8 livros para compreender a crise dos refugiados

No Dia Internacional dos Refugiados, compreenda melhor a maior crise humanitária do século.

Segundo a ONU, vivemos a maior crise humanitária do século. A crise dos refugiados é um problema que sempre ocorreu, de forma velada em outras épocas, mas que nos últimos anos tem ganhado grandes proporções e maior difusão pela mídia. Em 1951, o termo refugiado foi oficializado, de acordo com o entendimento que existem alguns segmentos específicos de imigrantes.

Por definição, refugiados são um grupo de imigrantes que saem de seu país por conta de temores de perseguição, por motivos de raça, religião, nacionalidade, grupos sociais ou por conta de posicionamentos políticos. Não desejando, desta forma, regressar ao seu país ou seja impedido do mesmo. Em 2015, o número de refugiados chegou a 65,3 milhões, sendo a maior parte vinda do Oriente Médio e da África.

No entanto, alguns países tem se recusado a receber os imigrantes nesta situação, ou dificultado cada vez mais a sua entrada. Instituições humanitárias tem realizado diversas campanhas para dar à essas pessoas os seus direitos básicos, como água potável, alimentos e abrigo. Veja a lista que selecionamos com obras que irão te fazer vivenciar algumas sensações de refugiados a partir de diferentes contextos históricos. Confira!


Marjane Satrapi tinha apenas dez anos quando se viu obrigada a usar o véu islâmico, numa sala de aula só de meninas. Nascida numa família politizada, em 1979 ela assistiu ao início da revolução que lançou o Irã nas trevas do regime xiita. Anos depois, Marjane emocionou leitores de todo o mundo com essa autobiografia feita em quadrinhos, que só na França vendeu mais de 400 mil exemplares. Em Persépolis, o pop encontra o épico, o oriente toca o ocidente e o humor se infiltra no drama. O Irã parece muito mais próximo de nós do que poderíamos imaginar.

Persepólis - Marjane Satrapi


Zlata tem onze anos e vive em Sarajevo. Mantém um diário, no qual vai registrando seu cotidiano. Mas a guerra invade a ex-Iugoslávia e irrompe o cotidiano de escrita da menina. As preocupações do dia-a-dia desaparecem diante do medo, da raiva e da perplexidade perante o mundo e as pessoas – o universo de Zlata desmorona.

O diário de Zlata, de Zlata Filipovic


Durante o período de 12 de junho de 1942 até 1° de agosto de 1944,  a jovem Anne Frank escreveu em seu diário toda a tensão que sua família  sofreu durante a Segunda Guerra Mundial. Ao fim de muitos dias de silêncio e medo aterrorizante, eles foram descobertos pelos nazistas e levados para campos de concentração.

O diário de Anne Frank, de Anne Frank


  • Olga, de Fernando Morais

Segundo a crítica realizada pelo autor Jorge Amado, poucas obras no Brasil causaram tanto impacto e sucesso nos últimos anos como Olga, do jornalista Fernando Morais. Ele soube recriar este drama profundamente humano, vivido entre a guerra desencadeada pelo nazismo, a miséria da ditadura latino-americana e os inúmeros crimes consequentes dela. Fernando Morais delineou a figura quase lendária de uma mulher que sempre empunhou o estandarte de ideais generosos. Nas palavras de Jorge Amado: “Este é um livro que conta a vida e a morte, que fala da beleza e da ignomínia – um livro verdadeiramente inesquecível.”

Olga - Fernando Morais


Esta obra aclamada pelos leitores e pelos críticos, conta a história de uma mulher em busca das origens de um livro, cujo valor social e emocional é incalculável. Pelas pistas deixadas em suas páginas ao longo dos anos, ela descobre pouco a pouco uma história cercada de enigmas e também homens e mulheres que, em nome do amor à leitura, combateram a intolerância de todas as formas, no intuito de preservar o manuscrito.

 As memórias do livro, de Geraldine Brooks


Desde o início dos tempos, pessoas batem às portas de outras, fugindo de seus países em função da violência da guerra ou da brutalidade da fome. Para as que estão do lado de dentro, esses hóspedes indesejados são sempre estranhos que geram medo e ansiedade. Hoje nos confrontamos com uma forma extrema dessa dinâmica histórica, o noticiário inundado por relatos de uma crise migratória que avança sobre a Europa. Essa tensão dá origem a um verdadeiro pânico moral, o qual Zygmunt Bauman analisa as profundamente suas origens e nos coloca frente a frente com a nossa condição humana, nossos direitos e obrigações.

Estranhos à nossa porta, de Zygmunt Bauman


O autor Ricardo Bown aborda nesta obra o drama dos que são obrigados a fugir de seu país e buscar refúgio onde, muitas vezes, o abrigo vem acompanhado de discriminação e preconceito. Por meio da narrativa de Lili, uma garota comum que um dia vê na sua sala dos refugiados, e seus amigos Pablo e Jeremmy. O autor discute a tolerância cultural e valoriza o diálogo entre as diferenças.

Refugiados em busca de um mundo sem fronteiras, de Ricardo Bown


Nesta obra, o autor e jornalista Rodrigo Alvarez traz o relato de quem acompanhou de perto os dias de dor e caos subsequentes ao terremoto de sete graus na escala Richter que, em questão de segundos, devastou a já precária infraestrutura do país mais pobre do continente americano. Ao longo de 12 dias, o autor viveu o desafio de fazer jornalismo com uma infraestrutura de comunicação arrasada, além da devastação social completa.

Haiti, depois do inferno, de Rodrigo Alvarez


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