6 obras indispensáveis para conhecer Oscar Wilde

O autor, que foi acusado de “cometer atos imorais”, foi libertado da prisão em 19 de maio de 1897.

Oscar Wilde nasceu em Dublin, na Irlanda, em 16 de outubro de 1854 sendo o terceiro de três filhos de uma família protestante que, posteriormente, se converteu ao catolicismo. Ele já demonstrava inclinação artística em seus anos de colégio, mas foi na Universidade de Oxford que ganhou o seu primeiro prêmio literário, o Newdigate, por um poema chamado “Ravenna”. Após sua saída da faculdade, foi morar em Londres e logo passou a ser caracterizado por suas roupas e atitudes extravagantes, tornando-se uma figura constante nas noites efervescentes da capital inglesa. Casou-se em 1884 com Constance Lloyd, com a qual teve dois filhos, mas que foram afastados de Wilde após o escândalo de sua prisão motivada por “atos imorais”, cujos atos referiam-se a sua homossexualidade.

O autor foi preso na noite de estreia de sua obra prima teatral “A importância de ser constante”, em 1985, por ter perdido o processo que movia contra o marquês de Queensberry, que iniciou uma campanha pública contra ele. O marquês era pai de Lorde Alfred Douglas, um jovem aristocrata com quem Wilde mantinha relações. O escritor deixou vários legados para literatura, as artes e também para sociedade. Em seus tempos áureos, era uma personalidade essencial no meio artístico e literário londrino e inclusive chegou a ministrar palestras nos Estados Unidos, apresentado o movimento estético por ele fundado – o dandismo – que defendia o belo como um antídoto para as consequências terríveis da sociedade na era industrial.

Em dois anos que passou na cadeia, foi libertado no dia 19 de maio de 1897 e passou a viver com o pseudônimo de Sebastian Melmoth, fora do território inglês. Quando escreveu a obra De Profundis em seu tempo preso, apesar das críticas fervorosas à Alfred Douglas, Wilde pregava a imaginação como fruto do amor e o via como estratégia de sobrevivência não só na prisão, mas também em sua vida. Em uma de suas citações mais famosas, o autor pareceu sintetizar sua própria jornada: “Ser grande significa ser incompreendido”.

Confira a lista abaixo com os títulos essenciais do autor!


O retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde

Escrito em 1890, este é sem dúvida o título mais famoso de Oscar Wilde. Neste clássico – que criou escândalos em seu tempo de lançamento – o autor nos conduz a um mergulho profundo em temas como pecado, vaidade, purificação, penitência e regeneração. O retrato de Dorian Gray é considerado por muitos como um exemplo da vertente de literatura gótica, que caracteriza-se por narrativas repletas de cenários medievais e personagens melodramáticos.

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O fantasma de Canterville, de Oscar Wilde

Esta narrativa aborda a história de um fantasma que aterroriza há 300 anos o castelo em que habita em Canterville, mas vê a situação mudar quando passa a ser assombrado pelos novos proprietários americanos que passam a viver no castelo. Neste título,Wilde disseca a sociedade vitoriana e todas as suas frivolidades, comprovando novamente sua maestria na arte narrativa e da crítica.

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O Jovem rei e outras histórias, de Oscar Wilde

Oscar Wilde criou esta coletânea de textos especialmente para o público infantil, na qual apresenta um universo repleto de fantasia, seres imaginários e de contos de fadas. No entanto, com uma linguagem irônica e sarcástica, típica do seu estilo.

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Salomé, de Oscar Wilde

Nessa que é uma das peças mais conhecidas de Wilde, ele usa toda sua genialidade para expressar de forma lírica a divisão histórica entre a sensualidade do paganismo e os dogmas da cristandade primitiva. Trata-se de um relato do velho testamento, escrito do ponto de vista poético do autor.

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De profundis, de Oscar Wilde

Nesta obra, o escritor narra em forma de carta toda sua mágoa pelo ex-amante Alfred Douglas, com o qual se envolveu em um escândalo homossexual que resultou em sua prisão. O texto é emocional e feito de críticas à Alfred, que recusou-se a receber a carta encaminhada para ele ao final da sentença do autor. Como foi proibido de enviá-la durante seu tempo na prisão de Reading,  Wilde confiou o manuscrito com seu amigo e jornalista Robert Ross, que o publicou 4 anos após sua morte.  Em uma das passagens da obra, o autor expressa  em detalhes seus sentimentos de tristeza e decepção: “Por detrás da alegria e do riso, pode haver uma natureza vulgar, dura e insensível. Mas por detrás do sofrimento, há sempre sofrimento. Ao contrário do prazer, a dor não usa máscara.”

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A Alma do homem sob o socialismo, de Oscar Wilde

Oscar Wilde escreveu este livro sob o pseudônimo de Sebastian Melmoth, após seu período de trabalhos forçados no cárcere de Reading Gaol, no qual foi acusado de sodomia e atos imorais com “diversos rapazes”. Nesta obra, o autor debruça- se em temas como política, liberdade e a condição social humana – no âmbito do socialismo –  e da responsabilidade do mesmo em garantir os direitos individuais das pessoas.

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