10 livros nacionais que não podem faltar na sua estante

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A nossa seleção com os melhores livros nacionais alcançou tantos leitores, que decidimos fazer uma continuação com as sugestões que recebemos. 

Ao contrário do que alguns dizem, a literatura brasileira é riquíssima e repleta de tesouros que, se lidos com a devida atenção ao momento histórico que a história conta, a psicologia que envolve os protagonistas e aos lugares que por si só são personagens, torna-se quase impossível não se apaixonar pela leitura. Aceitamos a sugestão dos incontáveis leitores que, carinhosamente, deixaram seu comentário e acrescentaram tanto para nossa primeira seleção de obras brasileiras.

Confira das 10 obras mais indicadas pelos nossos leitores!


Encontro marcado, de Fernando Sabino (Leandro Sousa via EstanteBlog)

Em meio as aflições da vida, procura-se um valor que dê sentido aos acontecimentos. História da juventude, de prazeres, desespero, cinismo, desencanto, melancolia e tédio, que se acumulam no espírito do jovem escritor Eduardo Marciano, um jovem que amadureceu em um mundo sem esperança.

O encontro marcado


O Coronel e o lobisomem, deosé Cândido de Carvalho (Christina Paciuli via EstanteBlog)

O coronel e o lobisomem, publicado originalmente 1964, é a obra-prima da literatura brasileira. Nele, acompanhamos as histórias do coronel Ponciano de Azeredo Furtado, membro da Guarda Nacional, em meio a aventuras divertidas e sobrenaturais com direito a onças, sereias e, claro, um lobisomem – do qual o autor Cândido de Carvalho descreve em um estilo próprio e inimitável. 

O coronel e o lobisomem


Jantar secreto , de Raphael Montes (Ticiano Pereira Simm, via EstanteBlog)

Um grupo de jovens deixa uma pequena cidade no Paraná para viver no Rio de Janeiro. Eles alugam um apartamento e fazem o possível para pagar as contas. Mas o dinheiro está curto e o aluguel está vencido. Para sair do buraco e manter o apartamento, os amigos adotam uma estratégia chocante: arrecadar dinheiro por meio de jantares secretos, divulgados na internet. O cardápio? carne humana!

Jantar Secreto, Raphael Montes


Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis (Paula Marins via Facebook)

Narrado em primeira pessoa, Brás Cubas, um “defunto-autor”, isto é, um homem que já morreu e que deseja escrever a sua autobiografia. Repleto de ironia, Brás Cubas aproveita a oportunidade para criticar a sociedade do seu tempo, tal como o “homem médio”, ou seja, a mediocridade recorrente nos indivíduos. O personagem ironiza a si mesmo e a vida que levou enquanto vivo.

Memórias Póstumas de Brás Cubas


Boca do inferno, de Ana Miranda ( Lúcia Lins via Facebook)

Salvador, final do século XVII. Nessa cidade de desmandos e devassidão desenrola-se a trama de Boca do Inferno , recriação de uma época turbulenta e repleta de desigualdade social. Com uma linguagem rica e precisa, Ana Miranda trabalha pontos de contato entre ficção e história, mostrando em todo o seu vigor a vida de homens e mulheres dilacerados entre o prazer e o pecado e entre o céu e o inferno.

Boca do inferno


Memorial de Maria Moura, de Rachel de Queiroz (Ligia Godoy via Facebook)

Memorial de Maria Moura é ambientado no sertão no início do século XIX e narra a história da guerreira Maria Moura, jovem corajosa que transforma-se na líder de um bando de homens armados.

Memorial de maria moura


Não verás país nenhum, de Ignácio de Loyola Brandão (Vera Lucia Cardoso de Oliveira via EstanteBlog)

Romance apocalíptico, no sentido de contar uma história do fim dos tempos, “Não verás país nenhum” se desenrola em um futuro não determinado, mas cada vez mais presente na realidade do brasileiro. Uma época terrível, na qual a Amazônia se transformou em um deserto sem nenhuma árvore e a administração do país chegou ao caos. Governantes medíocres e uma polícia corrupta e assustadora. No meio desse mundo sombrio, uma história de amor, na qual o autor sugere que nem tudo está perdido.

Não verás país nenhum


Os sertões, de Euclides da Cunha (Arly De Brito Maia via Facebook)

Neste épico sobre a Guerra dos Canudos, Euclides da Cunha narra uma das obras mais importantes da literatura brasileira. Os sertões aborda temas como a segregação racial, a ambição do homem e a relação com a natureza. Por conta do conteúdo, a obra tornou-se essencial no estudo das ciências sociais.

Os sertões


O tempo e o vento – o continente I, de Erico Verissimo (Clau Rüdiger via EstanteBlog)

Dividido em O continenteO retrato e O arquipélago, o romance conta uma parte da história do Brasil vista a partir da região Sul, através da saga das famílias Terra e Cambará. É considerada por muitos leitores e críticos como a a obra que ilustra o Estado do Rio Grande do Sul, tal como Capitães da areia ilustra o Estado da Bahia.

O tempo e o vento


A mulher de vermelho e branco, de Contardo Calligaris (Edna Kalaf via EstanteBlog)

O que parece uma consulta trivial entre um psicanalista e seu paciente, desencadeia uma trama envolvendo um casamento conturbado, suspeitas de terrorismo e um assassinato. Para escrever a nova aventura do protagonista, o autor Contardo Calligaris usou elementos de suas próprias experiências pessoais, recriados num enredo de terror psicológico e investigação policial.

A mulher de vermelho e branco


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Thayane Maria

Thayane Maria

Redatora em Estante Virtual
Thayane Maria, jornalista e cinéfila. Além de escrever para o Estante Blog, também mantém os seus blogs pessoais no Medium e no Wordpress: @Msmidnightlover e Missmidnightlover. Vive em eterna busca pelo excêntrico.
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Thayane Maria, jornalista e cinéfila. Além de escrever para o Estante Blog, também mantém os seus blogs pessoais no Medium e no Wordpress: @Msmidnightlover e Missmidnightlover. Vive em eterna busca pelo excêntrico.

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