Pop Art: 30 anos sem Andy Warhol

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Entenda o movimento artísticos e seus precursores por meio da literatura.

Há 30 anos, Andy Warhol morria deixando um imenso e diverso legado artístico. Warhol conseguiu proporcionar uma leitura crítica e inovadora dos mecanismos culturais da segunda metade do século XX. O que o transformou em um dos nomes mais relevantes da arte deste período. Ex-ilustrador publicitário, na Nova York dos anos 1950, o artista adaptou suas produções artísticas, a partir de sua experiência em propaganda, contribuindo com novos debates a respeito da arte e garantindo o lugar de embaixador da Pop Art – recente fenômeno artístico que ganhava espaço na Inglaterra.

Como diria o filósofo Aristóteles, “a arte imita a vida” e nesse sentido, a era da cultura de massa, da televisão, do culto à celebridade e do consumismo apareceu na obra do artista, a partir de todo seu brilho e excentricidade. O artista incorporou a relação da arte com o mercado e a indústria cultural, utilizando a combinação de serigrafia, fotografia, repetições e cores fortes.

Apesar de ser mais conhecido por suas telas de Marilyn Monroe, sopas enlatadas e garrafas de Coca-Cola, Warhol ainda investiu sua criatividade na produção de filmes alternativos, revistas e o financiamento da banda Velvet Underground. Tudo isso em seu estúdio de trabalho, a icônica Factory. Ele foi o primeiro artista a exibir publicamente um vídeo como expressão artística e, para a nossa surpresa, em algumas entrevistas, assumiu que nunca ganhou sequer uma lata de sopas Campbell.

Quanto mais você olha para exatamente a mesma coisa, mais o significado se esvai, e melhor e mais vazio você se sente” A.W.

Confira abaixo algumas obras que ajudaram a elucidar o artista e esse período!


Popismo: Os anos sessenta segundo Warhol, de Andy Warhol & Pat Hackett

A autobiografia Popismo retrata a visão de Andy Warhol sobre o fenômeno Pop e a Nova York dos anos 1960. Os temas abordados vão desde o cotidiano da Factory – seu atelier em Manhattan – até o seu relacionamento com a atriz Edie Sedgewick, a Banda Velvet Underground, o cantor Bob Dylan, entre outras figuras emblemáticas. Pela perspectiva única de um artista múltiplo, Popismo é uma imersão no mundo das drogas, do sexo e do Rock n’ Roll e em toda a arte da época. O livro tem como coautor a secretária de Warhol, Pat Hackett, que também era responsável pela redação de seu diário.

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Pop Art, de Klaus Honnef

Originária da Inglaterra em meados dos anos 1950, a Pop Art desenvolveu todo o seu potencial nos Estados Unidos nos anos 60 do século XX. Ela vai substituir o dia-a-dia pelo esplêndido; Os artigos de produção em massa têm a mesma importância do que peças únicas; a diferença entre cultura elevada e cultura popular desaparece. A publicidade é o tema preferido da Pop Art, que celebra a sociedade de consumo com a sua moda espirituosa. Definitivamente, o entusiasmo gerado pela Pop Art desde as primeiras obras nunca esmoreceu – é hoje maior do que nunca.

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Diários de Andy Warhol, de Pat Hackett

De 1976 até sua morte em 1987, Andy Warhol telefonava todas as manhãs para a escritora Pat Hackett, sua amiga e colaboradora, e relatava os acontecimentos das últimas 24 horas: onde tinha ido, o que tinha feito, quem tinha visto e o que achava de tudo isso. O relato que começou despretenciosamente, com o passar do tempo transformou-se no diário mais sincero e compulsivo já escrito por uma personalidade deste século. Após a morte de A.W., Diários de Andy Warhol foi organizado e publicado por Pat, provocando processos e arrepios nos billionaires e mega-starsinternacionais. Mick Jagger, Ronald Reagan, Truman Capote, John Lennon e Yoko Ono, Fellini, Pelé, Jack Nicholson, Madonna e mais centenas de pessoas famosas estão expostas em comentários que vão do chocante ao hilariante. O livro Diários de Andy Warhol foi publicado originalmente pela L&PM Editores em 1989, com quase 800 páginas. Em versão pocket, o volume um compreende os anos 1976 a 1981 e o volume dois, de 1982 a 1987 – ambos com índice remissivo.

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Andy Warhol: O gênio do pop, de Tony Scherman e David Dalton

Artista e celebridade. Gênio e oportunista. No mundo da arte, Andy Warhol é a figura que mais dividiu (e conquistou) a crítica. Andy Warhol: O gênio do pop, primeiro livro dos norte-americanos Tony Scherman e David Dalton a ser traduzido no Brasil, se propõe a desvendar o homem por trás da charada. Em mais de 500 páginas, o leitor é transportado aos bastidores da cena artística conduzida por uma nova estirpe de marchands e comandada pela figura cool de gola alta, peruca prateada e óculos escuros. Baseando-se em novas fontes e extensas entrevistas, Pop revela um Warhol impulsionado por speed (anfetamina), obcecado pela aparência e com mania de telefone, mas que destruiu a Arte com “A” maiúsculo e abalou o mito do autor. O livro se concentra no que os autores chamam “a primeira vida” de Warhol, desde sua infância na classe baixa americana como Andrew Warhola, passando pelos anos no estúdio Factory – “esse sótão sujo no centro da cidade” – até 1968, quando levou um tiro de Valerie Solanas. Com estilo fluido e declarações por vezes cômicas, a obra conta como surgiram as latas de sopa Campbell’s – uma ideia de 50 dólares – e a primeira Marilyn, o plano de fazer um filme de oito horas sobre um homem dormindo e a exposição que provou que um artista de galeria poderia ser uma estrela do rock.

Andy Warhol: O gênio do pop, de Tony Scherman e David Dalton
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América, de Andy Warhol

Andy Warhol não saía de casa sem sua câmera. América é o resultado de dez anos de fotos excepcionais, revelando a estranha beleza e as extraordinárias contradições do país que possibilitou a Andy Warhol se tornar essa figura emblemática. Explorando suas maiores obsessões entre elas a imagem e a celebridade ele fotografa lutadores e políticos, a beleza dos muito ricos e os pobres que tudo perderam; Capote com as cicatrizes de uma cirurgia plástica recente e Madonna escondida sob uma peruca morena. Ele escreve sobre o país que ama, desejando ter morrido quando levou um tiro; sobre o fato de tudo ter um preço e também sobre a fama e a beleza.Uma América sem Warhol é quase tão inconcebível quanto Warhol sem a América. Este tributo, comovente e sagaz, representa o grande artista do superficial em seu momento mais pessoal e profundo.

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Andy Warhol, de Arthur C. Danto

Em Andy Warhol, Arthur C. Danto nos oferece um breve mas profundo relato das transformações pessoais, artísticas e filosóficas que marcaram a obra do criador da pop art. Professor emérito da Columbia University, Danto parte das conquistas de Warhol para elaborar uma nova interpretação filosófica sobre a revolução artística da primeira metade dos anos 60. Em tom informal e divertido, Danto considera que as experiências de Warhol marcam um passo final na história da arte e explica por que e como o artista se tornou um verdadeiro ícone cultural nos Estados Unidos.

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A filosofia de Andy Warhol, de Andy Warhol

Em A Filosofia de Andy Warhol, o autor fala sobre beleza, amor, sexo, fama, trabalho, dinheiro, sua infância na Pensilvânia e suas relações na Nova York dos anos 1960 e 1970. Sempre na perspectiva desinteressada deste que foi um dos maiores artistas do século 20.

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Pop Art, de Tilman Osterwold (inglês)

Com um pico nos anos 60, a Pop Arte começou como uma revolta contra as abordagens tradicionais da arte e da cultura e evoluiu para um interrogatório por atacado da sociedade moderna, da cultura do consumidor e do papel do artista e da arte. Neste livro, Tilman Osterwold explora os estilos, fontes e estrelas do fenômeno da Pop Arte. Da estética de quadrinhos de Lichtenstein às imagens de Marilyn de Warhol, ela explora como um movimento que explorou os ícones de sua época veio a produzir ícones próprios.

Pop Art, de Tilman Osterwold (inglês)
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Roy Lichtenstein, de Janis Hendrickson (inglês)

Este livro traz o começo e as pinturas que Linchtenstein tornou famosas, no contexto da Pop Art, ou as pinturas que tornaram Lichtenstein famoso. Um olhar mais perto sobre os pontos de Benday, caminhando lado a lado com a abstracção.

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E você, qual obra adicionaria a lista? Comente e participe!

Comentários

Natália Figueiredo

Natália Figueiredo

Jornalista Multimídia em Estante Virtual
Natalia Figueiredo fez da escrita sua profissão. Começou a carreira no jornalismo impresso do Rio, mantém o blog de viagens Nat no Mundo (http://natnomundo.com/) e, hoje, escreve sobre literatura para o Estante Blog.
Natália Figueiredo

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Natalia Figueiredo fez da escrita sua profissão. Começou a carreira no jornalismo impresso do Rio, mantém o blog de viagens Nat no Mundo (http://natnomundo.com/) e, hoje, escreve sobre literatura para o Estante Blog.

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