Os melhores livros nacionais, segundo nossos leitores

Uma seleção de obras nacionais que dão orgulho.

Neste mês, pedimos aos nossos leitores que indicassem um livro nacional pouco conhecido, mas que todos deveriam ler. A participação do público foi bem grande em todas as redes: no Instagram, via Facebook e também no Twitter. Ficamos muito felizes com o engajamento de tantos leitores com a nossa literatura! Foi tão inspirador para nós que resolvemos criar uma lista com os títulos com mais indicações e, claro, compartilhar com vocês.

Confira as obras que selecionamos e celebre a literatura brasileira!

A pobreza, a solidão e o desajuste social vistos pelos olhos ingênuos de uma criança de seis anos. Nascido em uma família pobre e numerosa, Zezé é um menino especial, que envolve o leitor ao revelar seus sonhos e desejos, por meio de conversas com o seu pé de laranja lima, encontrando nele a sua alegria de viver. (via Victória Carrara)

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No momento em que começa a narrar os fatos de Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios, o fotógrafo Cauby está convalescendo de um trauma numa pensão barata, numa cidade do Pará prestes a ser palco de uma nova corrida do ouro. Sua voz é impregnada da experiência de quem aprendeu todas as regras de sobrevivência no submundo – mas não é do ambiente hostil ao seu redor que ele está falando. O motivo de sua descida ao inferno é Lavínia, a misteriosa e sedutora mulher de Ernani, um pastor evangélico.  Mesmo diante de todos os riscos, Cauby decide cumprir seu destino com o fatalismo dos personagens trágicos. “Nunca acreditei no diabo”, diz ele. “Apenas em pessoas seduzidas pelo mal.” (via Paulo Roberto)

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Gilberto Freyre procurou através desta obra retratar o pensamento brasileiro e a cultura nacional, nos mostrando como ele começou a ser construído a partir das grandes influências da casa-grande e da senzala. (@vilsonvasconcellos via Instagram)

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“… e estava assim na janela, quando ela veio por trás e se enroscou de novo em mim, passando desenvolta a corda dos braços pelo meu pescoço, mas eu com jeito, usando de leve os cotovelos, amassando um pouco seus firmes seios, acabei dividindo com ela a prisão a que estava sujeito, e, lado a lado, entrelaçados, os dois passamos, aos poucos, a trançar os passos, e foi assim que fomos diretamente pro chuveiro.” Conta o personagem ao narrar o que acontece numa manhã qualquer, depois de uma noite de amor, quando a aparente harmonia entre ele e sua parceira se rompe de repente. Tensa, contundente, a linguagem de Um copo de cólera alcança tal intensidade e vibração que faz desta narrativa uma obra singular da literatura brasileira, um clássico dos nossos tempos. (@belbelcris via Instagram)

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Baú de ossos reconstitui a genealogia dos antepassados e os primeiros anos da infância do autor. Amigo de escritores, políticos e intelectuais eminentes como Carlos Drummond de Andrade, Juscelino Kubitschek e Afonso Arinos de Melo Franco, descendente de famílias ilustres de Minas Gerais e do Ceará, testemunha da história do Brasil no século XX, Pedro Nava deu início à redação de suas memórias em 1968, aos 65 anos. (@jotapeixoto72 via Instagram)

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Carolina Maria de Jesus foi uma escritora que viveu rotulada como “mulher, negra e favelada”. Foi mãe solteira e tinha baixa escolaridade. Ela encontrou nos lixões do entorno da favela do Canindé, em São Paulo os meios de sustentar a família e a base de sua literatura – ela levava para o barraco livros e cadernos que encontrava no lixo. “O quarto do despejo” marca o início de sua carreira. Nesta obra, ela aborda de forma bastante realista o seu cotidiano, marcado pela pobreza, o preconceito e a falta de esperança. O livro faz parte da bibliografia de universidades e estudos de diversos países e tornou-se uma referência mundial. (@mahhlp via Instagram)

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Neste livro-reportagem fundamental, a premiada jornalista Daniela Arbex resgata do esquecimento um dos capítulos mais macabros da nossa história: a barbárie e a desumanidade praticadas, durante a maior parte do século XX, no maior hospício do Brasil, conhecido por Colônia, situado na cidade mineira de Barbacena. (@fagner_capobiango via Instagram)

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Nesta obra, consagrada pelo público e pela crítica, o autor e jornalista Caco Barcelos desmonta a rede que forma o esquadrão da morte oficial, montado em São Paulo e apresenta o resultado de uma investigação meticulosa e audaciosa. (@ruthycosta via Instagram)

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Malba Tahan (pseudônimo do professor Júlio César de Mello e Souza) conseguiu realizar quase que um milagre, uma mágica: unir ciência e ficção e acertar. Seu talento e sua prodigiosa imaginação são capazes de criar personagens e situações de grande apelo popular, o que explica seu imenso sucesso. (@1marcone_chamone1 via Instagram)

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A estilização das peculiaridades das falas sertanejas, sempre recorrente na obra de Guimarães Rosa, atinge seu auge neste consagrado romance. Rosa reinventa a língua e eleva o sertão ao contexto da literatura universal, compondo o cenário de uma narrativa lírica e épica, uma lição de luta e valorização do homem. Eleito um dos cem livros mais importantes de todos os tempos pelo Círculo do Livro da Noruega. (@rogerioalves6734 via Instagram)

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Desde o seu lançamento, em 1937, Capitães da Areia causou escândalo: inúmeros exemplares do livro foram queimados em praça pública, por determinação do Estado Novo. Ao longo de sete décadas a narrativa não perdeu viço nem atualidade, pelo contrário: a vida urbana dos meninos pobres e infratores ganhou contornos trágicos e urgentes. Várias gerações de brasileiros sofreram o impacto e a sedução desses meninos que moram num trapiche abandonado no areal do cais de Salvador, vivendo à margem das convenções sociais. (@elineia21 via Instagram)

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Quais títulos você já leu? E qual é seu preferido? Conta pra gente!

Thayane Maria

Thayane Maria

Redatora em Estante Virtual
Thayane Maria, jornalista e cinéfila. Além de escrever para o Estante Blog, também mantém o seu blog no Medium: @Msmidnightlover. Vive em eterna busca pelo excêntrico.
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Comentários

Thayane Maria

Thayane Maria, jornalista e cinéfila. Além de escrever para o Estante Blog, também mantém o seu blog no Medium: @Msmidnightlover. Vive em eterna busca pelo excêntrico.

27 comentários em “Os melhores livros nacionais, segundo nossos leitores

  • 18.09.2017 a 10:04 am
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    Gostaria de ver Machado nessa lista.

  • 16.09.2017 a 11:13 pm
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    Acrescentar Laurentino Gomes. Todos os livros: 1808,1822,1889. Para gostar de história.
    E porque não Paulo Coelho. São muito lidos: O alquimista, O Diário de um mago, O Monte Cinco…
    Jo Soares: O Xango de Baker Street.
    Cristóvão Tezza: O Filho Eterno.
    História dos Estados Unidos- Editora Contexto. Leandro Carnal e outros

  • 13.09.2017 a 9:53 pm
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    Adoro “Morte e Vida Severina’, de João Cabral de Melo Neto e “O Auto da Compadecida” de Ariano Suassuna, dentre outros brasileiríssimos.

  • 20.08.2017 a 11:44 pm
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    esqueceram das obras de Machado de Assis, acho O Alienista genial, obras do Graciliano Ramos, do Érico Veríssimo, Jorge Amado, apesar que citaram Capitães de Areia, mas me emocionei muito com Tereza Batista cansada de guerra, José de Alencar com seu romantismo, José Lins do Rego e tantos outros….amo ler e não citar os autores clássicos numa lista de melhores deixa muito a desejar…..

  • 03.08.2017 a 6:17 pm
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    Embora algumas das obras citadas sejam conhecidas, vale a pena reler. Eu leria pela quarta vez Lavoura Arcaica e Copo de Colera, ambos de Raduan Nassar; Relato de um Certo Oriente, de Milton Hatoum, pela terceira vez, e O Professor, de Cristovão Tezza, está na lista de espera para a segunda releitura.

    Confesso: gosto de reler. Sempre descubro algo novo que não tinha percebido na leitura anterior.
    O livro, Nariz do Morto, de Antônio Carlos Villaça, por exemplo, publicado em 1970, pela JCM, RJ, de tão revisitado, teve de ser encadernado. E continua sendo consultado.

    Não obstante a minha fidelidade aos autores já conhecidos, procuro novos autores, como João Anzanello Carrascoza ( Caderno de um Ausente, Cosac Naify, SP, 2014); Um Beijo de Colombina, de Adriana Lisboa ( Rocco, RJ, 2003) e A Chave de Casa, de Tatiana Salem Levy ( Editora Record, RJ/SP, 2009).

  • 02.08.2017 a 11:41 pm
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    MORANGOS AZUIS: belíssimo livro!

  • 01.08.2017 a 12:24 pm
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    Pois é Margarida, não é a toa que no Brasil, as anedotas de portugueses fazem tanto sucesso. No Brasil, Lula também é reconhecido como “doutor, mas, em corrupção.

  • 01.08.2017 a 10:23 am
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    Indico Quarup, de Antônio Calado.
    Um romance com pés na Cultura indígena e suas dificuldades de socialização.

  • 01.08.2017 a 7:17 am
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    Casa Grande & Senzala é a cara do Brasil. Para mim, o maior!

  • 29.07.2017 a 7:46 am
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    Gostei muito de “Holocausto Brasileiro” da Daniela Arbex. Muito bem escrito. Um livro que “prende” o leitor do começo ao fim. Uma história verídica referente ao nosso país e que, provavelmente, muitos desconhecem. Um assunto polêmico na área da Saúde Mental e mais que isso, vale como uma denúncia para que isso não se repita no futuro. Recomendo a leitura.

  • 24.07.2017 a 7:38 pm
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    E Érico Verissimo?O Tempo E O Vento é o melhor livro q li. São 7 volumes… Mas é tão bom q ao terminar , queremos ler denovo

  • 21.07.2017 a 9:56 pm
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    Acho lamentável quando adultos cultos passam a degladiar opiniões.
    Cada um tem o direito e dever de idealizar o q acredita e por consequência, aceitar e respeitar terceiros.
    Muito feio discutir, quando a proposta do post não é essa.
    Quando o ser humano aprender a ouvir e respeitar o próximo, o mundo ficará bem menos hostil.
    Quanto aos livros, adorei as indicações. Com certeza temos grandes escritores.

  • 20.07.2017 a 12:17 pm
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    Os Deuses de Raquel, de Moacyr Scliar precisa entrar nesta lista.

  • 18.07.2017 a 12:43 pm
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    Adorei a ideia. Tenho alguns. “A última Carta”, “Mitacūna- Menina”, “O Triste Amor de Augusto Romanet” – todos do autor Paulo Stucchi.

  • 18.07.2017 a 11:55 am
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    Arroz de Palma. Amo!

  • 18.07.2017 a 10:06 am
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    Olhai os Lírios do Campo e O Tempo e o Vento de Érico Veríssimo são os melhores livros de nossa literatura.

  • 18.07.2017 a 9:56 am
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    Na verdade, você não sabe de nada. Depois de anos de perseguição da mídia e de uma justiça partidária tucana, nada há de provas de corrupção, o que resultou numa sentença por um triplex que nunca foi do presidente e a condenação se baseou em duas visitas. No entanto, o governo de Dilma foi boicotado e resultou esse boicote no desemprego. Ela foi deposta sendo honesta e inocente para que os verdadeiros bandidos assumissem e terminassem com o país e.

  • 18.07.2017 a 9:45 am
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    Será que o burro não é você? Como se refere assim ao melhor presidente que este país já teve? As benfeitorias feitas por ele na educação e no desenvolvimento do Brasil e na implementação de planos de trabalho, cursos, concursos, pesquisas científicas, foram coisas nunca vistas em mais de quinhentos anos e logo desmontadas por esses bandidos que tomaram o poder. O acordo ortográfico, por sua vez, é coisa de mais de vinte anos sua discussão e projeto. Se foi assinado à época de Lula, não foi ele, mas um grupo de estudiosos que o consolidou. Como você, fora do país, está exalando esse preconceito difundido por uma elitezinha imbecil e incapaz, que não aceita um nordestino ser um líder nato? Se você não consegue acompanhar a evolução, não culpe o mundo.

  • 17.07.2017 a 10:53 pm
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    Experimentem ler Arroz de Palma de Francisco Azevedo.

  • 17.07.2017 a 12:56 pm
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    Livros pouco conhecidos? E neste caso, cadê Machado?

  • 15.07.2017 a 3:49 pm
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    Acrescento ” Arroz de Palma” de Francisco Azevedo, uma delicia de livro, imperdivel para quem ama ler!

  • 14.07.2017 a 7:39 am
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    Cadê os comentários do Facebook? Bloqueiem as mensagens das pessoas que estão respondendo aos meus comentários, bons ou maus, se eu não posso lê-los e vê-los. Relia com prazer Quarto de Despejo, da Carolina Maria de Jesus, que aliás é o meu preferido da lista e o recompraria 1000000 de vezes.

  • 11.07.2017 a 8:30 pm
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    100 anos de solidão de Gabriel Garcia Marques
    Olhai os lírios dos campos Érico Veríssimo
    Capitães de areia de Jorge Amado

  • 11.07.2017 a 12:30 pm
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    Penso que, no momento em que se comenta contra a Literatura Brasileira, essas pessoas não leram Machado de Assis, Clarice Lispector, Graciliano Ramos e outros notáveis.

  • 10.07.2017 a 5:58 pm
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    Mas onde estão Machado de Assis e Lima Barreto, só para começar?

  • 07.07.2017 a 10:10 am
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    Estante Virtual : que tal vir como expositor na Bienal Internacional do Livro de Pernambuco ?Será de 06 a 15 de outubro próximo ….

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