Chuck Palahniuk: A ficção transgressional do autor de “Clube da luta”

Um dos filmes mais famosos de todos os tempos foi inspirado em obra de Palahniuk.

Lutador amador, caminhoneiro, mecânico e jornalista por formação, o autor americano Chuck Palahniuk teve muitas funções até dedicar-se a literatura. Nascido em 1961, publicou alguns contos em revistas e seu primeiro livro foi lançado em 1996. Era Clube da luta, um romance adaptado para o cinema, em 1999, pelo cineasta David Fincher, e consagrado em fenômeno cult. A continuação direta do aclamado livro, se passa 10 anos depois no livro: Fight Club 2, lançado em 2016 em formato HQ, mas ainda sem versão em português.

O estilo de Palahniuk é caracterizado pelo uso e repetição de frases curtas com linguagem feroz e humor cínico e irônico. Um estilo que ele mesmo descreve como ficção transgressional ou transgressiva. Sucessivos foram os traumas em sua vida. O pai foi assassinado com a namorada pelo ex-marido dela e, quando adolescente, o avô cometeu suicídio após matar a mulher. Ele começou a escrever por volta dos 30 anos, quando passou a frequentar uma oficina literária liderada pelo escritor Tom Spanbauer.

Os personagens na obra de Palahniuk são indivíduos que, de uma forma ou outra, foram marginalizados pela sociedade e reagiram com agressividade autodestrutiva. A narrativa em seus livros começa, geralmente, no fim cronológico, com o protagonista recontando os eventos que o conduziram ao ponto que forma o princípio do livro. Entre suas produções, há muitas histórias para lá de politicamente incorretas e inovadoras, que conquistaram leitores do mundo todo. Abertamente gay, Palahniuk vive com o parceiro há mais de vinte anos e no dia 21 de fevereiro de 2017 completa 55 anos de vida. Confira suas obras!


Clube da luta, de Chuck Palahniuk

O clube da luta é idealizado por Tyler Durden, que acha que encontrou uma maneira de viver fora dos limites da sociedade e das regras sem sentido. Mas o que está por vir de sua mente pode piorar muito daqui para frente.

clube da luta
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Condenada, de Chuck Palahniuk

A filha de uma estrela de cinema narcisista e de um bilionário, Madison, é abandonada em uma escola interna na Suíça durante o Natal enquanto seus pais estão divulgando seus novos projetos e adotando mais órfãos. Ela morre de uma overdose de maconha – e a próxima coisa que sabe é que está no inferno. Madison compartilha sua cela com um grupo heterogêneo de jovens pecadores que é quase bom demais para ser verdade – uma líder de torcida, um atleta, um nerd, e um punk, unidos pelo destino para formar a versão ´six-feet-under´ do filme favorito de todos. Madison e seus amigos caminham através do Deserto de Caspas e escalam a Montanha Traiçoeira de Unhas para enfrentar Satanás em sua cidadela. Todos os doces, que servem como moeda no inferno, não poderão comprá-los.

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Sobrevivente, de Chuck Palahniuk

Tender Branson sequestra um avião e decide se matar. Mas, enquanto o avião possui combustível, ele resolve contar a história de sua vida para a caixa-preta, numa tentativa de explicar como diabos um sujeito decadente como ele quase se transformou em uma celebridade religiosa. Segunda obra de Chuck Palahniuk, uma história cheia de ironia e sarcasmo, que usa como cenário um país que tropeça em seus próprios valores, e onde qualquer um pode virar modelo de qualquer coisa.

Sobrevivente
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Mais estranho que a ficção, de Chuck Palahniuk

Como romancista, Chuck Palahniuk se notabilizou por retratar personagens pouco convencionais. Aqui ele abandona o universo ficcional e aponta seu foco para as pessoas reais, sempre com o gosto pelo incomum. Um mergulho no lado mais bizarro e excêntrico dos Estados Unidos, revelando uma outra nação que convive lado a lado com a imagem oficial do país, sobre o qual Palahniuk lança um olhar às vezes irônico, às vezes terno, mas sempre original. Dividido em três partes o livro reúne uma série de reportagens, ensaios, crônicas e perfis com enfoque jornalístico, alguns escritos para revistas norte-americanas, que trazem em comum o estilo e o gosto de Palahniuk pelo estranho e pelo absurdo infiltrados na vida cotidiana.

Mais estranho que a ficção, de Chuck Palahniuk
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No sufoco, de Chuck Palahniuk

Um menino traumatizado por uma infância atribulada ao lado da mãe amalucada se transforma no adulto golpista Victor Mancini, o protagonista de No sufoco, romance mais recente de Chuck Palahniuk. Victor, um ex-estudante de Medicina que frequenta grupos sexólatras anônimos sem a menor intenção de curar qualquer compulsão, mas sim de conseguir mais parceiras sexuais, aplica diariamente o mesmo golpe – finge engasgar-se ao comer e estar prestes a sufocar. Comove quem o socorre, contando que passa por dificuldades financeiras, o que, invariavelmente, leva seus salvadores a lhe enviarem dinheiro. O dinheiro que obtém dos golpes nos bons samaritanos que o acodem serve para pagar o tratamento da mãe, internada em um sanatório com Mal de Alzheimer.

No Sufoco
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Assombro, de Chuck Palahniuk

Uma reunião de 44 escritos – feitos por personagens ficcionais num retiro para criação: o melhor do horror com uma boa dose de sarcasmo.

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