10 livros mais lidos na década de 70

Confira os maiores best-sellers no Brasil e no mundo durante os anos 1970.

Nesta semana, compartilhamos uma matéria da Revista Super Interessante que divulgava os livros mais vendidos no Brasil e nos Estados Unidos, nas últimas quatro décadas. A ideia era mostrar ao leitor o livro mais vendido no seu ano de nascimento. No entanto, a lista começava a partir de 1975 e muitos leitores aqui da Estante Virtual não se sentiram representados.

Para não deixar ninguém curioso e complementar a matéria reunimos outras obras que fizeram sucesso em uma das décadas mais criativas, inovadoras e de forte engajamento político. Na seleção estão obras de ficção e não ficção. Uma boa ideia para sua próxima leitura. Afinal, qual foi o livro-destaque no ano em que você nasceu?


1970

O Poderoso Chefão, de Mario Puzo

Para começar a lista um clássico. O submundo da Máfia e o talento literário de Mario Puzo ganharam notoriedade com a publicação de O Poderoso Chefão. O carisma de Don Vito Corleone encanta na mais perfeita reconstituição da vida e dos negócios das famílias mafiosas de Nova York. Apesar de implacável, Don Vito é, essencialmente, um homem justo. Padrinho benevolente, nada recusa aos seus afilhados: conselho, dinheiro, vingança e até mesmo a morte de alguém. Em troca, o poderoso chefão pede apenas o respeito e a amizade de seus protegidos. Mas ninguém pode vencer as trapaças da idade. Quando seus inimigos atacarem juntos e tudo que a família Corleone significa estiver por um fio, o velho Corleone terá de escolher, entre seus filhos,um sucessor à altura. Um mundo de intrigas e decisões cruéis habilmente construído por Mario Puzo.

O Poderoso Chefão, de Mario Puzo
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1971

Love Story, de Erich Segal

Um jovem de família muito rica e estudante de Direito conhece e se apaixona por uma estudante de música e acabam se casando algum tempo depois. Porém, o pai do rapaz não aceita a nora, por ela ser uma moça de família humilde, e acaba deserdando o filho. Algum tempo depois, a moça tenta engravidar e não consegue; vai então fazer exames e descobre que está gravemente doente.

Love Story, de Erich Segal
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1972

Honra teu pai, de Gay Talese

Poucas mitologias de nosso tempo causam tanto fascínio quanto a máfia, e não por acaso esse universo já rendeu obras-primas como O poderoso chefão, Os bons companheiros e, mais recentemente, a série de tevê Família Soprano. Lançado em 1971, Honra teu pai (publicado originalmente no Brasil como Honrados mafiosos) é um livro-reportagem sobre os meandros desse mundo, centrado na história de Joseph “Joe Bananas” Bonanno, que controlava uma das chamadas Cinco Famílias de Nova York, e de seu filho Salvatore “Bill” Bonanno, protagonista de uma sangrenta guerra entre mafiosos. Partindo do sequestro de Joseph em 1964, o livro remonta à origem do clã Bonanno e descreve a ascensão do patriarca, que aos 26 anos já controlava uma das grandes famílias da máfia italiana de Nova York.

Honra teu pai, de Gay Talese
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1973

As veias abertas na América Latina, Eduardo Galeano

As veias abertas da América Latina vendeu milhões de exemplares em todo o mundo. Com seu texto lírico e amargo a um só tempo, Galeano sabe ser suave e duro, e invariavelmente transmite, com sua consagrada maestria, uma mensagem que transborda humanismo, solidariedade e amor pela liberdade e pelos desvalidos.

As veias abertas na América Latina, Eduardo Galeano
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1974

Portal do destino, de Agatha Christie

O romance policial de Agatha Christie, publicado em 1973 foi o último livro escrito pela autora, e também o último protagonizado pelo casal de detetives Tommy e Tuppence Beresford. “Suave e primorosamente cadenciado, convence sem esforço.” (New York Times)

Portal do destino, de Agatha Christie
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1975

Gabriela, Cravo e Canela, Jorge Amado

O romance entre o sírio Nacib e a mulata Gabriela, um dos mais sedutores personagens femininos criados por Jorge Amado, tem como pano de fundo, em meados dos anos 1920, a luta pela modernização de Ilhéus, em desenvolvimento graças às exportações do cacau. Com sua sensualidade inocente, Gabriela não apenas conquista o coração de Nacib como também seduz um sem-número de homens ilheenses, colocando em xeque a lei que exigia que a desonra do adultério feminino fosse lavada com sangue.

Gabriela, Cravo e Canela, Jorge Amado
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1976

Cai o pano, de Agatha Christie

Já aposentado, Hercule Poirot volta, com seu velho amigo, o capitão Hastings, à mansão Styles, cenário da primeira investigação que os dois fizeram juntos. Hospedado na antiga residência, agora transformada em hotel, está um misterioso assassino, responsável por cinco crimes que, à primeira vista, não têm qualquer relação entre si. Desta vez, Hastings será os olhos e os ouvidos encarregados de fornecer todas as informações necessárias para que a mente ainda afiada de Poirot desvende mais um caso que pode ser o último de sua gloriosa carreira. Tradução de Clarice Lispector.

Cai o pano, de Agatha Christie
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1977

Pássaros feridos, de Colleen McCullough

Pássaros Feridos conta a história da família Clearys. Tem início no começo do século 20, quando Paddy Cleary leva a esposa, Fiona, e os sete filhos do casal para Drogheda, uma fazenda de criação de carneiros, de propriedade de sua autocrática irmã mais velha, viúva e sem filhos, e termina meio século depois, quando a única sobrevivente da terceira geração começa a viver o seu grande amor.

Pássaros feridos, de Colleen McCullough
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1978

Conversa na catedral, de Mario Vargas Llosa

Considerada por especialistas – e pelo próprio Vargas Llosa – o livro foi publicado originalmente em 1969. Em Conversa na Catedral, o jornalista Santiago Zavala, o Zavalita, dialoga com os amigos Ambrosio e Carlitos, numa mesa do Bar La Catedral, em Lima, na época do ditador general Manuel A. Odría, de 1948 a 1956. Desses papos de boteco emerge um Peru cruel, corrupto, desesperançado, matéria-prima ideal, portanto, para um romance que só um grande jornalista e escritor como Vargas Llosa poderia ter produzido. Uma história esplêndida que reúne muito dos ingredientes que fizeram a fama do autor peruano – as críticas ácidas, a irreverência, a rebeldia e o humor sarcástico.

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1979

O círculo Matarese, Robert Ludlum

Alguém poderia imaginar uma violenta organização dedicada ao financiamento de terroristas da qual fazem parte altos escalões da CIA, da KGB, do governo da Rússia, do Departamento de Estado norte-americano e até o futuro presidente dos Estados Unidos? Este é O círculo Matarese, uma confraria que deseja o domínio para além dos limites do poder das nações. A narrativa foi inspirada na aventura de um paranóico bilionário corso, Guillaume Matarese, que, traído por banqueiros e grandes empresas, cria um grupo assassino para liquidar grandes corruptos e grandes corruptores.

O círculo Matarese, Robert Ludlum
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E você, lembra um livro que te marcou neste período?

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