Cinco frases e cinco livros de Roland Barthes

Roland Barthes completaria 100 anos em 12 de novembro

Roland Gérard Barthes nasceu na França em 12 de novembro de 1915. Foi escritor, ator, sociólogo, crítico literário, semiólogo e filósofo. Teve uma vida polêmica e uma morte sofrida mas, de acordo com o próprio Barthes, nada disso é importante. O autor era contra a análise de livros contextualizados pela própria vida: “O escritor não tem passado, nasce com a obra”, dizia.

Ele se interessava em analisar outras questões em uma obra: os significados, as “mitologias”, a ideologia, as crenças, além da fusão de diferentes formas de expressão, como a moda e a fotografia. Para o filósofo, a sua vida não dava conta de sua obra: “O escritor é alguém que combina citações, eliminando as aspas”.

No centenário de Barthes, selecionamos cinco frases e cinco livros para lembrar deste importante pensador.

Toda a recusa duma linguagem é uma morte.

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Fragmentos de um discurso amoroso

Para o autor, falar de amor é falar de uma extrema solidão. Quando um discurso é assim lançado por sua própria força na deriva do inatual, nada mais lhe resta além de ser o lugar, por exíguo que seja, de uma afirmação.

 

A literatura não permite caminhar, mas permite respirar.

 

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Elementos de semiologia

Resultado de cursos ministrados por Roland Barthes, estes Elementos de semiologia, o livro está dividido em quatro partes, correspondentes a rubricas oriundas da Linguística Estrutural. Por meio dessas rubricas, Barthes dá ao leitor uma instigante visão geral do campo de estudo da Semiologia e dos instrumentos teóricos por via dos quais se pode realizar a pesquisa semiológica.

O fascismo não é impedir-nos de dizer, é obrigar-nos a dizer.

 

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Mitologias

Tendo como base uma série de textos escritos sobre assuntos do cotidiano, visando realizar uma crítica ideológica da linguagem da cultura de massa, Roland Barthes desmistifica os mitos de uma realidade mascarada pela imprensa, pelo cinema, pela arte e pelos demais veículos de comunicação, sempre a serviço de interesses ideológicos.

Toda a lei que oprime um discurso está insuficientemente fundamentada.

 

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O ofício de escrever

Espécie de memória de uma amizade, celebração – e conturbações – de duas vidas que se cruzaram, Roland Barthes, o ofício de escrever é um depoimento literário que pretende restituir parte das atitudes, dos gestos e das ideias de Barthes, sobretudo seu perfil e seu olhar. Uma reflexão sobre as relações que podem unir o escritor e aquele que (ainda) não escreve ou que se apresenta na forma de discípulo.

A ciência é grosseira, a vida é sutil, e é para corrigir essa distância que a literatura nos importa.

 

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A câmera clara

Obra derradeira do espírito criador de Roland Barthes, A câmara clara é uma reflexão sobre a imagem fotográfica. É também uma apaixonada e dramática meditação sobre a vida e a morte.

 

Qual sua obra favorita de Roland Barthes? Deixe seu comentário e participe da conversa. 

 

 

Comentários

Rodrigo Espírito Santo

Rodrigo Espírito Santo

Colaborador em Estante Virtual
Mestre em Comunicação Social, MBA em Comunicação Corporativa, Pós-graduado em roteiro de audio visual. Mais de 15 anos de experiência em comunicação empresarial, endomarketing, redação publicitária, jornalística e de conteúdo para redes sociais.
Rodrigo Espírito Santo

Rodrigo Espírito Santo

Mestre em Comunicação Social, MBA em Comunicação Corporativa, Pós-graduado em roteiro de audio visual. Mais de 15 anos de experiência em comunicação empresarial, endomarketing, redação publicitária, jornalística e de conteúdo para redes sociais.

Um comentário em “Cinco frases e cinco livros de Roland Barthes

  • 23.03.2017 a 2:12 am
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    Muito legal também Yukio Mishima e Martin Heidegger

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