Três Clássicos Detonados pela Crítica

Hoje em dia não dá para chutar uma pedra sem derrubar um livro do John Green. Um tempo atrás, isso acontecia com Dan Brown. Alguns anos antes, com Paulo Coelho. A impressão que fica é que esses autores serão os clássicos do futuro. Aqueles que serão lembrados pelas próximas gerações e cobrados na prova de literatura do Enem em 2350.

A questão é que nem sempre os maiores sucessos de público e crítica se transformam nas referências que sobrevivem ao teste do tempo. Os títulos abaixo apanharam bastante antes de conquistar seu lugar no panteão das obras imortais.

 

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1. Admirável mundo novo (Aldous Huxley)

Quando foi lançado, em 1932, o romance futurista chamou atenção. Foi um verdadeiro escândalo literário, no mau sentido. A recepção foi tão negativa que a obra vendeu pouco mais de mil cópias. Acontece que todo mundo odiou o futuro pessimista imaginado por Huxley. Nem entre os outros futuristas da época o coitado encontrou apoio. H. G. Wells, autor de A guerra dos mundos, chamou o futuro distópico de Admirável mundo novo de “traição”.

Com o passar do tempo, tanto a obra quanto o autor foram resgatados do limbo da crítica literária e elevados à condição de referências da literatura do século XX. Infelizmente, Aldous Huxley morreu em 1963, antes de receber a homenagem máxima: ver sua obra homenageada no título de uma música do Zé Ramalho.

 

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2. O apanhador no campo de centeio (J.D. Salinger)

Um dos maiores clássicos da literatura americana, O apanhador no campo de centeio apanhou muito da crítica. Foi um lançamento tão polêmico que alguns críticos tinham até receio de dizer o nome do livro. Diziam que a linguagem era “vulgar” e o livro era “decepcionante, amador, previsível e chato”. Ai.

Para sorte do autor, o público ignorou as críticas e a obra vendeu mais de 65 milhões de cópias desde sua primeira edição. Isso sem o protagonista precisar falar uma palavra mágica sequer.

 

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3. Moby Dick (Herman Melville)

Lembra do filme Tubarão? É praticamente a mesma história, só que é com uma baleia. E não, não é uma orca. A imprensa especializada caiu de arpão no livro. Nem a carreira solo da Sheila Melo foi tão criticada.

Assim como no pop hit baiano Água, ninguém entendeu a prosa poética de Melville. Talvez porque fosse muito sofisticada para o seu tempo, talvez porque o editor se esqueceu de publicar o epílogo junto com o livro. Ou seja, o leitor se sentiu como naquela piada em que o português entra no bar, pede uma cerveja, o garçom responde que só tem chopp e o português responde: ”

A maior revista da Inglaterra chamou Moby Dick de “catástrofe”. Outra publicação disse que o livro era “impróprio para publicação”.  E o público detestou o fato de que não era possível ler sua obra sem abrir um dicionário a cada cinco minutos. Hoje em dia, o tempo entre consultas é bem menor.

O tempo passou e Melville finalmente conquistou a apreciação literária tão merecida. Hoje ele é reconhecido como um dos maiores autores da história. E as baleias brancas estão ameaçadas de extinção. Ponto para o time dos homens, não?

E quais autores injustiçados de hoje serão considerados imortais no futuro? Deixe sua opinião e participe da conversa.

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Rodrigo Espírito Santo

Rodrigo Espírito Santo

Colaborador em Estante Virtual
Mestre em Comunicação Social, MBA em Comunicação Corporativa, Pós-graduado em roteiro de audio visual. Mais de 15 anos de experiência em comunicação empresarial, endomarketing, redação publicitária, jornalística e de conteúdo para redes sociais.
Rodrigo Espírito Santo

Rodrigo Espírito Santo

Mestre em Comunicação Social, MBA em Comunicação Corporativa, Pós-graduado em roteiro de audio visual. Mais de 15 anos de experiência em comunicação empresarial, endomarketing, redação publicitária, jornalística e de conteúdo para redes sociais.

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