Escolhendo (ou rejeitando) um livro pela capa

(0 Estrelas - 0 Votos)
Que arranque e atire todas as capas de sua biblioteca pessoal quem nunca comprou um livro pela capa ou mesmo o rejeitou. Ainda que a escolha da próxima leitura envolva muitos quesitos – pra lá de subjetivos – a primeira impressão é muito importante! Então, uma capa interessante pode ser o chamariz para despertar a curiosidade em ler e saber mais sobre uma determinada obra.

E será mesmo que uma imagem vale mais que 1.000 palavras? O fato é que as capas têm dado o que falar. Tem gente até mesmo discutindo, em um fórum na internet, as melhores capas de livros já publicadas. E o site The Book Cover Arquive cumpre a missão de selecionar e armazenar as melhores capas de livros, destacando os designers mais criativos do universo literário.

O resultado de toda essa valorização da imagem é que os autores têm se preocupado mais e dedicado mais tempo à apresentação das capas de suas obras. E as editoras, que já traziam capas diferenciadas em edições comemorativas, têm prestado mais atenção à opinião de seus leitores. A editora Novo Século, por exemplo, criou uma enquete, em uma rede de relacionamento, para escolher a capa brasileira do primeiro livro da série Night Huntress.

Em 2010, o concurso Melhor Capa de Livro (2010) do ano, promovido pelo Getty Images Brasil, premiou os designers Claudia Warrak e Raul Loureiro pela capa do livro Uma certa paz, de Amós Oz. No ano anterior, o vencedor foi o designer Rodrigo Rodrigues, criador da capa de Os Espiões, livro de Luis Fernando Veríssimo. Para conhecer as outras capas que concorreram ao prêmio em 2010, acesse o blog do concurso.

Claro demais, escuro demais, apelativo demais, non-sense demais, comum demais! Escolher uma capa pode ser muito mais difícil do que podemos imaginar. Explico: antes da publicação, a escolha de uma capa envolve a concordância entre os gostos e objetivos do escritor, do designer, da editora e do próprio mercado. Não é a toa que algumas capas ganham dezenas de versões antes de chegar a sua versão final. E no meio do processo, muitas ideias são completamente rejeitadas e abandonadas. Então, movidos pela curiosidade, pesquisamos e selecionamos oito capas que foram rejeitadas antes mesmo do livro publicado. Confira:

Observação: As capas rejeitadas estão à esquerda. À direita, você confere a versão final e aprovada!

Qual dessas capas você considera a melhor? Você concorda com todas essas rejeições? Deixe seu comentário.

Comentários

5 comentários em “Escolhendo (ou rejeitando) um livro pela capa

  • 02.09.2011 a 8:07 pm
    Permalink

    …na verdade, ‘Beijada por um anjo’ também melhorou na segunda tentativa.

  • 02.09.2011 a 8:04 pm
    Permalink

    Na minha opinião, apenas no caso de ‘The day after yesterday’ a proposta aprovada ficou mais interessante que a rejeitada. Ótimas ideias perdidas.

  • 28.06.2011 a 5:52 pm
    Permalink

    Só pra constar: não me atraem as capas dos livros do Saramago pela Companhia das Letras, mas as obras, sem dúvida alguma, são impressionantes. É o meu autor favorito de Língua Portuguesa. Se tivesse me deixado levar pelas capas, jamais teria lido sua obra.

  • 28.06.2011 a 5:50 pm
    Permalink

    Com a excessão de Beijada Por Um Anjo e The Imperfectionists, todas as demais tiveram as capas descartadas melhores do que as aprovadas. Esta Ignite é muito mais maneira do que a que foi impressa. Como designer e ilustrador vejo muito isso acontecer em alguns trabalhos, quando nossa sugestão visual geralmente é melhor do que as que voltam com as mudanças do cliente. Raros, mas não impossíveis, são os casos em que os ajustes foram mais felizes. De qualquer forma, confesso que já comprei muito livro pela capa e também deixei de ler alguns porque não tinham uma capa convidativa, como foi o caso de Ensaio Sobre A Cegueira, da Companhia das Letras, que nunca achei interessante. Aliás, os livros do Saramago publicados por lá não têm capas bonitas nem atraentes, com exceção da capa de Caim, que é linda. Quando não se conhece a obra de determinado autor, a capa acaba sendo um item de vitrine como qualquer outro produto e necessita de um atrativo visual, aquele anzol. É ruim também quando mudam a capa de livros adaptados para o cinema pelo pôster do filme. Uma péssima escolha, por exemplo, foi substituir a capa de Água Para Elefantes pelo cartaz do filme. A capa original era infinitamente mais instigante e bonita.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Shares