7 livros para ficar em dia com o Enem

Comece a se preparar desde agora para o Enem.

Na última semana, foram publicadas as notas dos estudantes que prestaram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2016. Cerca de 8,6 milhões de pessoas compareceram aos locais de prova. O número faz do Enem o segundo maior exame nacional do mundo que dá acesso ao ensino superior, mobilizando cerca de 600 mil pessoas na preparação e aplicação da prova em todo Brasil. O Enem fica atrás apenas da China, que teve a participação de mais de 9,4 milhões de estudantes este ano no Gaokao, o “Enem chinês”.

A prova, dividida em dois dias, mede não somente o conteúdo obrigatório do Ensino Médio, mas também a capacidade crítica, interpretativa e quão atualizados estão os alunos. Não há uma lista de leituras obrigatórias, mas alguns clássicos e autores aclamados são essenciais para entender a literatura brasileira e chegar preparado às provas previstas para o último trimestre.

Pensando nisso, reunimos uma lista de títulos indicados por diversas universidades do país para começar a preparação hoje mesmo. Confira!


Capitães da areia, de Jorge Amado (indicado pela Fuvest)

Desde o seu lançamento, em 1937, Capitães da Areia causou escândalo: inúmeros exemplares do livro foram queimados em praça pública, por determinação do Estado Novo. Ao longo de sete décadas a narrativa não perdeu viço nem atualidade, pelo contrário: a vida urbana dos meninos pobres e infratores ganhou contornos trágicos e urgentes. Várias gerações de brasileiros sofreram o impacto e a sedução desses meninos que moram num trapiche abandonado no areal do cais de Salvador, vivendo à margem das convenções sociais. Verdadeiro romance de formação, o livro nos torna íntimos de suas pequenas criaturas, cada uma delas com suas carências e suas ambições: do líder Pedro Bala ao religioso Pirulito, do ressentido e cruel Sem-Pernas ao aprendiz de cafetão Gato, do sensato professor ao rústico sertanejo Volta Seca. Com a força envolvente da sua prosa, Jorge Amado nos aproxima desses garotos e nos contagia com seu intenso desejo de liberdade.

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São Bernardo, de Graciliano Ramos (indicado pelo IFMG)

O livro conta a história de Paulo Honório, um homem simples, que movido por uma ambição sem limites, acaba transformando-se em um grande fazendeiro do sertão de Alagoas que se casa com Madalena para conseguir um herdeiro. Incapaz de entender a forma humanitária pela qual a mulher vê o mundo, ele tenta anulá-la com seu autoritarismo. Com este personagem, Graciliano Ramos traça o perfil da vida e do caráter de um homem rude e egoísta, do jogo de poder e do vazio da solidão, onde não há espaço nem para a amizade, nem para o amor.

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Bom crioulo, de Adolfo Caminha (indicado pelo IFNMG)

Bom Crioulo foi publicado em 1895 e é um dos primeiros romances brasileiros a abordar abertamente o tema da homossexualidade. A história de paixão e tragédia é baseada num fato real que escandalizou o Rio de Janeiro no século XIX.

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Morangos mofados, de Caio Fernando Abreu (indicado pela UFRGS)

O livro tornou-se um dos maiores sucessos editoriais da década de 80 ao mostrar o que há de mais profundo no ser humano. A busca, a dor, o fracasso, o encontro, o amor e a esperança estão presentes na série de contos que se entrelaçam como se fossem um romance. Os anseios dos anos 70 e a falta de perspectiva de concretizá-los são uma realidade que se mostra atual.

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Caminhos cruzados, de Erico Verissimo (indicado pela Unicamp)

Erico Verissimo narra episódios da vida de duas dezenas de personagens na Porto Alegre da década de 1930 e tece uma crítica incisiva aos desníveis sociais e à hipocrisia moral de nossa sociedade. Com apresentação de Antonio Candido e prefácio de Moacyr Scliar.

Caminhos Cruzados, de Erico Verissimo (Unicamp)
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Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna (indicado pela UFSC)

A história de João Grilo e Chicó, que andam pelas ruas anunciando A Paixão de Cristo, “o filme mais arretado do mundo”. Eles trabalham numa padaria e aproveitam a morte da cadela de dona Dora, mulher do padeiro, para ganhar um trocado. Para isto, organizam um enterro de luxo, em latim. João Grilo vive metido em confusões e, seu amigo Chicó é um covarde que gosta de contar mentiras. O medo, a morte, o céu e o inferno assombram os personagens da peça que usa dos recursos da literatura de cordel.

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Claro enigma, de Carlos Drummond de Andrade (indicado pela PUC-SP)

Publicado em 1951, Claro enigma representa um momento especial na obra de Drummond. Com uma dicção mais clássica, o poeta revisita formas que haviam sido abandonadas pelo Modernismo, como o soneto, e afirma seu amor pela poesia de Dante e Camões.

claro enigma
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Natália Figueiredo

Natália Figueiredo

Jornalista Multimídia em Estante Virtual
Natalia Figueiredo fez da escrita sua profissão. Começou a carreira no jornalismo impresso do Rio, mantém o blog de viagens Nat no Mundo (http://natnomundo.com/) e, hoje, escreve sobre literatura para o Estante Blog.
Natália Figueiredo

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Natalia Figueiredo fez da escrita sua profissão. Começou a carreira no jornalismo impresso do Rio, mantém o blog de viagens Nat no Mundo (http://natnomundo.com/) e, hoje, escreve sobre literatura para o Estante Blog.

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