Segundo round: 18 melhores livros de ficção

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Viciado em livros de ficção? Então, prepare o coração e aventure-se com as sugestões – dessa vez – dos leitores!

Obra de ficção é coisa séria. Sacode a imaginação, desperta nossa criatividade e ainda nos dá o privilégio de identificação com os personagens. Em março, publicamos uma matéria com os melhores livros de ficção – uma lista de 14 histórias, baseada no ranking da Publishnews com os títulos mais vendidos, de acordo com a diversidade de leitores por faixa etária. O post rendeu! Entre críticas e elogios pelas redes sociais, muitos seguidores sentiram falta dos clássicos brasileiros e estrangeiros. Por isso, vamos para um segundo round?

A ficção é produto da imaginação criadora, embora, como toda a arte, suas raízes mergulhem na experiência humana. Mas o que distingue das outras formas de narrativa é que ela é uma transfiguração ou transmutação da realidade, feita pelo espírito do artista, este imprevisível e inesgotável laboratório” – Afrânio Coutinho (Em ‘Notas de teoria literária’)

♦ OBSERVAÇÃO MUITO IMPORTANTE.: não repetiremos autores da última lista, hein?! Então, se você ainda não viu a  matéria com os melhores livros de ficção, sugerimos dar uma olhadinha antes…


O Senhor dos Anéis – A sociedade do anel, de J. R. R. Tolkien

Imagine uma cidadezinha indolente do Condado – Terra Média, um universo fictício. Um jovem hobbit da imensa tarefa de empreender uma viagem superperigosa da Terra Média até as Fendas da Perdição. Tudo isso para destruir o Anel do Poder – que é o único impedimento do domínio maléfico do Senhor Escuro.

O Senhor dos Anéis - A sociedade do anel, de J. R. R. Tolkien


A casa dos espíritos, de Isabel Allende

O primeiro romance da autora chilena é considerado um clássico da literatura latino-americana. A história, que tem sua narrativa caracterizada por uma notável lucidez histórica e social, oferece um painel contundente da história chilena, entre 1905 e 1975. Combinando magia e realidade, a escritora confere à obra sua personalíssima visão do realismo fantástico, inserindo a obra na respeitável galeria dos grandes livros de maior sucesso editorial.

A casa dos espíritos, de Isabel Allende


Tempo e vento (parte II) – O retrato, Erico Verissimo

A segunda parte da triologia de Erico Verissimo é a mais famosa saga da literatura brasileira. Ela percorre um século e meio da história do Rio Grande do Sul e do Brasil para acompanhar a formação da família Terra Cambará. Mas, em 1945, tudo pode mudar com a queda do então presidente Getúlio Vargas.

Tempo e vento (parte II) - O retrato, Erico Verissimo


A guerra dos tronos –  As crônicas de fogo e gelo (livro um), de George R. R. Martin

Numa terra onde o verão e o inverno não tem previsão nem para começar nem para acabar, o frio está de volta! Na floresta, forças sobrenaturais estão se espalhando por trás da muralha que protege a região. Uma história feita por lordes e damas, cavaleiros e mercenários, assassinos e bastardos – que somam as forças num tempo de puro plesságios malignos. É a guerra dos tronos do genial George R. R. Martin!

A guerra dos tronos - As crônicas de fogo e gelo (livro um), de George R. R. Martin


Frankenstein, de Mary Shelley

O primeiro clássico da literatura de horror é assinado pro Mary Shelley, que tinha apenas 19 anos quando o escreveu. A história narra a saga do jovem Victor Frankestein, também de 19 anos, que constrói uma criatura terrível – que, em algum momento da narrativa, decide se vingar do seu criador.

Frankenstein, de Mary Shelley


Hibisco Roxo, de Chimamanda Ngozi Adichie

Nascida no dia 15 de setembro de 1977, na Nigéria, Chimamanda Ngozi Adichie publicou seu primeiro romance, ‘Hibisco roxo’, em 2003.  Considerada um fênomeno literário, ela traz Kambili – sua protagonista e narradora. O livro mostra como a religiosidade “branca” do seu pai, Eugene, pode destruir toda uma família. Mas tudo pode mudar quando a adolescente vai passar uma temporada de férias na casa de sua tia e, pasmem, acaba se apaixonando por um padre. O romance é uma verdadeira oportunidade de mergulhar no retrato original da Nigéria, mostrando os efeitos invasivos da colonização que, até hoje, perduram em todo continente africano.

Hibisco Roxo, de Chimamanda Ngozi Adichie


A ficção não pretende fornecer um simples retrato da realidade, mas antes criar uma imagem da realidade, uma reinterpretação, uma revisão. É o espetáculo da vida através do olhar interpretativo do artista, a interpretação artística da realidade” – Afrânio Coutinho (Em ‘Notas de teoria literária’)

Os irmãos Karamázov, de Fiódor Dostoiévski

Apesar da linguagem de ‘Os irmãos Karamázov’ ser mais complexa e densa do que de ‘Crime e castigo, Virginia Woolf aponta o livro como o seu favorito de todas as épocas. A obra é elogiada por resumir toda a criatividade de Dostoiévski, no qual ele expõe todas a suas “malditas” questões existenciais que tanto o atormentaram – como a degradação moral da humanidade.

Os irmãos Karamázov, de Fiódor Dostoiévski


As ruínas, de Scoott Smith

Um romance perturbador! Definido como suspense psicológico, a história narra as férias de um grupo de amigos que escolhem o litoral de Cancún para descansar. A trama começa quando eles decidem ajudar um turista alemão a procurar seu irmão desaparecido. Supostamente, a vítima desapareceu enquanto visitava umas ruínas. O autor faz questão de iniciar a obra de forma simples para que, assustadoramente, o decorrer das páginas se torne eletrizante. O thriller é tão intrigante que até mesmo Scoot Smith, um dos maiores nomes da literatura de terror, o definiu como “longo e desesperado grito de horror”.

As ruínas, de Scoott Smith


Grandes esperanças, de Charles Dickens

Nesta obra, Dickens conta uma história de desilusão amorosa que beira perfeição narrativa, segundo a crítica literária que foi feita posteriormente. A história discute a bondade, a culpa e o desejo e o romance originalmente foi escrito como um folhetim e publicado na revista semanal All the Year Round, entre dezembro de 1860 e agosto de 1861, culminando em um grande sucesso.

Grandes esperanças, de Charles Dickens


As crônicas de Nárnia, C. S. Lewis

Jadis, também conhecida como a Feiticeira Branca, pode ser má até os ossos, mas ela consegue resolver as coisas. Além da Terra, o único mundo em que seus poderes mágicos não funcionam, Jadis consegue subir ao poder e, eventualmente, ganhar o domínio total sobre cada pedaço de terra onde ela já morou. Quando seu primeiro reino é destruído, Jadis cai em um sono encantado, até que aparece uma oportunidade de encontrar um novo reino, Narnia, que ela encontra em seu nascimento. Prepare-se para viagens ao fim do mundo com criaturas fantásticas!

As crônicas de Nárnia, C. S. Lewis


Dom Casmurro, de Machado de Assis

Machado de Assis, escrevendo Dom Casmurro, produziu um dos maiores livros da literatura universal. Mas criando Capitu, a espantosa menina de “olhos oblíquos e dissimulados”, de “olhos de ressaca”, Machado nos legou um incrível mistério, um mistério até hoje indecifrado. Há quase cem anos os estudiosos e especialistas o esmiuçam, o analisam sob todos os aspectos. Em vão. Embora o autor se tenha dado ao trabalho de distribuir pelo caminho todas as pistas para quem quisesse decifrar o enigma, ninguém ainda o desvendou.

Dom Casmurro, de Machado de Assis


A cor que caiu do céu, H. P. Lovecraft

Os contos de Lovecraft trazem acontecimentos aparentemente inverossímeis, mas sem cogitar o acaso. A leitura nos leva a transitar por caminhos obscuros, nos fazendo perder todas as esperanças de qualquer segurança. Ao fim de cada história, somos tomados por uma sensação estranha, prendendo-nos ainda mais ao livro. Considerado um autor pessimista, seu ideal literário consiste no Cosmicismo – teoria de que a vida é incompreensível ao ser humano e que o universo é hostil ao homem.

A cor que caiu do céu, H. P. Lovecraft


À espera de um milagre, de Stephen King

A adaptação cinematográfica desta obra é muito conhecida e premiada, tendo recebido quatro indicações ao Oscar. Trata-se de uma trama de mistério, ambientada num cenário de desespero e sufoco: a Penitenciária de Cold Mountain em plena crise de depressão americana. Stephen King foi buscar no lado mais sombrio de sua imaginação a história assombrosa de John Coffey, condenado à morte, e seu encontro um tanto místico com o carcereiro Paul Edgecombe.

À espera de um milagre, de Stephen King


Outlander: a viajante do tempo, de Diana Gabaldon

Em 1945, no final da Segunda Guerra Mundial, a enfermeira Claire Randall volta para os braços do marido nas Ilhas Britânicas. Durante a viagem, ela é atraída para um antigo círculo de pedras, no qual testemunha rituais misteriosos. Dias depois, quando resolve retornar ao local, algo inexplicável acontece: de repente se vê no ano de 1743, numa Escócia violenta e dominada por clãs guerreiros. Diana Gabaldon cresceu no Arizona, Estados Unidos, e é de ascendência mexicano-americana e inglesa. Tem formação em Zoologia, Biologia Marinha e Ecologia. A série Outlander transformou-se em um enorme sucesso mundial e foi adaptada para a TV em 2014.

Outlander: a viajante do tempo, de Diana Gabaldon


Cem anos de solidão, de Gabriel García Márquez

Sucesso disparado do realismo fantástico, o romance foi traduzido em 35 línguas e vendeu mais de 50 milhões de exemplares.  A narrativa de Gabo se passa na aldeia de Macondo. Trata-se da solitária família Buendía, na qual todos os membros (e todos as gerações) foram acompanhadas por Úrsula – uma personagem centenária e uma famosa matriarca da história da literatura latino-americana. Aprendemos com o clássico  que todos os personagens padecem de solidão – não só pelo isolamento, mas pelo estado de espírito o qual eles são submetidos

Cem anos de solidão, de Gabriel García Márquez


Orlando, Virginia Woolf

Nascido no seio de uma família de boa posição em plena Inglaterra elisabetana, Orlando acorda com um corpo feminino durante uma viagem à Turquia. Como é dotado de imortalidade, sua trajetória então atravessa mais de três séculos, ultrapassando as fronteiras físicas e emocionais entre os gêneros masculino e feminino. Suas ambiguidades, temores, esperanças, reflexões – tudo é observado com inteligência e sensibilidade nesta narrativa que, publicada originalmente em 1928, permanece como uma das mais fecundas discussões sobre a sexualidade humana.


Vidas secas, de Graciliano Ramos

Lançado originalmente em 1938, é o romance em que Graciliano alcança o máximo da expressão que vinha buscando em sua prosa. O que impulsiona os personagens da obra é a seca, áspera e cruel, e, paradoxalmente, a ligação afetiva que expõe naqueles seres em retirada, à procura de meios de sobrevivência e de um futuro.

Vidas secas, de Graciliano Ramos


A insustentável leveza do ser, de Milan Kundera

Lançado em 1982, este romance foi logo traduzido para mais de trinta línguas e editado em inúmeros países.Hoje, tantos anos depois de sua publicação, ele ocupa um lugar próprio na história das literaturas universais: é um livro em que o desenvolvimento dos enredos erótico-amorosos se entrelaça com extrema felicidade à descrição de um tempo histórico (e politicamente opressivo) e à reflexão sobre a existência humana e enigmática.

A insustentável leveza do ser, de Milan Kundera


Gostou? Quais outros melhores livros de ficção você sugere para esta lista?!


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Andréia Coutinho Louback

Andréia Coutinho Louback

Jornalista em Estante Virtual
Apaixonada por histórias e viciada em comprar livros. Mestre em relações étnico-raciais, ela atua rumo à superação do racismo na sociedade, em especial, na área da comunicação.
Andréia Coutinho Louback

 

Comentários

Andréia Coutinho Louback

Apaixonada por histórias e viciada em comprar livros. Mestre em relações étnico-raciais, ela atua rumo à superação do racismo na sociedade, em especial, na área da comunicação.

2 comentários em “Segundo round: 18 melhores livros de ficção

  • 16.05.2018 a 1:35 pm
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    Muito interessante esta lista. Não conheço todos os nominados, mas os que já li, gosto muito. Se me permitem faço uma sugestão: Inês de Minha alma – Isabel Allende. Tenho interesse em adquirir alguns dos títulos. Como proceder?

  • 15.05.2018 a 11:54 am
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    Li a maioria e, de modo geral, concordo. Mas acrescentarei um raras vezes destacado. O livro O elegância do ouriço merece menção. Simples, de uma delicadeza que permite que os sentimentos se tornem palpáveis.

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