Livro de poesias de José Saramago

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Em crítica sobre o livro de poesias O ano de 1993, de José Saramago, publicada na Folha de São Paulo, Alcir Pécora, professor de teoria literária da Universidade Estadual de Campinas, foi bastante enfático: “José Saramago não é poeta. ‘O Ano de 1993’ é a prova cabal disso. É tão ruim como poesia que deixa até supor que possa ter mérito como prosa.” E completou: “Se algum dia a Ilustrada tiver a idéia de fazer uma dessas deliciosas enquetes sobre os piores versos do século passado, já adianto o meu voto.”

O livro foi escrito em 1975. Para quem gosta do autor, é difícil imaginar que o Saramago Nobel possa deixar tanto a desejar. Por isso, vale a pena matar a curiosidade, analisando e comparando a poesia de outrora com os romances mais recentes do autor (que podem ser encontrados na Estante Virtual). É ler para crer.

Comentários

6 comentários em “Livro de poesias de José Saramago

  • 16.03.2009 a 2:48 pm
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    “ É tão grande a tristeza que me asola
    Todos os dias da minha vida;
    Não tenho ninguém que me consola por isso estão perdida;
    Bem para longe eu vou sozinha com o coração desfeito;
    Pois ninguém me perdoou do mal que tinha feito;
    De mim não vão sentir falta porque para vocês sou lixo;
    Só espero que quando parta se lembrem bem disto;”

  • 10.10.2007 a 4:46 pm
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    Aquilo não é crítica. O livro de Saramago, que eu já tresli, é muitíssimo bom. O Saramago, aliás, é antes poeta do que prosador.

  • 08.10.2007 a 5:57 pm
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    OUVINDO BEETHOVEN
    Venham leis e homens de balanças
    Mandamentos daquém e dlém mundo
    Venham ordens decretos e vinganças
    Desça em n´s o juiz até ao fundo
    Nos cruzamentos todos da cidade
    A luz vermelha brilha inquisidora
    Risquem no chão os dentes da vaidade
    E mandem que os lavemos a vassoura
    A quantas mãos existam peçam dedos
    Para sujar nas fichas dos arqueiros
    Não respeitem mistérios nem segredos
    Que é natural nos homens serem esquivos
    Ponham livros do ponto em toda a parte
    Relógios a marcar a hora exacta
    Não aceitem nem queiram outra arte
    Que a prosa do registo o verso-acta
    Mas quando nos julgarem bem seguros
    Cercados de bastões e fortalezas
    Hâo-de ruir em estrondo os altos muros
    E chegará o dia das surpresas.

    José Saramago, Julho de 1966, in OS POEMAS POSSIVEIS

    Se a critica se desse ao «trabalho» de ler OS POEMAS POSSIVEIS talvez reconhecesse o seu erro e mudasse de opinião.

  • 06.10.2007 a 11:48 am
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    “É tão ruim como poesia que deixa até supor que possa ter mérito como prosa.”
    Este tal de Alcir é uma besta! Há tempos elogiava O Saramago! Não gostou da poesia e queima a prosa!
    Não li, mas fiquei com vontade de ler.
    Talvez seja esta a meta do Alcir. Divulgar.

  • 04.10.2007 a 8:46 pm
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    Há algum tempo atrás o grande Michael Jordan, astro do basquete americano,trocou o cesto
    pelo baseball.Foi um jogador medíocre, mas mesmo assim, houve respeito da imprensa
    americana com ele.A crítica deste cidadão para com Saramago, pela raiva gratuita de suas
    palavras, lembra a inveja do compositor Salieri para com Mozart,ou seja, um mediocre (e
    como as universidades estão cheios deles hoje)com inveja de um esteta,sinal dos tempos.
    Não é que Saramago não deva ser criticado, mas quando a nós esperamos uma crítica
    intelectual sobre o escritor em questão, nos deparamos com uma crítica de quinta
    categoria, aliás, se a ilustrada fizer também uma enquete para saber as crítcas mais
    cheias de inveja e pífias, este cidadão é pole position.Que saudades do pasquim….

  • 04.10.2007 a 9:01 am
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    É difícil imaginar o estilo “saramaguiano” sob forma de poesia.

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