Cinco livros para entender Cazuza

Biografias sobre o ídolo do rock nacional e sobre aqueles que o inspiraram

Há 26 anos, o Brasil perdeu um dos seus maiores compositores. Agenor de Miranda Araújo Neto, o Cazuza, não apenas deixou sua marca no rock nacional, mas também mudou o cenário da MPB. Sua capacidade de aproximar estilos, aparentemente distintos, como o blues e a bossa nova, fez dele um divisor de águas na música pop nacional. Para compreender melhor suas influências e sua história, o Estante Blog separou uma lista livros de artistas que marcaram a formação musical do cantor. Além de, é claro, um sobre a sua trajetória.

Só as mães são felizes, de Lucinha Araújo

Em um depoimento dado a Regina Echeverria, num tom quase de confidência, Lucinha Araujo relata todos os fatos marcantes de sua vida com seu único filho, o inesquecível cantor e compositor Cazuza, morto em 1990, em decorrência da Aids. Além de revelar detalhes surpreendentes sobre a trajetória do artista e sua relação familiar, o livro apresenta uma série de imagens raras. Obra adaptada para o cinema em 2004, com Daniel Oliveira no papel principal.

Só as mães são felizes
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Divino Cartola: Uma vida em verde e rosa, de Denilson Monteiro

Desde muito cedo, Cazuza adotou o apelido e rejeitou seu nome de batismo. Isso só mudou quando ele descobriu que ele era xará de um dos seus maiores ídolos: Cartola. Para Cartola, sua vida parecia um filme de mocinho, pois só venceria no final. Estava certo. Um dos maiores nomes do samba só foi encontrar o sucesso a partir dos 66 anos, quando gravou o primeiro disco. Antes disso, ele trabalhou fazendo biscate, servindo café e lavando carros. No tempo livre, dava vazão ao gênio e à criatividade poética, compondo obras-primas como “O mundo é um moinho”, “As rosas não falam” e “Autonomia” e participando da criação da mítica Escola de samba Estação Primeira de Mangueira.

Divino_CARTOLA
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Foi assim, de Lupicínio Rodrigues Filho

Cazuza nunca escondeu seu fascínio pela obra de Lupicínio Rodrigues, que conta, neste livro, as histórias de suas músicas. Esta obra resgata uma faceta quase desconhecida do imortal compositor gaúcho: a de cronista de jornal. Entre fevereiro de 1963 e fevereiro de 1964, Lupicínio escrevia semanalmente no jornal Última Hora, de Porto Alegre. Num texto simples e deliciosamente poético, o imortal Lupi deixou para a posteridade um registro definitivo de sua história pessoal, de suas músicas, da cidade de Porto Alegre no início dos anos 60 e da própria Música Popular Brasileira.

foi assim
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Maysa: Só numa multidão de amores, de Lira Neto

A cantora e compositora Maysa foi uma personalidade muito mais complexa do que sugere sua imagem pública, e sua trajetória musical inspirou uma parte significativa do repertório de Cazuza. A artista nascida no Rio de Janeiro em 1936 é tema dessa biografia escrita pelo jornalista Lira Neto a partir de pesquisas em arquivos familiares, de entrevistas com cerca de 200 pessoas (parentes, amigos, ex-namorados, ex-maridos, músicos, produtores) e, sobretudo, com base no acesso irrestrito ao diário íntimo de Maysa.

Maysa- Só numa multidão de amores
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A descoberta do mundo, de Clarice Lispector

Primeiro trabalho de crônicas de Clarice Lispector e livro de cabeceira de Cazuza. São 468 textos, publicados aos sábados no Jornal do Brasil entre 1967 e 1973.

a descoberta do mundo
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