Cinco títulos para entender a história da Umbanda

15 de novembro. Dia Nacional da Umbanda

No início do mês, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, publicou no Diário Oficial da União um decreto tornando a umbanda patrimônio cultural imaterial da cidade. O decreto municipal ainda determina o cadastro de todos os terreiros — local de prática da religião — da cidade. O Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH) fará o cadastro dos terreiros e o primeiro cadastrado foi a Tenda Espírita Vovó Maria Conga de Aruanda, no Estácio.

Infelizmente, os praticantes da religião ainda sofrem muito preconceito por intolerância religiosa ou simplesmente falta de informação. A umbanda é uma religião brasileira que sintetiza vários elementos das religiões africanas e cristãs, porém sem ser definida por eles. Formada no início do século XX no sudeste do Brasil a partir da síntese de movimentos religiosos como o Candomblé, o Catolicismo e o Espiritismo.

O reconhecimento foi realizado pela necessidade de políticas públicas de respeito à diversidade religiosa, além de lembrar a importância de reflexões sobre as religiões de matriz africanas. Com a inclusão da Umbanda, a cidade conta com 54 bens imateriais chancelados pelo município. A listagem inclui a Bossa Nova, as escolas de samba, os blocos de carnaval Cordão da Bola Preta e Cacique de Ramos.

De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), são considerados patrimônio imaterial práticas, representações, expressões, conhecimentos e técnicas que as comunidades, grupos e indivíduos reconhecem como parte integrante de seu patrimônio cultural. Para comemorar o Dia Nacional da Umbanda e sua recente inclusão como patrimônio da cidade, selecionamos em nosso acervo cinco títulos que colocam a religião e sua mitologia em destaque. Confira:


Mitologia dos Orixás, de Reginaldo Prandi

Mitologia dos orixás do sociólogo Reginaldo Prandi, é a mais completa coleção de mitos da religião dos orixás já reunida em todo o mundo. São 301 relatos mitológicos, histórias que contam, por meio de imagens concretas e não de idéias abstratas, como são, o que fazem, o que querem e o que prometem os deuses desse riquíssimo panteão africano que sobreviveu e prosperou em países da América – em particular no Brasil e em Cuba – e que nos últimos anos tem sido exportado para a Europa. Na sociedade tradicional dos iorubás, é pelo mito que se alcança o passado, se interpreta o presente e se prediz o futuro. Cada mito, portanto, é uma surpresa sempre renovada, um segredo revelado que jamais se deixa desvendar completamente. Ao narrar episódios em que se envolveram deuses como Exu, Ogum, Iemanjá e Iansã, Mitologia dos orixás</em> chama a nossa atenção para sentidos vitais profundos e nos aproxima do vasto patrimônio cultural dos negros iorubás ou nagôs. O livro é ricamente ilustrado, com fotos coloridas de todos os orixás que se manifestam em cerimônias do candomblé no Brasil e ilustrações do artista plástico Pedro Rafael.

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Das macumbas a umbanda, de José Henrique Motta de Oliveira

Este livro percorre os caminhos históricos do movimento umbandista, na primeira metade do século XX, no qual a Umbanda foi elevada à condição de uma religião respeitada nacionalmente e que ostenta, ainda, o status de ser a única genuinamente brasileira

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Umbanda crença saber e prática, de Miriam Prestes (Miriam de Oxalá)

O livro tem como objetivo descrever em linguagem simples e didática o processo de formação da Umbanda. Neste processo tiveram importância a contribuição espírita a doutrina católica as religiões orientais e africanas para a formação das práticas rituais do significado da incorporação do uso das ervas do papel dos Exus e principalmente para a interpretação do papel do médium no auxílio dos praticantes e leigos que buscam o conhecimento e a elevação espiritual.Este é o segundo livro de Míriam de Oxalá (Míriam Prestes) uma porto-alegrense de formação espírita que por via do destino foi levada a conduzir um centro de Umbanda. Ao longo de sua caminhada ela se deparou com a falta de informação e com a incompreensão da sociedade e dos praticantes e percebeu que sua missão deveria ser justamente iluminar a alma daqueles que a procuram.

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Guerra de Orixá: Um estudo de ritual e conflito, de Yvonne Maggie

Guerra de Orixá narra a breve história de um terreiro de umbanda no Rio de Janeiro. Através desse estudo de caso, a autora aborda a cosmologia da umbanda, percebendo-a não apenas como crença mas como modo de vida.

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Os orixás e os ciclos da vida, de Norberto Peixoto

O autor resgata tradições ancestrais, histórias apaixonantes e esclarecedoras e nos aprofunda nos ensinamentos ocultos declarados, desvelando alguns saberes que se relacionam com a mitologia dos Orixás e, consequentemente, com a nossa essência. No livro, questões instigantes referentes à existência humana, inspiradas pelo espírito Senhor Ogum Sete Estradas (Ramaogundá), são elucidadas com profundidade. Afinal, o que são os Orixás? Por que eles foram criados? Esta obra, escrita numa linguagem acessível, serve como um guia de estudos e reflexão para umbandistas, adeptos das religiões da diáspora africana e simpatizantes em geral, afeitos a estes saberes milenares que “forjam” inexoravelmente à alma universalista do brasileiro. Que possamos nos conhecer um pouco mais ao entender os Orixás que se associam a nós como condutores dos ciclos das existências humanas. É possível termos um destino mais alvissareiro, com caminhos abertos para a bem-aventurança e corpo fechado para as enfermidades. Cabe somente a nós, a chave está em nossas mãos.

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Comentários

Um comentário em “Cinco títulos para entender a história da Umbanda

  • 28.04.2017 a 1:00 am
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    oi gente
    gostei muito desse site, parabéns pelo trabalho. ;)

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