7 melhores (e polêmicos!) livros de Bret Easton Ellis

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Até aonde vai a mente de Bret Easton Ellis quando decide dramatizar uma obra? Conheça os 7 livros repletos de histórias dramáticas e viciantes!

O dia 7 de março de 1964 deu vida ao Bret Easton Ellis –  um dos escritores mais representativos e, digamos, polêmicos da história da literatura. Nascido em Los Angeles, ele foi o primogênito de um casamento entre um alcoólatra e uma dona de casa. Seu pai era um rico analista de investimento, enquanto sua mãe era fã de textos literários. Inspirado pelo clima de tensão da sua família desestruturada, o autor escreveu seu primeiro romance aos 12 anos de idade.

Reconhecido por sua escrita de impacto, Bret Easton Ellis é autor de um dos livros mais violentos da história: Psicopata Americano. Lançada em 1991, a obra foi um escândalo! Seu protagonista Patrick Bateman é simplesmente um objeto de desprezo:  homicida, racista, homofóbico e misógino. O clímax da leitura gira em torno do (múltiplos) sentimentos que os leitores vão nutrindo pelo personagem no decorrer da história. Um romance contraditório? Muito. Talvez isso explique o surto vicioso que marcou a literatura americana.

Bret Easton Ellis | Foto Divulgação

Embora o autor faça questão de dar um peso grotesco, violento e repulsivo às obras, as adaptações cinematográficas dos seus livros atraem ainda mais leitores fascinados por suas fomas de narrativas. Vamos conhecer seus 7 melhores livros e a repercussão que suas obras têm feito por aí?


Abaixo de zero

A estreia de Bret Easton Ellis no universo editorial se deu em 1985, apresentando-se como uma metáfora retrato da geração perdida dos anos 80. Na época do lançamento, o autor tinha praticamente a mesma idade dos seus personagens da história: Clay, o protagonista que volta para a casa dos pais nas férias, que juntamente com amigos da escola e uma antiga namorada entram num espiral de drogas, sexo e dinheiro. A temática central do livro mostra como as cicatrizes da adolescência podem criar marcas profundas e difíceis de apagar.


Psicopata Americano

Este foi o maior responsável pela fama do autor das estantes das livrarias americanas para o mundo, em 1991. Definido como um romance experimentalista, o centro da narrativa é protagonizado pelo jovem Patrick Bateman que ora perambula pela Wall Street, ora mergulha em brutais assassinatos. O sucesso foi tanto que a obra ganhou adaptação cinematográfica, em 2000. O livro é tão forte que os episódios de loucura, vaidade, sexo banal e violência gratuita, a problemática nos faz pensar sobre nossos apegos ao que é superficial e ao que realmente importa na vida. Qual será o maior extremo de violência do personagem?


Glamorama

Um jovem simplesmente obcecado com moda e celebridades se depara com o lado obscuro desse contexto social. Decepcionado pela realidade, o romance é como um espelho de como nossas expectativas podem flutuar ao longo de uma narrativa. O autor vai do cômico ao surreal e faz uma combinação muito sagaz entreambição e maturidade artística.


Os informantes

Dividido em treze contos, estamos diante de narrativas intensas e chocantes que cruzam entre as reflexões sobre gênero, geração e identidade. A cada página, há um conflito: a morte da alma. Relações humanas são apresentadas em profundas crises, levando os personagens a acreditarem que não há nada que justifique a vida na terra.


Suítes Imperiais

Aqui, os personagens do primeiro livro publicado pela autor, Abaixo do Zero, voltam a entrar em cena. Agora, porém, todos estão com o dobro da idade, bem-sucedidos e empregados na indústria de entretenimento. E, para a surpresa dos leitores, a promiscuidade e o desencanto continuam presentes nas subjetividades, aumentando ainda mais o clima de tensão e obscuro das relações.


Lunar Park

O livro inicia como se fosse um diário, onde o autor confessa algumas de suas mazelas e depravações: o sucesso repentino, os escândalos envolvidos, amores, desafetos, cinismo e arrogância. Até sobre a relação conflituosa com seu pai ele relata. O que parecia inteiramente real começa a assumir um caráter ficcional, deixando os leitores impressionados e confusos, tonando-se impossível discernir a realidade da criação literária. Se a curiosidade for muito latente na sua vida, pense duas vezes antes de ler este livro!


Os jogos da atração

A trama se passa em uma universidade em New Hampshire, onde três personagens convivem com outros estudantes tão vazios e apáticos quanto eles. Sean, Paul e Lauren misturam amor e ódio o tempo inteiro e seus conflitos (internos e externos) são recorrentes – na mesma medida em que sonham com um Porshe ou XTC (a mais nova e poderosa droga, capaz de ultrapassar todos os limites estabelecidos pelo conceito de alucinação).


Qual sua opinião pessoal sobre o autor Bret Easton Ellis ?


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Andréia Coutinho Louback

Andréia Coutinho Louback

Jornalista em Estante Virtual
Apaixonada por histórias e viciada em comprar livros. Mestre em relações étnico-raciais, ela atua rumo à superação do racismo na sociedade, em especial, na área da comunicação.
Andréia Coutinho Louback

 

Comentários

Andréia Coutinho Louback

Apaixonada por histórias e viciada em comprar livros. Mestre em relações étnico-raciais, ela atua rumo à superação do racismo na sociedade, em especial, na área da comunicação.

2 comentários em “7 melhores (e polêmicos!) livros de Bret Easton Ellis

  • 08.03.2018 a 11:16 am
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    Achei interessante também essa continuidade que ele dá aos personagens – reaparecem mais velhos em livros, cruzam histórias, caminhos… A mente dele é bem genial! Que bom que gostou do post, Rafael. Continue nos acompanhando!

  • 08.03.2018 a 12:55 am
    Permalink

    Bom post. Eu li apenas o abaixo de zero dessa lista, achei um pouco frívolo, mas tenho interesse em ler a continuação Suítes Imperiais. Lunar Park tbm parece ser bom.
    Tchau.

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