Cinco livros e cinco frases de Paul Auster

O escritor Paul Auster completa 69 anos.

Nascido no dia 3 de fevereiro de 1947, Paul Auster é o autor de vários best-sellers literários. Considerado um dos autores mais interessantes da literatura americana contemporânea, este poeta, tradutor, crítico de cinema e literatura, romancista e roteirista de cinema tem uma obra que vale a pena conhecer. Confira cinco livros e cinco frases de Paul Auster

 

Noite do Oráculo

Palavras podem matar. Nenhuma outra descoberta poderia ser tão terrível para um escritor em crise. O futuro assume uma face assustadora para Sidney Orr quando ele volta a escrever, estimulado pelas páginas de um caderno azul comprado na papelaria de um chinês em Nova York. Sob o efeito misterioso do caderno e ainda convalescente após uma grave doença, Orr tenta retomar a carreira, interrompida cerca de um ano antes. Sua escrita volta a fluir com espontaneidade nas convidativas páginas em branco. Aos poucos, porém, ocorre-lhe uma suspeita: as narrativas imaginadas por ele podem conter uma relação secreta e inexplicável com o futuro das pessoas que lhe são mais próximas, como sua esposa e seu melhor amigo.

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Há momentos infelizes em que a solidão e o silêncio se tornam meios de liberdade.

 

Invisível

Adam Walker recorda os acontecimentos da primavera e do verão de 1967,quando era um jovem poeta e estudante de letras na Universidade Columbia,Nova York. Quarenta anos depois, os fatos incontornáveis daquele ano, em que se vivia a Guerra Fria e a crescente oposição à Guerra do Vietnã, somam-se a eventos pessoais decisivos, que vão acompanhá-lo até o fim da vida. Em Invisível, narradores e formas narrativas se alternam, acelerando o ritmo da leitura e reservando descobertas e mudanças de rumo para as últimas frases do livro, deixando o leitor sem fôlego.

 

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Quem não pode atacar o argumento ataca o argumentador.

 

Achei Que Meu Pai Fosse Deus

Paul Auster organiza uma antologia de histórias escritas por americanos de diversas idades, profissões e classes sociais. O livro traz coincidências dolorosas, lances trágicos e cômicos, confusões familiares e eventos que se recusam a obedecer às leis do s Paul Auster organiza uma antologia de histórias escritas por americanos de diversas idades, profissões e classes sociais. O livro traz coincidências dolorosas, lances trágicos e cômicos, confusões familiares e eventos que se recusam a obedecer às leis do ser humano.

 

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Nossos pensamentos mais importantes são os que contradizem nossos sentimentos.

 

Leviatã

A exemplo do que acontece nos demais livros de Paul Auster, é o acaso que tem as rédeas da história em Leviatã. Os protagonistas deste romance são dois amigos escritores que se empenham, cada um a seu modo, em fazer que o mundo os ouça. Enquanto um deles insiste na literatura, o outro opta pela ação direta e assim se condena a um fim violento. Num barracão na floresta, durante os poucos dias de que dispõe antes da chegada do FBI, o narrador tenta reconstituir a cadeia de coincidências que afastaram seu amigo e o levaram a um destino trágico.

Numa dança inflamada pela paixão política e pela sedução sexual, os passos dos personagens se cruzam e se esbarram, no curso de uma intrincada rede de incidentes. Os dois escritores vivem uma rivalidade aparentemente em dois planos: o narrador cobiça a mulher de seu amigo, Sachs; Sachs inveja a obra do narrador. Fatos históricos como o terremoto de Los Angeles e a era Ronald Reagan alicerçam o turbilhão de acasos em que todos são arrastados.

Ao tentar reconstituir o caminho de Sachs, o narrador também busca encontrar o sentido de sua vida. Mas as surpresas não param de vir até ele. Tudo pode acontecer. E, de um jeito ou de outro, sempre acontece.

 

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Não há nada melhor para uma alma do que tornar menos triste outra alma.

 

A Invenção da Solidão

A invenção da solidão, um livro de memórias, é especialmente adequado para quem deseja se iniciar na obra de Auster, pois aqui ele exercita também seus notáveis talentos de poeta, tradutor, ensaísta e ficcionista. Construído na forma de um mosaico poético, o livro alterna recordações pessoais com comentários argutos sobre literatura, pintura e filosofia. O tema de base é a paternidade. No curso dessa exploração poética, Paul Auster faz valer seus atributos de crítico literário e analisa obras como As aventuras de Pinóquio , As mil e uma noites , a poesia de Hölderlin, Mallarmé e Marina Tzvetáieva, o pensamento de Proust e Freud, além da pintura de Vermeer e Van Gogh. Entrelaça essas diversas obras, de forma irresistível, em torno do tema das relações entre pai e filho, ficção e vida, linguagem e solidão.

 

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Os livros têm os mesmos inimigos que o homem: o fogo, a umidade, os bichos, o tempo e o próprio conteúdo.

Qual o seu livro favorito de Paul Auster? Deixe seu comentário e participe da conversa. 

Comentários

6 comentários em “Cinco livros e cinco frases de Paul Auster

  • 04.02.2016 a 7:39 am
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    Faltou o meu livro favorito dele: O País das Últimas Coisas. Genial!

  • 04.02.2016 a 7:06 pm
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    Faltou a Trilogia de Nova York. Livro especial que acabou sendo tema da minha tese. Auster é fabuloso (literalmente).

  • 05.02.2016 a 6:09 pm
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    “O Palácio da Lua”

  • 05.02.2016 a 9:04 pm
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    Gostei muito de Desvarios no Brooklin.

  • 06.02.2016 a 10:10 am
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    Trilogia de Nova York, Sunset Park e o Caderno Vermelho são outros essenciais!

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