Os 10 livros mais vendidos em maio na Estante Virtual

(3.8 Estrelas - 12 Votos)

Ranking inclui obras para todos os gostos. Ficou curioso? Dê uma olhada na nossa lista e veja quais foram os destaques do mês

Maio foi um mês de muitas leituras na Estante Virtual! O Quarto de Despejo, de Carolina Maria de Jesus, que retrata a dura rotina de uma catadora de lixo negra, pobre e semianalfabeta, voltou a ficar no topo do ranking. Já O Diário de Anne Frank conquistou o segundo lugar de vendas no site. Escrito por Anne Frank, o livro mostra o dia a dia de uma família judia que lutou pela sobrevivência, escondida em um sótão de uma casa em Amsterdã, no período do Holocausto. As obras O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-ExupéryDiário de um banana – Dias de cão, de Jeff Kinney, e A sutil arte de ligar o f*da-se, de Mark Manson, também foram sucesso de vendas. Ficou curioso? Veja a nossa lista completa!


O quarto de despejo, de Carolina Maria de Jesus

O duro cotidiano da favela ganha uma dimensão universal no diário de uma catadora de lixo. Com uma linguagem simples e escrito em primeira pessoa, o livro Quarto de despejo retrata a história de uma mulher negra, catadora de lixo, pobre e semianalfabeta. A personagem conta o que viveu, sem artifícios ou fantasias, representando a voz dos excluídos e marginalizados na nossa sociedade desigual. O contexto da obra, que se passa entre os anos 1955 e 1960, inclui fatos políticos e sociais importantes no Brasil.

Quarto de Despejo, Carolina Maria de Jesus


O diário de Anne Frank, de Anne Frank

Dentro do contexto do Holocausto, Anne Frank narra os dilemas e desafios dos dias que lutou com sua família pela sobrevivência – todos escondidos em um sótão de uma casa em Amsterdã. Pequena e ousada, a menina denuncia as crueldades cometidas contra os judeus. Com relatos fortes e emocionantes, o livro se tornou um dos mais lidos do mundo e um dos mais importantes do século XX.

Diário de Anne Frank


O pequeno príncipe, de Antoine Sainty-Exupéry

Publicado pela primeira vez em 1945, O Pequeno Príncipe é um dos principais clássicos da literatura e é um dos mais vendidos do mundo, ficando atrás apenas da Bíblia. Por meio de imagens simbólicas, diversos aspectos autobiográficos estão presentes na obra. Passagens de ordem temporal do autor estão ali presentes, como casamento, separação, sonhos e decepções. Os dois personagens tornam-se representações do próprio Saint-Exupéry, em um monólogo interior entre o “eu” e o “outro”.

Pequeno Príncipe


Vidas secas, de Graciliano Ramos

Um dos principais clássicos da literatura brasileira, Vidas secas foi publicado inicialmente em 1938. É o romance em que Graciliano Ramos alcança o máximo da expressão que vinha buscando em sua prosa. O que impulsiona os personagens na trama da obra é a seca, áspera e cruel, e paradoxalmente a ligação afetiva, que expõe naqueles seres em retirada, à procura de meios de sobrevivência e um futuro.

Vidas Secas, de Graciliano Ramos


A droga da obediência, de Pedro Bandeira

Em um clima de suspense, A droga da obediência conta a história de um grupo de cinco estudantes, denominado de Os Karas, que enfrenta uma macabra trama internacional liderada pelo Doutor Q.I.. Ele pretende subjugar a humanidade aos seus desígnios, aplicando na juventude uma perigosa droga, que já está sendo experimentada em alunos dos melhores colégios de São Paulo. Este é um trabalho para Os Karas – o avesso dos coroas, o contrário dos caretas.

A droga da obediência


Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis

Em Memórias póstumas de Brás Cubas, Machado de Assis inova ao romper com a narrativa linear, característica da literatura de sua época. O autor começa a história, escrita em primeira pessoa, com um narrador que conta sua história depois de sua morte. O personagem considera a si mesmo um defunto autor e não um autor defunto. Com sua característica ironia, Machado traz reflexões singulares sobre a eterna luta entre ser e parecer e a essência singular de cada um versus a impressão que tentamos causar nos outros.

Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis


Diário de um banana – Dias de cão, de Jeff Kinney

Escrito pelo norte-americano Jeff Kinney, este é o quarto livro da série Diário de um banana. A obra conta a história de Greg Hefflev, que prefere passar as férias de verão dentro de casa jogando videogame. “Caseiro assumido”, Greg curte suas férias sem responsabilidades e regras. No entanto, a mãe do personagem tem uma visão diferente para um verão ideal. Ela sugere diversas atividades fora de casa e com muita união entre a família.

Diário de um banana, dias de cão


 A ilha perdida, de Maria José Dupré

Clássico da literatura juvenil brasileira, A ilha perdida retrata a história dos amigos Eduardo e Henrique que resolvem explorar uma misteriosa ilha. Durante a aventura, eles encontram um velho sábio, que ensina o respeito e o amor à natureza. Recentemente, o livro ganhou novo formato e ilustrações coloridas.

 

A ilha perdida

Dom Quixote – Reencontro infantil, de Miguel de Cervantes

Considerado como o melhor livro de todos os tempos por uma comissão internacional de escritores, Dom Quixote ganhou uma nova versão traduzida e adaptada por Ferreira Gullar. Com linguagem fluida e ilustrações, a obra se tornou mais acessível aos leitores. A história mostra um ingênuo senhor rural cujo passatempo favorito era a leitura de livros de cavalaria. Na sua obsessão, acreditava literalmente nas aventuras escritas e decide tornar-se um cavaleiro andante. Combatendo as injustiças, o personagem enfrenta situações penosas, mantendo, porém, uma figura nobre e patética.

Dom Quixote


A sutil arte de ligar o f*da-se, de Mark Manson

O escritor Mark Manson usa seu olhar crítico para propor um novo caminho rumo a uma vida melhor, mais coerente com a realidade e consciente dos nossos limites. Chega de se sentir inferior por não ver o lado bom das situações e de se torturar para pensar positivo até nos momentos ruins. Por meio de piadas e exemplos inusitados, ele deixa o leitor mais aleta e capaz para enfrentar os desafios na sociedade.

A sutil arte de ligar o foda-se


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Gabriela Mattos

Gabriela Mattos

Redatora em Estante Virtual
Gabriela é jornalista e foi repórter em um jornal carioca. Viciada em comprar livros, é apaixonada por literatura contemporânea brasileira e jornalismo literário.
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Gabriela Mattos

Gabriela é jornalista e foi repórter em um jornal carioca. Viciada em comprar livros, é apaixonada por literatura contemporânea brasileira e jornalismo literário.

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