20 anos sem Darcy Ribeiro: 8 livros do antropólogo

As temáticas étnicas e sociais foram grandes ideais de luta de Darcy Ribeiro.

Já se passaram 20 anos desde que perdemos o antropólogo, escritor e um dos homens públicos mais atuantes da política brasileira, Darcy Ribeiro (1922 — 1997). O intelectual, conhecido por seu foco em relação aos índios e à educação no país, foi vítima de falência múltipla dos órgãos, causada por uma neoplasia maligna de próstata. Ele vinha tratando a doença desde 1994, mas após ser internado, abandonou o hospital para se dedicar à finalização de seu último livro, O povo brasileiro, que encerra a coleção de seus Estudos de Antropologia da Civilização.

Suas ideias de identidade latino-americana influenciaram vários estudiosos posteriores. Como Ministro da Educação do Brasil realizou profundas mudanças que o levou a ser convidado a participar de reformas universitárias no Chile, no Peru, na Venezuela, no México e no Uruguai, depois de deixar o Brasil devido à ditadura militar na década de 1960.

Mineiro do pequeno município de Montes Claros e filho de uma professora primária e de um farmacêutico, dizia-se um homem livre: “Nunca fui domesticado e nunca domestiquei ninguém”. Em Belo Horizonte, estudou Medicina, porém acabou seguindo o campo das Ciências Sociais. Em 1946, formou-se em antropologia pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo e dedicou seus primeiros anos de vida profissional ao estudo dos índios do Pantanal, do Brasil Central e da Amazônia. Conheça melhor a história e as obras de um dos maiores intelectuais que o Brasil já teve.


O povo brasileiro, de Darcy Ribeiro

Por que o Brasil ainda não deu certo? Quando chegou ao exílio no Uruguai, em abril de 1964, Darcy Ribeiro queria responder a essa pergunta na forma de um livro-painel sobre a formação do povo brasileiro e as configurações que ele foi tomando ao longo dos séculos. A resposta veio com este que é sua obra mais ambiciosa. Trata-se de uma tentativa de tornar compreensível, por meio de uma explanação histórico-antropológica, como os brasileiros se tornaram o que são hoje.

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A volta por cima, de Darcy Ribeiro

Com franqueza cristalina e olhar certeiro, Darcy surge por inteiro. E é assim que, segundo o organizador, as pessoas devem se lembrar dele: peregrino incansável caminhando, sem tréguas, atrás da realização de suas utopias.

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Maíra, de Darcy Ribeiro

O autor revive aqui as emoções dos anos em que conviveu com os índios. O livro narra a história de um índio que, adotado por um padre e convencido a seguir o sacerdócio, questiona sua verdadeira fé e entra em conflito por ter abandonado seu povo.

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O mulo, de Darcy Ribeiro

Em segundo romance, Darcy narra, de forma envolvente, os problemas do Brasil: os desmandos políticos e toda a carga de violência nele embutida. Uma obra provocadora, em que o escritor retrata a história do nosso povo do campo, os sertanejos goianos e mineiros que sofrem diariamente com as asperezas de seu cotidiano de trabalho.

O Mulo, de Darcy Ribeiro
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Testemunho, de Darcy Ribeiro

Reunião de textos retirados de revistas, entrevistas, e livros que Darcy reorganizou como peças de um jogo de armar.Darcy conta de sua formação intelectual, expõe as bases de seu pensamento, que deixava jorrar e explodir em frases velozes quando falava, e, quando escrevia fazendo ecoar em cada frase sua paixão de arauto de uma fé desafiadora e urgente.

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Utopia selvagem, de Darcy Ribeiro

A história do negro gaúcho Pitum, ou Orelhão, cujo nome verdadeiro é Gasparino Carvalhal, tenente do Exército que, quando lutava na Guerra da Guiana à procura do Eldorado, foi engolido por uma cortina branca. A partir daí, tornou-se prisioneiro das Amazonas, mulheres guerreiras, que, tendo recusado o contato com os homens, passaram a mantê-lo como seu único fornicador e reprodutor.

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O processo civilizatório, de Darcy Ribeiro

Neste livro, Darcy Ribeiro desenvolve uma teoria global sobre as etapas de evolução da humanidade nos últimos mil anos. Baseando-se em Marx, Engels e Lewis Morgan, o autor empreende a tarefa de classificar as sociedades humanas de acordo com o grau de eficácia no domínio da natureza.

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Diários Índios: Os Urubus- Kaapor, de Darcy Ribeiro

Entre 1949 e 1951, Darcy anotou o que viu e ouviu nas duas expedições que fez às aldeias kaapor, na fronteira entre o Pará e o Maranhão. Toda a riqueza cultural desses índios está registrada aqui – com o auxílio de um belíssimo material iconográfico – de maneira simples e apaixonada.

Diários Índios Os Urubus- Kaapor, de Darcy Ribeiro
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E você, qual sua obra favorita do autor?

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