Antes que me Esqueçam, Daniel Filho

No Dia do Cinema Brasileiro, diretores e seus livros

Nesta terça-feira, 19 de junho, comemoramos a data de um grande orgulho nacional: o Dia do Cinema Brasileiro. Em um cenário onde os norte-americanos eram reis, mostramos que em terras tupiniquins também há cinema de qualidade. A partir da década de 60, conhecida como a época de ouro do cinema brasileiro, excelentes filmes passaram a ser produzidos por aqui, driblando até mesmo a censura imposta pela ditadura militar. O resultado foram filmes inesquecíveis e de grande sucesso, como O Assalto ao Trem Pagador (1962), dirigido por Roberto Farias e Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964), um grande marco do cinema novo, sob direção de Glauber Rocha. Anos depois, veio Central do Brasil (1998), premiado como o melhor filme estrangeiro no Globo de Ouro, Cidade de Deus (2002) indicado quatro vezes ao Oscar e teve também o recente Tropa de Elite, vencedor do Urso de Ouro no Festival de Berlim (em 2007), além outros tantos que marcaram época e fizeram a história do cinema nacional.

E como literatura e cinema andam sempre de mãos dadas (confira nosso post sobre livros que inspiraram filmes), descobrimos que vários diretores brasileiros de cinema também se aventuraram na arte de escrever. E não pense que estamos nos referindo a livros sobre cinema, como O Século do Cinema, de Glauber Rocha e O que é ser Diretor de Cinema, de Cacá Diegues. Estamos falando de romances, contos e poesias.

Baseado na peça homônima de Shakespeare, o livro Trabalhos de amor perdidos, do cineasta Jorge Furtado, conta a história de Robin, um jovem ator que viaja como bolsista para estudar a obra do escritor com alunos do mundo inteiro. Além dos colegas Duck e Gavil, com quem vai viver situações hilárias, Robin também conhecerá gente de lugares remotos, todos loucos por Shakespeare, é claro! Misturando realidade e ficção, José Torero, em seu livro de estreia, O Chalaça, narra as memórias de Francisco Gomes da Silva, conselheiro do Império e um dos mais importantes auxiliares de Dom Pedro I.

Adepto dos suspenses policiais, em Cortina de Sangue, o diretor Braz Chediak narra as aventuras do detetive alcoólatra Popeye à procura de uma atriz desaparecida durante a gravação de uma novela. Seguindo a mesma linha de romance policial, Carlos Gerbase, em Todos Morrem no Fim, alterna a história de uma investigação policial com o relato de um jovem que se vê envolvido em uma operação policial clandestina: tirar do país dois uruguaios suspeitos de terrorismo.

Curioso? Então, confira essas e outras obras literárias de nossos grandes talentos na direção da sétima arte:

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