Os ganhadores mais recentes do Pulitzer, categoria Romance

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Prêmio Pulitzer, um dos mais importantes do planeta

Todo prêmio é importante e merece aplausos. Contudo, o Pulitzer é considerado por muitos profissionais do ramo o maior de todos, algo como o Oscar para o cinema. Para entender, basta dizer que o Leonardo di Caprio não sossegou até receber o tão desejado Oscar, não importando todas as premiações anteriores.

O Prêmio Pulitzer, anunciado todo ano em abril, é uma laureação norte-americana outorgada a pessoas que realizem trabalhos de excelência na área do jornalismo, literatura e composição musical. É administrado pela Universidade de Columbia, de Nova York, e foi criado por Joseph Pulitzer em 1917. Ele é dividido em 21 categorias, entre elas, “Reportagem Investigativa”, “Fotografia Especial”, “Teatro”, “Romance”, “Não Ficção Geral” e “Poesia”.

Aproveitando que no dia 18 de abril foram divulgados os ganhadores de 2016, fizemos uma lista com os últimos vencedores, categoria Romance. Confira!

2006: O senhor March, de Geraldine Brooks

À medida que o Norte sofre uma série de derrotas inesperadas durante o primeiro ano da Guerra Civil Americana, o senhor March se vê obrigado a abandonar a família para defender a causa da União. Essa experiência acaba ocasionando uma mudança brusca em seu casamento e em sua vida, e desafia suas mais profundas crenças.

o senhor march
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2007: A estrada, de Cormac McCarthy

Num futuro não muito distante, o planeta encontra-se totalmente devastado. As cidades foram transformadas em ruínas e pó, as florestas se transformaram em cinzas, os céus ficaram turvos com a fuligem e os mares, estéreis. Os poucos sobreviventes vagam em bandos. Um homem e seu filho estão em farrapos e buscam a salvação, sem saber, no entanto, o que encontrarão no final da viagem. A estrada foi adaptado para o cinema em 2010, com Viggo Mortensen, Charlize Theron e Robert Duvall no elenco.

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2008: A fantástica vida breve de Oscar Wao, de Junot Díaz

A vida nunca foi fácil para Oscar, um menino doce, porém desastrosamente obeso e nerd do gueto de Nova Jersey. Ele sonha em ser um J.R.R. Tolkien dominicano e, acima de tudo, almeja encontrar um grande amor. No entanto, é possível que nunca realize seus desejos, em virtude do fukú — uma antiga maldição que assola a família de Oscar há gerações.

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2009: Olive Kitteridge, de Elizabeth Strout (apenas uma edição original na Estante Virtual. O livro não foi publicado no Brasil)

Olive Kitteridge retrata uma cidade marcada por desonestidade, crimes e tragédias a partir da visão da protagonista Olive, cujo espírito perverso e comportamento severo, na verdade, escondem um bom – porém perturbado – coração. A história se passa ao longo de 25 anos e gira em torno da professora de matemática e suas relações com o marido Henry, com o filho Christopher e com outros integrantes da comunidade. Apesar da personalidade difícil e de seu jeito ríspido, Olive influencia a vida das pessoas ao seu redor e conecta várias histórias que, de uma forma ou de outra, se ligam com a dela. O livro foi adaptado para a televisão como minissérie da HBO.

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2010: A restauração das horas, de Paul Harding

Um livro incrível que fala sobre o legado da consciência e da identidade através das gerações. Capaz de emocionar e de nos fazer acreditar mais uma vez na vida, é uma nostalgia que fala de amor, de perda e do encanto feroz da natureza.

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2011: A visita cruel do tempo, de Jennifer Egan

Partindo de um olhar cáustico sobre os caminhos imprevisíveis da indústria musical e o vaivém das celebridades, passando por uma análise impiedosa do casamento e da família e uma visão provocante do futuro dos Estados Unidos, A visita cruel do tempo é um livro incômodo, empolgante e irresistível. Um interessante e envolvente panorama sobre crescimento, perda e ambição e sobre o que acontece entre o que esperamos de nossa vida e o que se torna realidade.

a visita cruel do tempo
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2012: A instituição responsável optou por não entregar o prêmio por achar que obra alguma foi merecedora.


2013: Jun Do, de Adam Johnson

Reconhecido por sua lealdade, Jun Do chama a atenção de seus superiores, alcança posições cada vez mais importantes, até se transformar num sequestrador profissional à serviço do Estado. Para sobreviver, ele aprende a circular em meio às regras voláteis, à violência extrema e às exigências absurdas das autoridades coreanas. Mas o destino lhe reservara outra surpresa.

junmdo
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2014: O Pintassilgo, de Donna Tartt

Uma hipnotizante história de perda, obsessão e sobrevivência, um triunfo da prosa contemporânea que explora com rara sensibilidade as cruéis maquinações do destino.

pintassilgo
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2015: Toda luz que não podemos ver, de Anthony Doerr

Durante a ocupação nazista em Paris, um pai e e sua filha de seis anos cega fogem levando consigo o que talvez seja o mais valioso tesouro da cidade. Na Alemanha, um introvertido órfão torna-se especialista em rádios e é recrutado pelo exército alemão para combater na França. Estarão os destinos destes jovens entrelaçados e condenados a um improvável desfecho?

toda luz
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2016: The Sympathizer (O simpatizante, em tradução livre), de Thanh Nguyen  (não disponível no Brasil)

Primeiro romance do autor, o livro conta a história da queda do governo do Vietnã do Sul, em 1975, pelos olhos de um agente comunista disfarçado. Em meio à narrativa, o autor aborda história e natureza humana.

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Comentários

4 comentários em “Os ganhadores mais recentes do Pulitzer, categoria Romance

  • 17.02.2017 a 5:26 pm
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    Li O Pintassilgo e Visita Cruel do Tempo. Ambos de profundo teor psicológico e ambos leitura fascinante e instigante. Enfim, recomendadíssimos.

  • 31.01.2017 a 8:29 pm
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    Li “Toda luz que não podemos ver”. Uma leitura que nos leva a muitas reflexões. Permito-me citar uma delas. Assim como Primo Levi em “É isto um homem?” fez com que eu entendesse de fato a desgraça que eram os campos de concentração nazistas e Patrick Modiano em “Dora Bruder” a compreender que havia franceses coniventes com a Ocupação nazista na França e todas as suas implicações: censura, delações, prisões ilegais, desaparecimentos… Anthony Doer fez com que eu percebesse que alemães também foram vítimas do nazismo. Ao confrontarmos o desfecho da história de um jovem estudante alemão com deficiência visual (que o obrigaria a usar óculos) e a menina cega francesa… Entendemos a desgraça que foi o governo nazista para os alemães também, principalmente para os melhores dentre eles e o quão importante, apesar de não ser perfeita, é a democracia.
    ……..
    Concordo com Maria Cristina: o livro de Doer é simplesmente lindo!

  • 22.10.2016 a 9:47 am
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    Li toda luz que não podemos ver, simplesmente lindo!

  • 28.04.2016 a 9:29 am
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    fascinantes livros destes premio

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