Os mais vendidos de março na Estante Virtual

A lista dos 10 + do último mês ganhou caras novas, como a escritora mineira Carolina Maria de Jesus, Luiz Fernando Veríssimo e Dale Carnegie.

A lista de março dos livros mais vendidos da Estante Virtual traz uma mistura de clássicos da literatura brasileira, títulos infantojuvenis, além de obras de não ficção. O que prova como nossos leitores são os mais ecléticos de todos. Confira a lista completa!


Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis

A publicação de ‘Memórias Póstumas de Brás Cubas’ não só inaugura o Realismo no Brasil, como inicia a etapa mais complexa da obra de Machado de Assis. Com ela, aprofunda-se a sua análise da realidade e refina-se a sua linguagem, sendo considerada a obra que prenuncia algumas técnicas da literatura moderna. O livro relembrando pelo cineasta Woody Allen, na lista das leituras mais marcantes, também compõe a lista de favoritos dos nossos leitores há anos.

Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis
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Comédias para se ler na escola, de Luis Fernando Veríssimo

A dobradinha não podia ser melhor. De um lado, as histórias de um mestre do humor. Do outro, o olhar perspicaz de uma das mais talentosas escritoras do país, especialista em literatura para jovens. Ana Maria Machado, leitora de carteirinha de Luis Fernando Verissimo, releu durante meses textos do autor, e preparou uma seleção de crônicas capaz de despertar nos estudantes o prazer e a paixão pela leitura. O resultado pode ser conferido em Comédias para se ler na escola, uma rara e feliz combinação de talentos, indispensável para a sala de aula.

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A droga da obediência, de Pedro Bandeira

Uma turma de adolescentes enfrenta o mais diabólico dos crimes! Num clima de muito mistério e suspense, cinco estudantes – os Karas – enfrentam uma macabra trama internacional: o sinistro Doutor Q.I. pretende subjugar a humanidade aos seus desígnios, aplicando na juventude uma perigosa droga! E essa droga já está sendo experimentada em alunos dos melhores colégios de São Paulo. Este é um trabalho para os Karas: o avesso dos coroas, o contrário dos caretas!

A droga da obediência, de Pedro Bandeira
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Quarto de despejo: Diário de uma favelada, de Carolina Maria de Jesus

O duro cotidiano dos favelados ganha uma dimensão universal no diário de uma catadora de lixo. Com linguagem simples, ela conta o que viveu, sem atifícios ou fantasias.

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Dom Quixote, de Miguel de Cervantes

Há pouco considerado por uma comissão internacional de escritores como o melhor livro de todos os tempos, a história mostra um ingênuo senhor rural cujo passatempo favorito era a leitura de livros de cavalaria. Na sua obsessão, acreditava literalmente nas aventuras escritas e decide tornar-se um cavaleiro andante. Suas viagens sucedem-se sob a alucinação de que estava vivendo na era da cavalaria; pessoas que encontrava nas estradas pareciam-lhe como cavaleiros em armas, damas em apuros, gigantes e monstros; até moinhos de vento na sua imaginação eram seres vivos. Combatendo as injustiças, o personagem enfrenta situações penosas e ridículas.

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Vidas secas, de Graciliano Ramos

Vidas Secas, lançado originalmente em 1938, é o romance em que Graciliano alcança o máximo da expressão que vinha buscando em sua prosa. O que impulsiona os personagens é a seca, áspera e cruel, e paradoxalmente a ligação telúrica, afetiva, que expõe naqueles seres em retirada, à procura de meios de sobrevivência e um futuro.

Vidas secas, de Graciliano Ramos
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A revolução dos bichos, de George Orwell

Escrita em plena Segunda Guerra Mundial e publicada em 1945 depois de ter sido rejeitada por várias editoras, essa pequena narrativa causou desconforto ao satirizar ferozmente a ditadura stalinista numa época em que os soviéticos ainda eram aliados do Ocidente na luta contra o eixo nazifascista. De fato, são claras as referências: o despótico Napoleão seria Stálin, o banido Bola-de-Neve seria Trotsky, e os eventos políticos – expurgos, instituição de um estado policial, deturpação tendenciosa da História – mimetizam os que estavam em curso na União Soviética. Com o acirramento da Guerra Fria, as mesmas razões que causaram constrangimento na época de sua publicação levaram A revolução dos bichos a ser amplamente usada pelo Ocidente nas décadas seguintes como arma ideológica contra o comunismo. O próprio Orwell, adepto do socialismo e inimigo de qualquer forma de manipulação política, sentiu-se incomodado com a utilização de sua fábula como panfleto. Depois das profundas transformações políticas que mudaram a fisionomia do planeta nas últimas décadas, a pequena obra-prima de Orwell pode ser vista sem o viés ideológico reducionista. Mais de sessenta anos depois de escrita, ela mantém o viço e o brilho de uma alegoria perene sobre as fraquezas humanas que levam à corrosão dos grandes projetos de revolução política. É irônico que o escritor, para fazer esse retrato cruel da humanidade, tenha recorrido aos animais como personagens. De certo modo, a inteligência política que humaniza seus bichos é a mesma que animaliza os homens.

A Revolução dos Bichos
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A cabana, de William P. Young

Durante uma viagem de fim de semana, a filha mais nova de Mack Allen Phillips é raptada e evidências de que ela foi brutalmente assassinada são encontradas numa cabana abandonada. Após quatro anos vivendo numa tristeza profunda causada pela culpa e pela saudade da menina, Mack recebe um estranho bilhete, aparentemente escrito por Deus, convidando-o para voltar à cabana onde aconteceu a tragédia. Apesar de desconfiado, ele vai ao local do crime numa tarde de inverno e adentra passo a passo no cenário de seu mais terrível pesadelo. Mas o que ele encontra lá muda o seu destino para sempre.

A cabana, de William P. Young
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A hora da estrela, de Clarice Lispector

Macabéa vive sem saber para quê. Depois de perder a tia, viaja para o Rio de Janeiro, aluga um quarto, emprega-se como datilógrafa e se apaixona por Olímpio de Jesus – que logo a trai com uma colega de trabalho. O último livro escrito por Clarice Lispector é também uma despedida. Lançado pouco antes de sua morte, A hora da estrela conta os momentos de criação de Rodrigo, o escritor que narra a história de Macabéa. Ela sabia que a morte estava próxima e coloca um pouco de si nas personagens. Ele, um escritor à espera da morte; ela, uma solitária que gosta de ouvir a rádio Relógio e que passou a infância no Nordeste, assim como Clarice. A despedida da autora é uma obra instigante e inovadora. Como diz Rodrigo, estou escrevendo na mesma hora em que sou lido. É a autora contando uma história e, ao mesmo tempo, revelando ao leitor seu processo de criação e sua angústia diante da vida e da morte.

 A hora da estrela, de Clarice Lispector
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Como fazer amigos e influenciar pessoas, de Dale Carnegie

Como fazer amigos e influenciar pessoas comemora 75 anos como o best-seller obrigatório para quem busca o sucesso, seja na vida pessoal, seja na vida profissional. Para aproximar os princípios de Dale Carnegie à era digital, chega então ao mercado a releitura da obra: Como fazer amigos e influenciar pessoas era digital. Dentre diversas inovações, o livro analisa o impacto da internet na comunicação humana e, em especial, o impacto das redes sociais (Facebook, Orkut, LinkedIn, Twitter etc.). Além disso, por meio de situações verídicas, a obra orienta sobre formas de conduta adequadas a esses novos meios de relacionamento social, para o pleno sucesso pessoal e profissional. Como fazer amigos e influenciar pessoas na era digital também contempla a nova etiqueta em construção na internet, abordando inclusive o fenômeno “cyberbullying” – críticas indevidas e assédio moral por meio digital, que muitas vezes resultam em processos criminais.

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Comentários

Um comentário em “Os mais vendidos de março na Estante Virtual

  • 13.04.2017 a 9:20 am
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    Adorei ver Luís Fernando Verissimo nesta lista. Ele é sempre atual.

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