Em busca de Marcel Proust

Proust nasceu em Paris, no dia 10 de julho de 1871.

Marcel Proust foi um importante escritor e poeta francês.  Foi uma criança de saúde frágil, teve uma infância cheia de cuidados especiais, tantos cuidados e problemas que acabaram por torná-lo um velho já na sua juventude. Durante sua adolescência, Proust viveu nos Champs-Elysées, onde o ar mais saudável melhorava sua tênue saúde. Lia e admirava Baudelaire, Mallarmé, Anatole France e Saint-Simon. Tinha veneração pelo teatro e suas musas, especialmente Sarah Bernhardt.

Proust é considerado o precursor do romance contemporâneo. Suas primeiras experiências literárias datam de 1892, quando, com alguns amigos, fundou a revista Le Banquet. A seguir, passou a colaborar em La Revue Blanche, frequentando ao mesmo tempo os salões aristocráticos parisienses cujos costumes, em grande parte, lhe forneceram material para sua obra literária. Com a morte da mãe, em 1905, tornou-se herdeiro de uma fortuna razoável. Com o dinheiro da herança e a saúde cada vez mais debilitada, Proust acabou isolando-se dos meios sociais para dedicar-se à criação de sua obra mais importante, os sete volumes que compõem Em Busca do Tempo Perdido (À La Recherche Du Temps Perdu), publicados entre 1913 e 1927. Marcel Proust faleceu devido à asma em Paris a 18 de novembro de 1922 e sua obra é a história da representação, da recriação literária do ser humano em suas infinitas reações químicas diante das coisas que o fazem sentir dor ou prazer.

Ler Proust é sem dúvida um privilégio, ele é considerado um dos grandes escritores românticos do começo do século XX. Dizia que “O amor é o espaço e o tempo medidos pelo coração, uma doença inevitável, dolorosa e fortuita”. Confira os sete títulos de sua principal obra:


Em Busca do Tempo Perdido (Obra completa)

Os sete volumes constituem um emaranhado complexo de personagens, cenas e detalhes, que reaparecerão muito depois. Somente aí adquirem seu real significado, articulados pela memória que, ativada por circunstâncias fortuitas, medita livre por diferentes campos, sendo as artes (particularmente a literatura) um dos mais frequentados. Desenvolve-se aqui e fenece o amor de Marcel por Gilberte, enquanto Swann, após o casamento, vai cada vez mais se aburguesando. Combray, a casa dos parentes, a deliciosa Madeleine, a igreja de Santo Hilário, o perfume das pilriteiras, o sadismo, a hesitante vocação literária. Esse é o cenário inicial das aventuras e desventuras do narrador de Em Busca do Tempo Perdido.

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No caminho de Swann

Este primeiro volume é uma espécie de abertura com os principais motivos do livro, um esboço inicial de personagens e situações que o herói será afetado ao longo dos próximos volumes. Ele é como o jogo japonês de que nos fala o narrador, em que papeizinhos mergulhados na água “se estiram, se delineiam, se cobrem, se diferenciam, tornam-se flores, casas, personagens consistentes e reconhecíveis”.

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À sombra das raparigas em flor

Este volume começa com o capítulo ‘Em torno da sra. Swann’, uma retomada do final do volume anterior, que Proust tivera de interromper por questões de extensão. Trata-se da oportunidade de relatar nova e surpreendente fase de personagens como Chalés Swann e Dr. Cottard: o sofisticado Swann é agora marido dedicado que abraçou as ambições vulgares da mulher, Odette; o doutor tornou-se um profissional de prestígio, distante do jovem idiota recém-chegado da província no salão dos Verdurin.

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O caminho de Guermantes

Anunciado já no começo da coleção, o caminho de Guermantes vai sendo quase imperceptivelmente percorrido até o presente este volume em que será esmiuçado. No início, longo percurso fluvial nas cercanias de Combray, que termina no castelo da família Guermantes, ele se opõe ao breve caminho de Swann na escolha dos passeios dos parisienses em férias na cidadezinha medieval do interior da França. Em Paris, esse caminho, associado à antiga aristocracia francesa, tem em seu horizonte o esplendor estético de um salão que parece incorporar para o herói todo esse passado nobiliárquico, o salão da duquesa de Guermantes, proprietária do castelo. As engenhosas estratégias do protagonista para se tornar um convidado desse salão convivem com páginas esplêndidas sobre o processo que conduzirá à morte de sua avó, à qual o herói deve permanecer por algum tempo indiferente.

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Sodoma e Gomorra

Este livro apresenta dois ‘mundos’, no sentido metafórico, que se desdobram e se aprofundam, envolvendo vários personagens – o do homoerotismo masculino, Sodoma, e o do homoerotismo feminino, Gomorra. Porém, o que se destaca também se insere no vasto painel humano, social, comportamental, psicológico, cultural e sexual, que segue se ampliando e complexizando.

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A prisioneira

Neste quinto volume, está em foco o relacionamento do herói com Albertine, sua amante. Se antes a trajetória do narrador se dava nos aristocráticos salões do Fauburg Saint-Germain, esta história encerra seu foco na vida em comum dos amantes em seu apartamento localizado em Paris. O amor e o ciúme se mesclam ao longo da narrativa de uma relação marcada por possessividades e inseguranças, dos quais ambos os personagens tornam-se prisioneiros.

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A fugitiva

Este tomo pode ser visto como um livro do luto. Um luto pesado. O protagonista, Marcel, que vem desfiando sua gigantesca teia de passado, se vê, de repente, sozinho. Sua Albertina escapa de suas mãos e vai embora sem deixar recados. Todo um círculo de ciúme, lamentação e invenção amorosa se abre diante dele. Quando essa construção, que se passa por dentro, no jogo obsessivo entre realidade e imaginação, atinge seu ápice, ele recebe a notícia dolorosa: a delicada Albertina fora lançada, pelo cavalo, contra uma árvore e morrera. Novo círculo, então, se abre, agora recompondo em vários níveis a relação entre os dois, desde os passeios de bicicleta por Balbec até as cartas finais, após a separação.

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O tempo redescoberto

Sendo o último volume é também o primeiro, o que, à primeira vista, pode parecer estranho. Mas é neste volume que o leitor entenderá perfeitamente quais foram as ideias que nortearam o narrador desde o primeiro volume, No caminho de Swann. É na segunda parte de tempo redescoberto que tudo se revela, num ritmo narrativo apaixonante.

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