Dia da mulher e não há muito o que comemorar

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O 8 de março, dia internacional da mulher, é um grande símbolo da luta pela igualdade, dignidade e respeito entre homens e mulheres.

Nem flores, nem chocolate. O que para muitas pessoas é visto como um dia de celebração, na verdade, o Dia da Mulher ainda continua sendo um dia de luta e reforço das pautas progressistas. Desde o final do século XIX, que operárias em diversos países da Europa protestavam por melhores condições de trabalho, salários dignos e o fim do trabalho infantil.

O primeiro Dia Nacional da Mulher foi celebrado em maio de 1908 nos Estados Unidos, quando cerca de 1500 mulheres aderiram a uma manifestação em prol da igualdade econômica e política no país. Mas foi em 8 de março de 1917 – 23 de fevereiro no calendário Juliano, adotado pela Rússia até então – quando aproximadamente 90 mil operárias manifestaram-se contra o Czar Nicolau II, em um protesto conhecido como “Pão e Paz” – que a data consagrou-se.

Somente em 1977, o dia 8 de março foi reconhecido oficialmente pelas Nações Unidas (ONU) a partir do acordo internacional que afirmava princípios de igualdade entre homens e mulheres. Este dia foi voltado às pautas de igualdade em busca de novos avanços e para impedir que retrocessos ameacem conquistas já alcançadas. Afinal, o que não faltam são exemplos de retrocesso.

Violência contra a mulher

Os dados divulgados pelo Núcleo de Estudos da Violência da USP e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, revelam que o Brasil permanece como uma das nações mais violentas do mundo para as mulheres. Estatísticas levantadas pelo portal G1 mostram que 4.473 mulheres foram vítimas de homicídio em 2017, um crescimento de 6,5% em relação a 2016, quando 4.201 mulheres foram assassinadas. Isso significa que uma mulher é assassinada a cada duas horas no Brasil, se considerarmos o último relatório da Organização Mundial da Saúde, o Brasil ocuparia a 7ª posição entre as nações mais violentas para as mulheres de um total de 83 países. No entanto, a Lei do Feminicídio (13.104/15) – o assassinato de uma mulher pela condição de ser mulher, motivado geralmente por ódio ou desprezo – foi sancionada há apenas três anos no Brasil, o que acarreta no reduzido registro de casos nesta categoria.

Mulheres no mercado de trabalho

No mercado de trabalho os dados também não são animadores. Relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) mostra que as possibilidades de emprego no mundo inteiro seguem desiguais entre homens e mulheres. Na América Latina, a participação das mulheres é pouco maior do que 50%; a dos homens, de quase 80%. Mesmo com maior escolaridade, o salário médio da mulher é 23,5% mais baixo do que dos homens — e elas ocupam menos cargos de liderança — somente 37,8%. Foi o que mostrou a pesquisa “Estatísticas de gênero — Indicadores sociais das mulheres no Brasil”, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O futuro é hoje e, se queremos mudar esse cenário, é necessário tomar partido neste 8 de março e em todos os dias para pensar que ações vêm sendo feitas para impulsionar mulheres a ocuparem mais espaços e serem fontes de inspiração para jovens e meninas da nova geração. A Estante Virtual convidou suas colaboradoras a compartilharem em vídeo quais líderes, escritoras, empreendedoras ou familiares representam um exemplo a ser seguido. As respostas a gente divide aqui embaixo:



Natália Figueiredo

Natália Figueiredo

Jornalista Multimídia em Estante Virtual
Natalia Figueiredo fez da escrita sua profissão. Começou a carreira no jornalismo impresso do Rio, é responsável pelo Estante Blog e mantém o blog de viagens Nat no Mundo.
Natália Figueiredo


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Natalia Figueiredo fez da escrita sua profissão. Começou a carreira no jornalismo impresso do Rio, é responsável pelo Estante Blog e mantém o blog de viagens Nat no Mundo.

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