10 livros que despertam nostalgia

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 No Dia da Saudade, descubra quais são os livros capazes de transportar os leitores para outras épocas.

A arte é um produto mágico, capaz de transportar pessoas para diferentes épocas. Seja através do cinema, da música, da pintura, da dança ou da literatura, o espectador que entra em contato com o resultado do processo artístico pode ser levado para o período em que o mesmo foi criado. Com os livros, este processo é ainda mais imaginativo – o leitor consegue idealizar as passagens da história, tal como se transportar mentalmente para os costumes e a cultura da época em que se passa a narrativa.

De acordo com o dicionário, nostalgia significa “saudades de algo, de um estado, de uma forma de existência que se deixou de ter; desejo de voltar ao passado.” Desta forma, assim como em diversos filmes, existem muitos livros que nos despertam estes desejos e sentimentos. Fizemos uma seleção de alguns dos best sellers da década de 1920 que são populares até hoje – e que podem transportar o leitor para o cenário romântico e turbulento, daquela que os franceses consideram como a belle époque (a bela época)

Confira!


Mulheres apaixonadas, de D. H. Lawrence

Mulheres apaixonadas é além um clássico moderno, uma obra profética sobre as relações amorosas. Impresso confidencialmente em 1920 e publicado comercialmente em 1921, o livro foi acalentado pelo próprio D.H. Lawrence como sua obra-prima.

Mulheres apaixonadas


A época da inocência, de Edith Wharton

Vencedor do Prêmio Pulitzer de 1921,  A época da inocência destaca a inquietação da sociedade aristocrata nova-iorquina do fim do século XIX com a chegada da condessa Ellen Olenska. Ela retorna aos Estados Unidos após desfazer o casamento na Europa e se aproxima de Newland Archer, noivo de sua prima, a bela May Welland. Os dois acabam se apaixonando em uma época em que manter as aparências era mais importante que o amor e a felicidade.

A época da inocência


O grande Gatsby, de F. Scott Fitzgerald

Neste que é um dos maiores clássicos da literatura norte-americana, O grande Gatsby, narra os tempos de Jay Gatsby, um generoso e misterioso anfitrião que abre a sua luxuosa mansão às festas mais extravagantes – onde o jazz é a música do momento, a riqueza parece estar em toda parte, o gim é a bebida nacional (apesar da lei seca) e o sexo se torna uma obsessão social.

O grande Gatsby


O misterioso caso de Styles, de Agatha Christie

Quatro anos após Agatha Christie escrever O misterioso caso de Styles, seu primeiro livro, e após a recusa de vários editores, John Lane decide publicar seu livro, mas com uma ressalva: que ela reescrevesse o capítulo onde toda trama é revelada por Poirot. No original a revelação se dá num tribunal, e na alteração solicitada por Lane, a revelação é feita na sala de estar da propriedade de Styles Court. Sem saber John Lane fundava aí um dos maiores lugares-comuns do romance policial.

O misterioso caso de Styles, de Agatha Christie


Este lado do paraíso, de F. Scott Fitzgerald

Primeiro romance do autor, Este lado do paraíso retrata uma época – a década de 1920 nos Estados Unidos, de prosperidade e modernização – e também um momento de transição na cultura americana. Amory Blaine, o protagonista do livro, é um jovem com aspirações literárias e obcecado por prestígio social. Não tem compromisso com qualquer ordem moral e promove a celebração de um egoísmo aristocrático que, naquele tempo, era comum.


As gangues de Nova York, de Herbert Asbury

As gangues de Nova York enfoca a história da cidade de Nova York desde os anos 1840 até 1863, anos marcados por tumultos sangrentos. Nesse período, os limites entre o gangsterismo e a política eram bastante pequenos. A obra inspirou o filme indicado ao Oscar Gangues de Nova York, dirigido por Martin Scorsese.

As gangues de Nova York


Contraponto, de Aldous Huxley

Do mesmo autor de Admirável mundo novo, um dos maiores clássicos da literatura do século XX,  Contraponto surpreenderá o leitor que espera outra ficção científica, ou um mundo tecnologicamente distante do nosso.

Contraponto, de Aldous Huxley


Mrs. Dalloway, de Virginia Woolf

Toda a história do romance se passa num único dia, em junho de 1923, em que Clarissa Dalloway resolve ela mesma comprar flores para a festa que vai oferecer logo mais, à noite, em sua casa. A partir desta cena inicial, o romance segue a protagonista pelas ruas de Londres num ritmo cinematográfico, registrando suas ações, sensações e pensamentos.

Mrs. Dalloway, de Virginia Woolf


20 poemas de amor e uma canção desesperada, de Pablo Neruda

Nesta obra celebrada de Neruda, se cruza o erotismo da poesia, com o amor que Neruda tinha pela natureza. Nestes poemas, é frequente que os dois planos se cruzem, havendo uma certa identificação entre o corpo e as paisagens naturais. Neruda escreveu estes poemas quando tinha cerca de vinte anos, mas são alguns dos mais celebrados de toda a sua obra. O livro foi publicado em 15 de junho de 1924.

Vinte poemas de amor e uma canção desesperada


Macunaíma, de Mário de Andrade

Resultado de anos de pesquisas sobre a cultura brasileira, é considerado um dos livros mais importantes da literatura brasileira. Macunaíma é o herói sem caráter, símbolo de um povo que não descobriu sua identidade. Uma releitura do folclore, das lendas e mitos do Brasil, escrita numa linguagem popular e oral, considerada a mais importante das obras de Mário de Andrade e um dos grandes romances modernistas do Brasil.

 

Macunaíma, de Mário de Andrade


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Erica Cardoso

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Gerente de Marketing em Estante Virtual
Erica Cardoso é Gerente de Marketing da Estante Virtual, mas também é leitora, filha, neta, irmã, muito tia, cunhada, nora, amiga e ama muito sua família expandida.
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