7 livros para compreender os direitos humanos

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No último dia 10 foi comemorado o Dia Internacional dos Direitos Humanos. Um tema secular, mas que ainda não conseguiu cumprir a sua promessa: a igualdade para todos.

Segundo o sociólogo e escritor Zygmunt Bauman, a sociedade vive hoje uma “crise humanitária.” Ironicamente, vivemos em plena era dos Direitos Humanos. A Organização das Nações Unidas (ONU) criou a data no dia 10 de dezembro de 1948 e, entre outros objetivos, visava evitar que os horrores das duas guerras mundiais voltassem a ocorrer no mundo. O documento apresentava a Declaração Universal dos Direitos Humanos, que essencialmente exigia o cumprimento dos compromissos assumidos pelos países, tais como a garantia dos direitos civis, políticos, sociais e ambientais de todos os cidadãos. Em suma, a comunidade internacional se comprometeu a combater ações que pregavam a violência, o racismo, o extremismo, a xenofobia e intolerância de qualquer tipo.

No entanto, a garantia dos direitos básicos de uma população já havia sido pauta em outros momentos da história – mas nunca foram cumpridos. Um exemplo disto é a Declaração de Independência dos Estados Unidos, que em 1776 dizia que “todos os homens deveriam ser criados como iguais.” Porém, o mesmo país que continha este parágrafo enfrentou por quase um século um dos períodos mais sombrios do mundo ao se tratar da escravidão. Outro paradoxo foi que as mulheres norte-americanas apenas conquistaram o direito ao voto na década de 1920.

Identificando situações de risco

No Brasil, após os anos marcados pela Ditadura Militar, o Comitê Nacional de Prevenção e Combate à Tortura assinou, em 1989, um protocolo de responsabilidade pela vigilância e punição de qualquer prática de tortura dentro do território brasileiro. A organização tem liberdade e prerrogativa de visitar prisões e hospitais psiquiátricos sem aviso prévio, no intuito de verificar situações que facilitem maus tratos e também identificar fatores de risco. Neste sentido, a realidade das penitenciárias brasileiras é considerada precária. Médicos e arquitetos trabalham buscando maneiras de melhorar o ambiente para que os detentos cumpram uma pena mais humanizada, como médicos que acompanham de perto a saúde dos presos, além da garantia de saneamento básico e uma convivência psicologicamente agradável para todos os encarcerados.

Segundo a Declaração Universal dos Direitos Humanos, o fato de alguém estar preso não pode impedir que seus demais direitos como ser humano sejam negados. Estes direitos fundamentais estão estreitamente ligados à preservação da paz, dentro e fora das fronteiras de um país. Com a garantia efetiva de que estes serão cumpridos, a harmonia de cada pequena província pode se espalhar pelo mundo, levando a paz e o respeito para todos.  Confira a lista com 7 livros que falam sobre o tema!

*Foto de capa: xxxxx | http://harvardcollegehumanrightsreview.com/journal


A invenção dos direitos humanos – uma história, de Lynn Hunt

Contradições seculares entre os países em relação aos direitos humanos, são abordadas neste livro da historiadora norte-americana Lynn Hunt, que traça a gênese e o complexo desenvolvimento de noções que hoje nos parecem indiscutíveis, como a liberdade religiosa, o direito ao trabalho e a igualdade de todos os indivíduos perante a lei.

A invenção dos direitos humanos


Estranhos à nossa porta, de Zygmunt Bauman

De acordo com Bauman, vivemos muito mais do que uma crise migratória – vivemos uma crise humanitária. O autor disseca o pavor provocado pelas migrações e o processo de desumanização dos recém-chegados. Mostra também como políticos têm explorado os temores e ansiedades que se generalizaram, especialmente entre os que já perderam muito – os excluídos e os pobres.

Estranhos à nossa porta


Americanah, de Chimamanda Ngozi Adichie

Com a Nigéria enfrentando tempos sombrios sob um governo militar, a jovem Ifemelu muda-se para os Estados Unidos  para buscar novas oportunidades de estudo. Ao mesmo tempo que se destaca no meio acadêmico, ela se depara pela primeira vez com a questão racial e com as agruras da vida de imigrante, mulher e negra. Chimamanda Ngozi Adichie parte de uma história de amor para debater questões prementes e universais como imigração, preconceito racial e desigualdade de gênero.

Americanah


O diário de Anne Frank, de Anne Frank

No período de 12 de junho de 1942 até 1° de agosto de 1944, a jovem Anne Frank escreveu em seu diário toda a tensão que a família Frank sofreu durante a Segunda Guerra Mundial. Ao fim de muitos dias de silêncio e medo aterrorizante, eles foram descobertos pelos nazistas e deportados para campos de concentração. Além de ser um relato emocionante sobre a destruição de uma vida familiar por conta da guerra, os horrores do holocausto são descritos com riqueza de detalhes.

O diário de Anne Frank


Um outro país para Azzi, de Sarah Garland

Azzi e seus pais correm perigo. E por isso precisam fugir às pressas, deixando para trás sua casa, seus parentes, seus amigos, suas profissões e sua cultura. Ao embarcarem rumo a um país desconhecido levam, além da pouca bagagem, a esperança de uma vida mais segura. Um outro país para Azzi, uma narrativa ilustrada na forma de quadrinhos, convida o leitor a imaginar, com delicadeza e fidelidade, o que é ser uma criança refugiada.

Um outro país para Azzi


Mulheres, raça e classe, de Angela Davis

Mulheres, raça e classe traça um poderoso panorama histórico e crítico sobre a luta anticapitalista, a luta feminista, e a luta antirracista, passando pelos dilemas contemporâneos da mulher. O livro é considerado um clássico sobre os debates de gênero, raça e classe.

Mulheres, raça e classe


Eu sou Malala, de Malala Yousafzai

Eu sou Malala é a história de uma família exilada pelo terrorismo global, da luta pelo direito à educação feminina e dos obstáculos à valorização da mulher em uma sociedade que privilegia homens.

Eu sou Malala


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Thayane Maria

Thayane Maria

Redatora em Estante Virtual
Thayane Maria, jornalista e cinéfila. Além de escrever para o Estante Blog, também mantém o seu blog no Medium: @Msmidnightlover. Vive em eterna busca pelo excêntrico.
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