria Luiza, que veio ao evento com sua mãe e avó.

Também estreando na Flip, a estudante Ana Brasfmann, de 14 anos, aproveitou o tempo livre para ler Era uma vez uma mulher que tentou matar o bebê da vizinha, de Liudimila Petruchévskaia. Um dos grandes nomes da literatura russa contemporânea, a escritora, de 80 anos, participará de uma mesa, na Tenda dos Autores, neste sábado, 28. “Vim pela primeira vez à Flip com a minha avó”, completou Ana, moradora do Rio de Janeiro.

Leitura na Flip 2018

Já a estudante Joana Leonzini, de 22 anos, se acomodou em uma das poltronas do espaço itinerante do Museu da Língua Portuguesa. A jovem, que mora em São Paulo, começou a ler A mulher de pés descalços, da autora de Ruanda Scholastique Mukasonga. “Comprei o exemplar aqui mesmo na Flip. Gosto muito de ler e meus pais também são fãs de literatura”, disse a jovem, que participou do festival pela terceira vez.

Enquanto isso, o estudante Matheus Sanches, de 16 anos, escolheu O duplo, de Fiodór Dostoiévski. Anteriormente, o jovem já havia lido Memórias do subsolo“Gostei muito do outro livro, então resolvi ler outro para compreender melhor a obra de Dostoiévski”, explicou.

Matheus estava acompanhado da sua irmã Helena Sanches, de 14 anos, que estava lendo Corte de névoa e fúria, de Sarah J. Maas. Este é o segundo livro da saga Corte de espinhos e rosas.“Adoro obras de ficção e acho que essa é a primeira fantasia que leio”, disse.

Leituras na Flip 2018

E você? Já leu as obras? Conheça e veja a lista de indicações dos leitores!


Moby Dick, de Herman Melville

O nome desta livro é o do cachalote (um animal parecido com uma baleia) enfurecido, de cor branca, que conseguiu destruir baleeiros após ser ferido várias vezes. Publicado inicialmente em 1851, a obra foi revolucionária para a época, com descrições intrincadas e imaginativas das aventuras do narrador Ismael. O romance foi baseado no naufrágio do navio Essex, comandado pelo capitão George Pollard. Na ocasião, ele foi atingido por uma baleia e afundou.

Moby Dick, de Herman Melville


A mulher de pés descalços, de Scholastique Mukasonga

O romance A mulher de pés descalços foi escrito em memória de Stefania, a mãe da escritora, assassinada pelos hutus, na guerra civil de Ruanda. O livro mescla as lembranças de um paraíso perdido, onde a mulher era alegre e casamenteira, que dava conselhos às moças em torno do amor e da vida matrimonial, com imagens terríveis, como o medo constante e busca de esconderijos seguros para salvar os filhos do extermínio.

A mulher de pés descalços


Era uma vez uma mulher que tentou matar o bebê da vizinha, de Liudmila Petruchévskaia

Considerada herdeira de Edgar Allan Poe e Gogol, Liudmila Petruchévskaia combina o contexto soviético em que produziu grande parte de sua obra com uma realidade povoada por assombrações, pesadelos, acontecimentos macabros e personagens sinistras. O resultado são histórias sobrenaturais que retomam a tradição dos contos folclóricos, dotadas de um humor contemporâneo e de uma carga política.

Era uma vez uma mulher que tentou matar o bebê da vizinha


O duplo, de Fiódor Dostoiévski

O duplo é marcado pelo experimentalismo formal. A obra retrata o drama do pequeno funcionário que, oprimido pelo contraste entre a imagem que faz de si mesmo e a realidade, passa a enxergar e conviver com seu próprio duplo – que o persegue e ameaça levá-lo à loucura. Este já era o primeiro esboço do principal personagem-tipo dostoievskiano: o “homem do subsolo”, o indivíduo cortado internamente que se desdobraria no Raskólnikov, de Crime e castigo, no Míchkin de O idiota, em Ivan Karamázov e em vários outros. 

O duplo, de Fiódor Dostoiévski


Corte de névoa e fúria, de Sarah J. Maas

Segundo volume da série Corte de espinhos e rosasCorte de névoa e fúria mostra que Feyre, a jovem humana que morreu nas garras de Amarantha, assume seu lugar como ‘Quebradora da Maldição’ e dona dos poderes de sete Grão-Feéricos. No entanto, o coração dela permanece humano, incapaz de esquecer o que sofreu para libertar o povo de Tamlin e o pacto firmado com Rhys, senhor da Corte Noturna. Ainda assim, ela se esforça para reconstruir o lar que criou na Corte Primaveril. Corte de névoa e fúria, de Sarah J. Maas


Gabriela Mattos

Redatora em Estante Virtual
Gabriela é jornalista, editora do Estante Blog e foi repórter em um jornal carioca. Viciada em comprar livros, é apaixonada por literatura contemporânea e jornalismo literário.
Gabriela Mattos
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Gabriela Mattos

Gabriela é jornalista, editora do Estante Blog e foi repórter em um jornal carioca. Viciada em comprar livros, é apaixonada por literatura contemporânea e jornalismo literário.

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