Dia do Sexo: 9 Leituras para celebrar a data sugestiva

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O dia 6/09 é o Dia do Sexo, mas também um dia de quebrar tabus e de conscientização.

O sexo está na cabeça, na publicidade e também na literatura. A ciência já comprovou que os benefícios da prática regular – com proteção – vão muito além do prazer. Fazer sexo uma ou duas vezes por semana aumenta o nível de anticorpos em 30%, de acordo com um estudo da Universidade Wilkes, na Pensilvânia (EUA). A relação sexual ainda melhora a pressão sanguínea, reduz o risco de problemas cardíacos, libera endorfina e ocitocina , hormônios do bem-estar associados ao alívio da dor e estresse. A famosa barreira da enxaqueca para dormir mais cedo e sozinho, na verdade, poderia encontrar um remédio mais eficaz com a ajuda do parceiro.

Para quem se interessa não apenas pela prática, mas também em se aprofundar no assunto, a literatura erótica supri de forma bem eficiente esse desejo. Muito lembrada pela trilogia “Cinquenta tons de cinza, o gênero não se limita apenas ao romance de Anastasia e o bilionário Christian Grey. Ele passeia por obras clássicas, fanfictions, contos e até mesmo histórias em quadrinho. Reunimos uma lista com alguns desses títulos para você aproveitar esse dia muito bem acompanhado. Confira:


Afrodite: quadrinhos eróticos, de Alice Ruiz e Paulo Leminski

Parece mentira, mas em 1978, em plena Ditadura Militar, um grupo de desenhistas e poetas reuniu-se em Curitiba para produzir HQs eróticas na extinta editora Grafipar. As histórias do casal de poetas Paulo Leminski e Alice Ruiz, cheias de erotismo libertário feminista, foram ilustradas por veteranos como Flavio Colin, Julio Shimamoto e Claudio Seto. Trinta anos depois, os desenhos foram reunidos em um livro cheio de ousadia.

Afrodite: quadrinhos eróticos
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O teatro de Sabbath, de Philip Roth

Neste romance de 1995, Phillip Roth apresenta ao leitor o sexagenário Mickey Sabbath, artista de fantoches aposentado. Entre o sexo e a morte, Sabbath vai resistindo a tudo o que no mundo apaga nossa incandescência. Entre as perguntas que o livro sugere está: descobrir até que ponto é possível escrever o sexo.

O teatro de Sabbath, de Philip Roth
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Um esporte e um passatempo, de James Salter

Este livro de James Salter – o outsider no mundo literário norte-americano: militar de carreira – relata, em tons outonais, a paixão amorosa entre um rapaz americano e uma balconista francesa, Salter mescla erotismo e pureza, o conhecimento do outro e o conhecimento de si, passando pela via sacra do corpo e do amor proibido.

Um Esporte e um Passatempo James Salter
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8 segundos, de Camila Moreira

A estudante de Direito, Camila Moreira, se revelou uma grande escritora de contos eróticos. Já com três livros publicados e textos picantes, ela está entre os mais vendidos do gênero no País. Seu primeiro livro foi O amor não tem leis, publicado originalmente na plataforma Wattpad. 8 segundos é a vez do romance entre a rica Pietra e o veterinário e peão de rodeios Lucas.

8 segundos de Camila Moreira
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A Casa dos Budas Ditosos, de João Ubaldo Ribeiro

Quando vários jornais anunciaram que João Ubaldo Ribeiro estava escrevendo um romance sobre a luxúria, para a coleção Plenos Pecados, da Editora Objetiva, o escritor foi surpreendido com um misterioso pacote em sua portaria. Eram os originais de A Casa dos Budas Ditosos, livro que ele agora publica, permitindo a seus leitores conhecerem uma personagem fascinante e excepcional em todos os sentidos: CLB, uma mulher de 68 anos, nascida na Bahia e residente no Rio de Janeiro, que jamais se furtou a viver as infinitas possibilidades do sexo. Seriam as memórias desta senhora devassa e libertina um relato verídico? Ou uma brincadeira do autor? É impossível ficar indiferente à franqueza rara deste relato e a seu humor corrosivo. João Ubaldo Ribeiro nos brinda com esse depoimento “socio-histórico-lítero-pornô”. Um romance impudico e provocador. Um livro, que, não por acaso, ele dedica às mulheres.

A Casa dos Budas Ditosos, de João Ubaldo Ribeiro
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Capitu sou eu, de Dalton Trevisan

Em Capitu sou eu, o autor brasileiro Dalton Trevisan retoma o conto, expressão para a qual inventa versões cada vez mais minimalistas, curtas e secas. Os textos, construídos com ironia cortante, lançam um olhar objetivo sobre a condição humana, em tudo o que esta tem de oculto e ambíguo. O livro é composto de vinte e um contos inéditos. Alguns mais longos, mas, em sua maioria, o livro é uma sucessão de mini-histórias. Nelas, os temas recorrentes de Trevisan reaparecem – os desastres do amor, os infernos particulares, a guerra dos sexos, as cenas da vida cotidiana, a condição humana. Tudo composto com a busca precisa pelas palavras.

Capitu sou eu, de Dalton Trevisan
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O voyeur, de Gay Talese

“Conheço um homem casado, com dois filhos, que comprou um motel de 21 quartos perto de Denver, há muitos anos, a fim de se tornar um voyeur residente.” Assim começa a história que Gay Talese, um dos maiores nomes do jornalismo literário, narra em “O voyeur”. O homem é Gerald Foos, que construiu uma “plataforma de observação” para bisbilhotar a vida de seus hóspedes. Intrigado, Talese investiga os diários do proprietário, um complexo registro de suas obsessões e das transformações da sociedade americana, mas só após trinta e cinco anos o jornalista pode divulgar a história. Um trabalho extraordinário e polêmico do repórter.

O Voyeur
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Vox, de Nicholson Baker

Segundo crítica do The New York Times Book Review, com “Vox”, Baker produziu uma história tocante e irresistível, a discrição arrojada de todas as fantasias eróticas de uma homem e uma mulher extremamente representativos.

vox
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Casais trocados, de John Updike

Publicado em 1968, Casais trocados é o quinto romance de John Updike, recheado de luxúria e melodrama em um círculo de jovens amigos em uma pequena cidade de Massachusetts. Escrito logo após o advento do controle de natalidade, o livro oferece uma celebração apaixonante da revolução sexual.

Casais trocados, de John Updike
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E você, qual livro acrescentaria a lista? Compartilhe conosco :)

Natália Figueiredo

Natália Figueiredo

Jornalista Multimídia em Estante Virtual
Natalia Figueiredo fez da escrita sua profissão. Começou a carreira no jornalismo impresso do Rio, mantém o blog de viagens Nat no Mundo (http://natnomundo.com/) e, hoje, escreve sobre literatura para o Estante Blog.
Natália Figueiredo

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Comentários

Natália Figueiredo

Natalia Figueiredo fez da escrita sua profissão. Começou a carreira no jornalismo impresso do Rio, mantém o blog de viagens Nat no Mundo (http://natnomundo.com/) e, hoje, escreve sobre literatura para o Estante Blog.

2 comentários em “Dia do Sexo: 9 Leituras para celebrar a data sugestiva

  • 16.11.2017 a 1:00 pm
    Permalink

    Estou acompanhando seu site a um bom tempo. Adoro seu site. Obrigado e te desejo muito sucesso

  • 09.11.2017 a 3:39 am
    Permalink

    8 segundos, de Camila Moreira
    Amoooo

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