7 livros de Zuenir Ventura que refletem o nosso tempo

No mês de seu aniversário, falaremos sobre a obra de Zuenir Ventura e de como o autor tornou-se essencial para compreender os caminhos políticos do Brasil.

Zuenir Ventura acompanhou de perto os turbilhões políticos que dominaram o nosso país desde muito cedo. Apesar de mineiro, ele cresceu em Friburgo, no interior do Rio de Janeiro. Zuenir teve como pano de fundo de sua adolescência a II Guerra Mundial e a ditadura do Estado Novo. Zuenir veio ao Rio com a intenção de tornar-se professor e para isso entrou na Faculdade Nacional de Filosofia, hoje UFRJ, no curso de Letras Neolatinas. Apesar de buscar a carreira no magistério e de trabalhar como pintor, não demorou muito para que começasse sua dedicação ao ofício da escrita.  Na década de 1960, trabalhou como editor internacional do jornal Correio da Manhã, foi diretor de Redação da revista Fatos & Fotos e chefe de reportagem da conhecida revista O Cruzeiro.

Neste período, imerso nos acontecimentos políticos que ocorriam no Brasil, realizou uma série de 12 reportagens nomeadas “Os anos 60 – a década que mudou tudo”, que foram posteriormente publicadas em livro. Zuenir Ventura foi aclamado em seus dois ofícios, como autor e jornalista, e em 1989 ganhou o Prêmio Esso de Jornalismo e o Prêmio Vladimir Herzog por sua série de reportagens no Jornal do Brasil: “O Acre de Chico Mendes”. É também ganhador do Prêmio Jabuti e atualmente colunista do Jornal O Globo. Sua obra repleta de estudos sobre a ditadura militar no Brasil e sua análise certeira sobre temas como a violência e o próprio tempo, o levaram a ser o sucessor de Ariano Suassuna na cadeira 32 da Academia Brasileira de Letras, que o nomeou como imortal em 2014.

Confira títulos imperdíveis do autor!


1968 – O ano que não terminou, de Zuenir Ventura

Nesta que é possivelmente a obra mais conhecida do autor – e também a mais crucial – Zuenir aborda episódios sombrios da ditadura militar no Brasil, como um estudante morto, colegas presos, passeata de intelectuais e religiosos, tropa de choque, gás lacrimogêneo, tiros, jatos de água, paus, pedras, o o que parece ser o fim de um caminho. A série Anos Rebeldes, produzida pela Rede Globo de Televisão, foi inspirada neste livro.

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Minhas histórias dos outros, de Zuenir Ventura

Feito de episódios que viveu e de personagens que conheceu ao longo de quase 50 anos de jornalismo, nesta obra, Zuenir Ventura faz um acerto de contas com o seu passado, e com sua memória. Entre recordações pessoais e coletivas, estão as principais mudanças comportamentais, políticas e sociais desde da década de 1950 até os dias de hoje. Amigo de Glauber Rocha, Zuenir desfaz as dúvidas sobre a verdadeira causa da morte do pai do Cinema Novo. Mais adiante, questiona por que os jornalistas – ele, inclusive – resolveram não publicar a versão integral do suicídio de Pedro Nava.  É como se seu diário pessoal fosse aberto e exposto ao público, em todos seus detalhes.

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Mal secreto – inveja, de Zuenir Ventura

A inveja é o mais antigo e atual dos pecados, mas também o mais democrático – homens e mulheres, pobres e ricos, todos a têm, ou já sentiram ou irão sentir em algum momento de suas vidas. Ao investigar o tema, o autor Zuenir Ventura esbarra em histórias de amor, medo e morte – presságios que acompanham este sentimento por onde ele vá, por conta de sua origem pouco altruísta. Esta obra mistura aventura e revelações, como num jogo alimentado pelo próprio sentimento da inveja, onde o mais importante não é o que se ganha, mas sim o que o outro perde.

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Cidade partida, de Zuenir Ventura

“Gostaria muito de poder escrever ainda em vida alguma coisa contra Cidade partida. Que pudesse ser, enfim, a cidade unida”, disse Zuenir Ventura em uma ocasião. Nesta obra, o autor faz um retrato da violência no Rio de Janeiro. Durante dez meses, ele frequentou a favela de Vigário Geral no mesmo tempo que acompanhava a mobilização da sociedade civil. Zuenir faz o relato de uma guerra, na qual a violência tornou-se uma linguagem do cotidiano, e não uma forma de terrorismo disfarçado em meio a urbanização.

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Conversa sobre o tempo, de Zuenir Ventura

Testemunhado por Luis Fernando Veríssimo e Arthur Dapieve, neste livro Conversa sobre o tempo, os três se reuniram num sítio para registrar a efemeridade da vida e celebrar a importância da amizade. Na pauta estão assuntos como família, amizade, paixões, política e morte.

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1968: O que fizemos de nós, de Zuenir Ventura

Neste obra, Zuenir Ventura parte 21 anos depois do emblemático 1968 – O ano que não terminou, para a realidade dos jovens brasileiros de 1989, ano de lançamento do livro. Sua investigação sobre o período, no entanto, não terminou. Para o autor, era preciso também averiguar onde se ouviriam os ecos dos sonhos e as desilusões de uma geração que ao menos pretendeu mudar o mundo. Era preciso averiguar as consequências morais e filosóficas daquele ano. Para isso, investigou a maneira como os jovens da primeira década do século XXI se relacionavam com seus próprios corpos, com sexo, com as drogas e com a política. Zuenir ouviu os filhos da revolução que nunca chegou, de fato, a acontecer.

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Crônicas de um fim de século, de Zuenir Ventura

Na primeira parte do livro, Zuenir nos apresenta textos pessoais, como sua própria experiência com o envelhecimento. Na segunda parte, ele nos fala dos tempos e contratempos pós-modernos: como temos lidado com as novas tecnologias de comunicação. Reflete também sobre o Brasil que, segundo ele, teima em não dar certo: seus dramas, impasses e a permanente incompetência governamental. O auto também aborda o “atribulado mundo dos seres urbanos” e dos nossos heróis modernos. Com sua perfeita visão analítica, Zuenir escreve sobre a virada do século, com suas pragas e catástrofes, mas também com sua inconfundível esperança.

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