De pai para filho: a paixão hereditária pelos livros

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Dia dos Pais chegando, mas no caso destes livreiros, os filhos são os verdadeiros presenteados. Raquel Esteves, Anderson Glaucius e Valdir Nesi Junior herdaram de seus pais o amor pelos livros e, por influência deles, se tornaram profissionais do mercado literário. Cada um tem uma história diferente, mas a paixão e a dedicação à literatura é o ponto comum a todos.

Anderson Glaucius, de 23 anos, atuava como DJ em Campinas quando foi convocado pelo pai, Antônio, para organizar os CDs vendidos em seu sebo. No início, a loja de nome Achei o Livro comercializava apenas obras espíritas. Com o passar do tempo, o pai foi diversificando o acervo e comprando títulos de todos os gêneros: “Por conta desse aumento no número de livros, meu pai precisou que eu ajudasse a organizar a loja. Além disso, fiquei responsável pelas vendas e pelo cadastro de publicações na Estante Virtual. Foi através do site que consegui arrumar todo o sebo”, conta Anderson. Trabalhar em família é motivo de alegria para o rapaz: “Convivemos em plena harmonia e nos ajudamos mutuamente, principalmente nos momentos mais difíceis”.

Outra história que une pai e filho em torno dos livros é a de Valdir e Junior, que trabalham na Bel e Dom Livros há três anos. Por influência do padrinho de Junior que tem uma loja em Porto Alegre, Valdir percebeu que havia poucos sebos em Santa Catarina e resolveu investir no negócio. Para expandi-lo, seu filho entrou no ambiente online da Estante Virtual e, aos poucos, foi cadastrando os livros do acervo. Na hora de indicar o livro que daria a Valdir no Dia dos Pais, o filho não titubeia e escolhe o título: “Papillon, de Henri Charrière. Ele adora este livro e desde que perdeu o seu, não comprou outro”, revela Junior.

A história de Raquel Esteves, 34 anos, é um pouco diferente das demais. Ela se interessou pelo mundo dos sebos após o falecimento do pai. Ele colecionava livros em uma sala próxima a casa onde moravam, em Santo André, e costumava ler de portas abertas. Na época, poucas obras eram comercializadas e com o passar do tempo, a estante transformou-se numa verdadeira biblioteca com cerca de 20 mil títulos – graças às doações de quem passava pelo local e contribuía para o aumento do acervo.

Depois do falecimento do pai, Raquel encontrou na Estante Virtual um destino para os títulos. Em outubro de 2008, nasceu a Seboweb: “Como não tinha capital para alugar um espaço, a internet era mais viável financeiramente. Comecei do zero. Não sabia como era o mercado de sebos e hoje já estou estruturada. Comprei livros e firmei parceria com editoras”, revela Raquel. Quando estava organizando e separando o acervo do pai, a professora de Administração de Empresas teve uma surpresa: encontrou no meio das páginas de um livro antigo uma carta escrita pela avó, que morava em Portugal com os quatro filhos. O destinatário? Seu avô que estava no Brasil trabalhando e tentando comprar uma casa para a família. “Eles ficaram oito anos separados até minha avó poder vir para cá. A carta falava da saudade que ela sentia do marido. Foi um momento muito emocionante”, lembra.

E, você? Comente este post e nos conte sobre a paixão ou hábito que herdou de seu pai. A Estante Virtual deseja a todos um Feliz Dia dos Pais!

Comentários

2 comentários em “De pai para filho: a paixão hereditária pelos livros

  • 22.08.2010 a 11:43 pm
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    Meu pai e minha mãe são semi-analfabetos mas eu adquiri o hábito de ler. Quero passar isso para meus filhos. Por isso, minha filha tem, apenas, oito meses mas meu marido e eu já lemos livros para ela que fica quietinha e atenta aos desenhos.

  • 11.08.2010 a 9:17 pm
    Permalink

    A internet tem um valor imenso para cada um de nós. Lendo para conhecer melhor a Estante Virtual, descubro a importância da leitura passada por nossos pais. Sempre me espelhei em meu pai que, apesar de não ter um diploma superior, estava sempre lendo. Era um devorador dos livros, atualizado com todos tipos de assunto. Quero ser exemplo para meu filho e minhas netas. Este texto acima nos proporciona sentir o amor verdadeiro entre o casal que sofre com a distância que os obriga a separar. Não vivo mais sem internet!
    Abraços,
    Gladis Ávila

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