9 livros para comemorar o Dia Internacional da Felicidade

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Em 2018, o Relatório Mundial da Felicidade considerou a situação dos imigrantes como critério de avaliação. A Finlândia ficou em 1º lugar!

Felicidade. Uma palavra só, múltiplas possibilidades para interpretar, reinventar e  viver. Ouse defini-la, lembrando que, talvez, todas as tentativas sejam limitadas e insuficientes. Há tantas canções, poesias, filmes e outras formas artísticas de expressá-la. Há tantas relações humanas, momentos e trajetórias que a traduzem em verdade e em energia pulsante. Seu significado é complexo e subjetivo, pois não é sobre uma chegada a algum lugar específico. É sobre um percurso de altos e baixos, perfeições e imperfeições, erros e acertos em uma gangorra que apelidamos de “vida”.

Dia Internacional da Felicidade

Essa tão difícil e desafiadora tarefa de encontrar o significado dessa palavra enigmática hoje não é aleatória. Em 20 de março, comemoramos mundialmente o Dia da Felicidade. Ou seja: enquanto tentamos nos aproximar de uma definição fidedigna, há uma verdadeira mobilização que  faz questão de valorizar esta data no calendário internacional. É um motivo de honra sabermos que a Organização das Nações Unidas (ONU) estipulou em 12 de julho de 2012 que, sim, esse dia deveria ser celebrado a nível mundial.

Na última semana, o Relatório Mundial da Felicidade foi divulgado e, para a nossa surpresa – ou não? -, o Brasil declinou em seis posições comparadas ao último ano, ocupando o 28º lugar. O estudo avaliou 156 países pelo  nível de satisfação com a vida individual e coletiva, o Produto Interno Bruto (PIB) per capita, nível de confiabilidade do país no governo, assim como as perspectivas dos cidadãos com o futuro e a liberdade de tomar decisões. Em 2018, o levantamento avaliou ainda a situação da presença dos  imigrantes. Para quem já acompanha a pesquisa, o resultado final não foi tão surpreendente. Mais uma vez, os países nórdicos lideram o ranking da felicidade: Finlândia em 1º lugar, seguida da Noruega e depois Dinamarca.

 

Na verdade, esses três países têm alternado entre o primeiro lugar do Relatório Mundial da Felicidade nos últimos anos. Enquanto isso, a maioria dos 30 países pior classificados ficam no continente africano – no qual há maior crise de recursos, expectativa de vida, índice de guerras e conflitos, epidemias, entre muitas outras questões que merecem a atenção das organizações internacionais. Para além dos critérios técnicos desse estudo relevante para entendermos as mais diferentes realidades mundiais, o conceito de felicidade assumiu diferentes facetas na representação dos sentimentos particulares e obras artísticas.

Felicidade, autoajuda e autoconhecimento

Em homenagem ao dia de hoje, separamos 9 obras que nos apresentam variados pontos de vista sobre o que é ser feliz. Longe de enquadrá-los em regras fechadas ao diálogo, vamos conhecer o que esses livros podem agregar aos nossos conceitos sobre a tão sagrada felicidade e descobrir o segredo dos países nórdicos que ocupam o primeiro o lugar na avaliação.


O segredo da  Dinamarca, de Hellen Russel

Em 2016, a Dinamarca ocupou a posição como o país mais feliz do mundo. Na contramão dos julgamentos sobre as excelentes condições de quase toda a população, os dinamarqueses cultivam hábitos muito simples todos os dias  que potencializam a harmonia daquele lugar. Mas nem tudo é mágica. A pesquisadora Helen Russel mergulhou no campo para investigar as razões de tanta felicidade e a sintetizou em 10 passos. A autora, então, apresenta a felicidade como um processo sob esta perspectiva. Livro inspirador!

O segredo da Dinamarca, de Hellen Russel


A arte de ser leve, de Leila Ferreira

 Leila conta, logo no começo, como teve a ideia de escrever este livro: “Há pouco tempo, conversando com a dona de um salão de beleza que funcionários e clientes costumam descrever como uma pessoa leve, perguntei o que estava por trás daquela leveza. Como ela conseguia manter o bom humor e a calma em situações que normalmente causariam estresse (por exemplo, passar doze horas por dia ouvindo o barulho ininterrupto de secadores e de vinte mulheres falando ao mesmo tempo)? Conceição respondeu: ‘Tem gente que vem pro mundo de caminhão e tem gente que vem de bicicleta. Eu sou da turma da bicicleta’. Saí de lá morrendo de inveja”. Leila ficou impressionada com a simplicidade e sabedoria da resposta e passou a compilar uma série de situações que demonstram como os gestos simples e corriqueiros podem tornar a vida mais leve, ou muito – muito mesmo! – mais pesada. 

A arte de ser leve, de Leila Ferreira


Comer, rezar e amar, de Elisabeth Gilbert

Quando completou 30 anos, Elizabeth Gilbert tinha tudo que uma mulher americana moderna, bem-educada e ambiciosa deveria querer – um marido, uma casa de campo, uma carreira de sucesso. Mas não se sentia feliz – acabou pedindo divórcio e caindo em depressão. “Comer, rezar, amar” é o relato da autora sobre o ano que passou viajando ao redor do mundo em busca de sua recuperação pessoal. 

Comer, rezar e amar, de Elisabeth Gilbert


A sutil arte de ligar o f*da-se, de Mark Mason

Atenção: escrita crítica e sagaz! Chega de tentar buscar um sucesso que só existe na sua cabeça. Chega de se torturar para pensar positivo enquanto sua vida vai ladeira abaixo. Chega de se sentir inferior por não ver o lado bom de estar no fundo do poço. Coaching, autoajuda, desenvolvimento pessoal, mentalização positiva – sem querer desprezar o valor de nada disso, a grande verdade é que às vezes nos sentimos quase sufocados diante da pressão infinita por parecermos otimistas o tempo todo. É um pecado social se deixar abater quando as coisas não vão bem. Ninguém pode fracassar simplesmente, sem aprender nada com isso. Não dá mais. É insuportável. E é aí que entra a revolucionária e sutil arte de ligar o f*da-se. Uma libertação da felicidade maquiada!

A sutil arte de ligar o f*da-se, de Mark Mason


Felicidade incurável, de Fabrício Carpinejar

Este é um livro que reúne pequenas e grandes crônicas escritas pelo autor. A proposta é mostrar que a felicidade não é sobre um lugar específico, mas sobre um estilo de vida que vai além dos medos, limitações. diagnósticos ruins pessimismos alheios. A felicidade incurável nunca adoece e nunca se desgasta. Os textos trazem à tona temas como a mudança de mentalidade amorosa e da família, diferentes fins de casamento, amizades em tempos eletrônicos, divertidas implicâncias de casal, debate sobre o que é alegria e liberdade e sugere: seja feliz por uma questão de justiça pessoal. Leitura viciante!

 

Felicidade incurável, de Fabrício Carpinejar


Propósito – a coragem de ser quem somos, de Sri Prem Baba

Em uma verdadeira viagem interior, a obra nos leva a refletir sobre os fundamentos da vida pessoal e coletiva. Assim, questionamentos sobre a existência e a nossa missão enquanto estamos vivos transformam-se em descobertas inimagináveis. Conhecido como um líder humanitário e mestre espiritual, o autor desafia seus leitores para que encontrem as chaves que aperfeiçoam o amor, a empatia e a coragem de ser quem realmente são – sem máscaras, sem expectativas alheias e sem medo.

Propósito – a coragem de ser quem somos, de Sri Prem Baba


A arte da felicidadede Dalai Lama

Líder espiritual e temporal do Tibete, vencedor do prêmio Nobel, conferencista e estadista cada vez mais popular, Dalai Lama mostra como derrotar a ansiedade e a insegurança, a contrariedade e o desânimo do dia a dia Junto com o Dr. Cutler, ele explora inúmeras facetas do cotidiano, entre elas os relacionamentos, a perda e a busca da riqueza, mostrando como transpor os obstáculos da vida através de uma fonte profunda e permanente de paz no corpo, na alma e no coração

A arte da felicidade, de Dalai Lama


Felicidade crônica, de Martha Medeiros

Com sua intimidade com as palavras, a autora trouxe 101 crônicas sobre amor-próprio, família e outros afetos, viagens e andanças pelo mundo; Assim, mergulhamos em leves e fortes reflexões sobre a finitude da vida e como temos lidado com as perdas e desencontros. A leitura é um convite de fuga pra não desperdiçarmos os nossos dias – pois morremos um pouco a cada manhã e todos devem procurar um final bonito e cheio de sentido antes de partir.

Felicidade crônica, de Martha Medeiros


Felicidade roubada, de Augusto Cury

E se de repente você perdesse a capacidade de fazer aquilo que dá sentido à sua vida?  Alan Alcântara é um bem-sucedido neurocirurgião, que dedica grande parte de seu tempo à medicina. Cético e pragmático, não reconhece qualquer sinal de fraqueza em si e tem dificuldade em lidar com pessoas lentas. sua vida profissional suga toda sua energia, e, apesar de amar sua esperta filha Lucila e sua adorável esposa Claudia, mal convive com elas. O protagonista pensa que o amor é algo incondicional e não precisa de cuidado. Durante uma cirurgia, porém, Alan é acometido por uma crise de pânico e não é capaz de terminar o procedimento deixando a responsabilidade para seu auxiliar. Ele pensa estar sofrendo um ataque cardíaco, e não admite o diagnóstico: transtorno psíquico. Assim, ele verá suas certezas desmoronarem diante da doença – que será, em última instância, uma oportunidade rara de ele se reconstruir como ser humano.

Felicidade roubada, de Augusto Cury

 


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Andréia Coutinho Louback

Andréia Coutinho Louback

Jornalista em Estante Virtual
Apaixonada por histórias e viciada em comprar livros. Sou uma mulher negra que atua rumo à superação do racismo na sociedade, em especial, na área da comunicação.
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Andréia Coutinho Louback

Apaixonada por histórias e viciada em comprar livros. Sou uma mulher negra que atua rumo à superação do racismo na sociedade, em especial, na área da comunicação.

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