Clássico e atemporal, “O sol é para todos” completa 58 anos

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Vencedor do Prêmio Pulitzer, livro histórico de Harper Lee conquista gerações. Obra discute racismo, direitos humanos e preconceito

Publicado no dia 11 de julho de 1960, o livro O sol é para todos é um dos principais clássicos da literatura americana. Baseada em memórias afetivas, a obra de Harper Lee tem como pano de fundo a Grande Depressão, nos Estados Unidos, na década de 1930. A história é narrada pela pequena Jean Louise, de 6 anos, que é órfã de mãe e mora com seu pai Atticus, seu irmão Jem e a babá Calpúrnia. O seu pai é advogado e enfrenta represálias da comunidade racista após defender um homem negro acusado injustamente de estuprar uma mulher branca.

Emblemático e atemporal, o livro discute sobre racismo, direitos humanos, preconceito, tolerância e conceito de justiça. A atitude do advogado dá uma grande lição de moral para os filhos e para os milhares de leitores. Narrado por uma criança, o intenso clássico norte-americano cria empatia e continua conquistando gerações após 58 anos da publicação.

A obra, que já foi traduzida para mais de 40 idiomasé aclamada pela crítica e até hoje é utilizada em escolas nos Estados Unidos. No ano seguinte da publicação, O sol é para todos conquistou o Prêmio Pulitzer de Literatura. Já em 1963, a história ganhou adaptação no cinema e conquistou três categorias no Oscar: melhor ator, melhor roteiro adaptado e melhor direção de arte.

O sol é para todos, de Harper Lee

Sobre a autora

Filha caçula de quatro filhos, Harper Lee nasceu em 28 de abril de 1926 e viveu em Monroeville, no Alabama, na infância e adolescência. Ela era filha de um advogado e também estudou Direto no Alabama. Muitos dos personagens em sua obra foram inspirados em pessoas de sua família.

Até revelar a existência do livro Vá, coloque um vigia, a autora nunca havia dado sinais de que voltaria a publicar. Reservada, ela parou de participar de eventos literários em 1964. Incongruências apontam ser falsa a história de que o manuscrito desse livro foi encontrado por acaso pela advogada da autora e seria uma sequência do clássico O sol é para todos, guardado por mais de 40 anos. Ela morreu, aos 89 anos, em fevereiro de 2016.

Vá, coloque um vigia, Harper Lee

Inspiração para o movimento negro

O racismo é latente nos Estados Unidos. Um dos principais líderes do movimento negro entre as décadas de 1950 e 1960, Martin Luther King se inspirou no livro O sol é para todos na luta contra a segregação racial no país. Em 1955, ele ajudou a fundar e foi o primeiro presidente da Conferência da Liderança Cristã do Sul.

Oito anos depois, Luther King liderou a Marcha sobre Washington e fez o histórico discurso “I have a dream”, no qual falava sobre a união entre negros e brancos no futuro. No ano seguinte, ele recebeu o Prêmio Nobel da Paz pelo combate à desigualdade racial por meio da não violência. O militante foi morto em 4 de abril de 1968, no Tennessee.

As palavras de Luther King e a mensagem de Harper Lee ainda ecoam na sociedade norte-americana, mas ainda há um caminho muito longo para solucionar o racismo nos Estados Unidos – e no mundo.


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Gabriela Mattos

Gabriela Mattos

Redatora em Estante Virtual
Gabriela é jornalista e foi repórter em um jornal carioca. Viciada em comprar livros, é apaixonada por literatura contemporânea brasileira e jornalismo literário.
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Gabriela Mattos

Gabriela é jornalista e foi repórter em um jornal carioca. Viciada em comprar livros, é apaixonada por literatura contemporânea brasileira e jornalismo literário.

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