100 anos de samba: Homenagem ao mestre Cartola

No aniversário do compositor e do ritmo mais brasileiro de todos, dicas para apresentar Cartola sem cair em estereótipos

No ano em que o samba completa 100 anos e que, se estivesse vivo, Cartola completaria 108 anos – no dia 11 de outubro, o Estante Blog homenageia um dos maiores sambistas da música brasileira. Para conhecer sua vida e obra, no acervo da Estante Virtual, destacamos a obra de Monica Ramalho, Cartola. Livro infantojuvenil, que faz parte da coleção ‘Mestres da Música no Brasil’ e conta a história do compositor ao dedicar sua vida ao samba e o seu reconhecimento tardio. Só conseguindo gravar seus próprios discos no final da vida. “Minha vida é igual a filme de mocinho. Só venci no final”, resumia o sambista.

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Além de ‘Cartola, os tempos idos’, de Marilia Barboza Trindade e Arthur Oliveira Filho. Biografia da Gryphus Editora que inspirou o musical ‘Obrigado, Cartola!’, em 2003 e traz diversas novidades: fala do nascimento do samba “amaxixado” (ritmo que usava flauta, violão e cavaquinho em sua formação e influenciou a criação do chorinho), apresenta o Centro Cultural Cartola e os enredos que a Mangueira já desfilou, desde 1929. E o samba como hoje o entendemos, nascido da laicização da música dos cultos afro-brasileiros do Rio de Janeiro. Em linguagem popular, isso significa letra profana em ponto de macumba!

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O Itaú Cultural também está homenageando o mestre. Durante a 31ª edição da “Ocupação”, a exposição dedicada agora ao compositor carioca procura recuperar a história de Cartola, como o grande poeta que é. A mostra acontece até o dia 13 de novembro e é dividida em seis eixos temáticos, que vão do Rio de Janeiro de 1908, quando Cartola nasceu, até homenagens e interpretações de suas músicas feitas por artistas contemporâneos. Entre os dois polos, a narrativa passa por suas parcerias, pela história do Zicartola – primeira casa de samba do RJ –, a fundação da Mangueira, além de fotos e depoimentos ligados aos seus relacionamentos e gravações musicais. Tudo isso de graça, de terça a domingo, na sede do instituto em São Paulo. Mais informações sobre a Ocupação na página do Itaú Cultural.


Dia do Samba

Não é possível definir exatamente o dia em que o ritmo foi inventado. Então, foi definido como data oficial, o dia em que o primeiro samba foi registrado na Biblioteca Nacional. A música “Pelo Telefone” foi gravada em 1916 por Donga (1890-1974), mas composta coletivamente em uma roda na casa de Tia Ciata. Com essa música, a palavra samba apareceu pela primeira vez no selo de um disco de vinil e assim a história foi feita.

Inicialmente, a palavra samba era utilizada como sinônimo de festa e não como um gênero musical: “Vamos a um samba na casa de Tia Ciata”. As letras nasciam nas rodas e os versos eram improvisados por todo o grupo, com o público marcando o ritmo na palma das mãos.  Ainda não existia o rádio e essas festas também serviam para divulgar músicas novas. A morte de Tia Ciata, em 1924, é considerada como o símbolo do fim de uma época – o nascimento do samba carioca.  Mas a Pedra do Sal se tornou um tradicional ponto de encontro de sambistas e admiradores deste estilo musical e hoje é um dos principais locais de memória e resistência da cultura afro-brasileira. Confira abaixo a playlist com as músicas mais tocadas de Cartola :)

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